Edição digital
PUB

Pedro Gândara, executive director da Starcom Mediavest

Publicidade :: Noticias

“2023 deverá ser para o OOH em Portugal um ano de consolidação e avaliação”

O M&P ouviu os responsáveis de seis das principais agências de meios a operar em Portugal sobre alguns dos temas que prometem marcar o mercado publicitário em 2023. O impacto da introdução de publicidade nas plataformas de streaming, a fragmentação da oferta e a perda de expressão dos canais FTA, a turbulência na medição de audiências televisivas, a transformação no out-of-home das duas principais cidades e o fim dos cookies analisados, hoje, por Pedro Gândara, executive director da Starcom.

Pedro Durães

Pedro Gândara, executive director da Starcom Mediavest

Publicidade :: Noticias

“2023 deverá ser para o OOH em Portugal um ano de consolidação e avaliação”

O M&P ouviu os responsáveis de seis das principais agências de meios a operar em Portugal sobre alguns dos temas que prometem marcar o mercado publicitário em 2023. O impacto da introdução de publicidade nas plataformas de streaming, a fragmentação da oferta e a perda de expressão dos canais FTA, a turbulência na medição de audiências televisivas, a transformação no out-of-home das duas principais cidades e o fim dos cookies analisados, hoje, por Pedro Gândara, executive director da Starcom.

Pedro Durães
Sobre o autor
Pedro Durães
Artigos relacionados
Alexandra Varassin nomeada CEO do Publicis Groupe Portugal
Publicidade
Domínio .pt não é prioritário para Amazon
Digital
Adico escolhe Gonçalo Coelho de Carvalho como diretor comercial e de marketing
Marketing
IADE lança curso de media, informação e entretenimento em parceria com GCI Media Group
Media
Agência de comunicação LCPA Creative Agencies dá origem à KOR Creatives
Comunicação
Campanha da TBWA/BBDO para a McDonald’s Portugal pode ser usada em outros países (com vídeo)
Publicidade
Adidas e Thom Browne disputam uso de riscas em tribunal
Marketing
Anunciantes do Now poderão ter investido cerca de €100 mil em publicidade no primeiro mês
Media
Atletas olímpicos protagonizam campanha da Bar Ogilvy que divulga parceria entre COP e TAP (com vídeo)
Publicidade
Agência criativa DJ cria anúncio de verão da Rádio Comercial (com vídeo)
Publicidade

Pedro Gândara, executive director da Starcom Mediavest

O M&P ouviu os responsáveis de seis das principais agências de meios a operar em Portugal sobre alguns dos temas que prometem marcar o mercado publicitário em 2023. O impacto da introdução de publicidade nas plataformas de streaming, a fragmentação da oferta e a perda de expressão dos canais free-to-air, a turbulência na medição de audiências televisivas, a transformação no out-of-home das duas principais cidades e o fim dos cookies analisados, hoje, por Pedro Gândara, executive director da Starcom.

PUB

Meios & Publicidade (M&P): A publicidade já é uma realidade no Netflix, sendo esperado que o novo modelo de subscrição com anúncios chegue ao mercado português no próximo ano. Desde 8 de dezembro, também o Disney+ abriu a porta aos anúncios, num movimento que começará nos EUA mas não tardará a chegar aos restantes mercados onde a plataforma está presente. Qual poderá ser o impacto da introdução de publicidade nas plataformas de streaming no investimento publicitário em televisão no mercado português?

Pedro Gândara (PG): É crescente a velocidade com que adoptamos novas plataformas, sejam elas de streaming, novas redes sociais ou novos canais de televisão, estando a mesma dependente do custo de adesão, da popularidade, da relevância (temporária ou não) ou da qualidade dos conteúdos que nos permitem usufruir. Esta velocidade não encontra paralelo na forma como evolui a estrutura do investimento publicitário, que ancora em certezas de retorno e que é feito, na sua maioria, para grandes massas heterogéneas. Razões pelas quais a televisão continua a merecer a maioria do investimento publicitário em Portugal. A já substancial penetração que a Netflix apresenta (cerca de 57 por cento de acordo com GWI), e com uma demografia de utilizadores que está maioritariamente entre os 15 e os 44 anos, faixas etárias que apresentam um cada vez menor consumo de televisão linear, poderão fazer desta plataforma um complemento à presença publicitária em televisão. Contudo, será necessário avaliar o custo dessa mesma presença para as marcas, o impacto que a introdução de publicidade terá na estrutura de assinantes da Netflix e o inventário que finalmente a plataforma conseguirá disponibilizar. Portugal não fará parte da lista de países onde a introdução de publicidade na Netflix se fará já em 2023 (eventualmente no final do ano) pelo que teremos tempo para avaliar o comportamento dos consumidores e marcas nos países onde isso será já uma realidade no início do próximo ano.

M&P: A perda de quota dos canais free-to-air, que tem sido uma constante à medida que a oferta de televisão se vem tornando cada vez mais fragmentada, intensificou-se em 2022. Isto numa altura em que a multiplicação da oferta OTT não dá tréguas já que o número de plataformas ao dispor do consumidor português, apesar de ser já significativo, continua a crescer, sendo disso exemplo a chegada recente da plataforma SkyShowtime a Portugal. Como vê este alargamento continuado da oferta de conteúdos televisivos e como antecipa que irá evoluir o consumo de televisão free-to-air neste contexto? Os canais generalistas estão condenados a perder expressão em 2023?

PG: Os canais generalistas apresentam soluções de volume, com conteúdos vocacionados para a grande maioria da população, e que continuam a merecer a escolha de um vasto conjunto. Contudo, seja por via de novos canais temáticos, seja pelo crescimento da oferta OTT, seja pelo aparecimento de novas redes sociais, a dispersão da forma como consumimos conteúdos é uma realidade, e as soluções generalistas veem diminuída a sua base de consumidores. É, pois, normal que os canais FTA assistam a uma diminuição das suas audiências, que é mais acentuada quanto mais jovem a população em análise, mas que será de alguma forma transversal. Tendência que deverá ter continuidade nos próximos anos.

M&P: Um dos acontecimentos que marca o ano de 2022 ao nível do mercado publicitário prende-se com as buscas realizadas na GfK devido a uma denúncia de adulteração das audiências. Independentemente das conclusões a que a investigação em curso possa chegar, as suspeitas levantadas podem ser um espinho na credibilidade do sistema de medição de audiências? O que será necessário para apaziguar agências de meios e anunciantes e quais poderão ser as consequências de uma potencial quebra de confiança ao nível da distribuição do investimento publicitário em televisão?

PG: Até que haja conclusões da investigação, continuamos a confiar no sistema de medição de audiência vigente e não temos qualquer comentário sobre esta questão.

M&P: No setor out-of-home (OOH), 2023 promete ser um ano de grande transformação na oferta de publicidade exterior nos dois principais centros urbanos. A resolução dos concursos para as concessões de Lisboa e Porto, além de trazer novos players à publicidade exterior das maiores cidades do país, está a impulsionar a renovação dos suportes, acentuando a progressiva digitalização das redes. Como espera que a oferta de publicidade exterior venha a evoluir no próximo ano em consequência deste processo de renovação e que impacto antecipa que esta transformação poderá representar ao nível do investimento publicitário no setor?

PG: O ano de 2023 deverá ser para o OOH em Portugal um ano de consolidação e avaliação. Consolidação do novo equilíbrio entre os diversos players que resultou dos concursos de Lisboa e do Porto e que deverá ter novos capítulos à medida que a digitalização de mais cidades acontece. Consolidação das novas ofertas, quer do ponto de vista físico quer do ponto de vista financeiro, sendo expectáveis alterações significativas em ambos os aspetos. Consolidação da oferta digital, da sua extensão, do seu modelo de comercialização, integrado nas redes de papel, modelo tradicional de custo por face ou evoluindo para a compra programática. Da consolidação da aceitação e utilização do novo modelo de medição, que permitirá credibilizar a entrega da oferta de exterior em Portugal. E de avaliação, por parte das marcas, da nova realidade e da sua nova relação custo/benefício, e da forma como o exterior poderá fazer parte das suas ações de comunicação. Até ao momento, a avaliação que fazemos junto das marcas com quem trabalhamos é de que existe uma manutenção das intenções de investimento em exterior. A sua concretização dependerá da forma e da velocidade com que a consolidação acontecer.

M&P: No digital, 2023 traz o anunciado fim dos cookies, tornando a first party data cada vez mais determinante para a estratégia das marcas e para as próprias agências de meios. De que forma antevê que o fim dos cookies irá refletir-se ao nível do investimento publicitário das marcas no digital, por um lado, e, por outro lado, naquilo que será o investimento das próprias agências de meios no sentido de criar ferramentas e fazer evoluir a sua oferta de negócio para dar resposta às novas necessidades dos anunciantes?

PG: Muitas das vantagens que atribuímos hoje à comunicação digital têm por base os cookies. A personalização das ofertas e das experiências, a capacidade de segmentação e “targetização”, a possibilidade de otimização e medição das campanhas. Todas dependem da existência de cookies. Uma menor possibilidade de segmentação e de controlo tornará menos atrativa para as marcas a comunicação em digital, com impacto junto dos publishers, que tenderão a privilegiar modelos de negócio baseados em subscrição, ao invés de modelos baseados em publicidade, tornando a web menos acessível.

A comunicação digital com escala passará apenas pelos “walled gardens”, com capacidade para usar a sua própria data, dentro dos seus muros. Desta forma, marcas e agências, pretendendo continuar a comunicar junto de audiências relevantes, terão de optar por criar as suas próprias infraestruturas de first party data e/ou estabelecer parcerias junto de publishers e de outros parceiros para a utilização da sua data, que lhes permitam enriquecer as suas bases de dados e perfis. Hipóteses que poderão ser complementadas com a maximização do uso dos contextos como forma de segmentação. A evolução terá de passar também pela forma como marcas e agências abordam a medição dos resultados em digital e avaliam o sucesso das suas campanhas. Pelo que se prevê um 2023 de muito trabalho de preparação para o fim da era do cookies.

As seis entrevistas, que pode ler na íntegra aqui, serão publicadas ao longo dos próximos dias no nosso site

Sobre o autorPedro Durães

Pedro Durães

Mais artigos
Artigos relacionados
Alexandra Varassin nomeada CEO do Publicis Groupe Portugal
Publicidade
Domínio .pt não é prioritário para Amazon
Digital
Adico escolhe Gonçalo Coelho de Carvalho como diretor comercial e de marketing
Marketing
IADE lança curso de media, informação e entretenimento em parceria com GCI Media Group
Media
Agência de comunicação LCPA Creative Agencies dá origem à KOR Creatives
Comunicação
Campanha da TBWA/BBDO para a McDonald’s Portugal pode ser usada em outros países (com vídeo)
Publicidade
Adidas e Thom Browne disputam uso de riscas em tribunal
Marketing
Anunciantes do Now poderão ter investido cerca de €100 mil em publicidade no primeiro mês
Media
Atletas olímpicos protagonizam campanha da Bar Ogilvy que divulga parceria entre COP e TAP (com vídeo)
Publicidade
Agência criativa DJ cria anúncio de verão da Rádio Comercial (com vídeo)
Publicidade
PUB
Digital

Domínio .pt não é prioritário para Amazon

Quatro anos depois do lançamento em Portugal, os portugueses continuam a ser redirecionados para a Amazon espanhola. Em declarações ao M&P, Inês Ruvina (na foto), gestora nacional da plataforma de comércio eletrónico, revela que não há planos para inverter a situação, apesar de a empresa estar a investir em Portugal

Ativar o domínio português não é prioritário para a Amazon, que continua a recorrer à plataforma de comércio eletrónico espanhola para alavancar o negócio em Portugal. Apesar de estar operacional desde 2021, o endereço Amazon.pt continua a redirecionar os consumidores nacionais para o site espanhol.

“Estamos muito contentes com o percurso da empresa em Portugal, que tem aproveitado a configuração que existe na Europa, sobretudo em Espanha. A Amazon tem uma rede logística europeia, da qual tiramos partido para servir os nossos clientes, mas vamos continuar atentos às oportunidades para ir melhorando a experiência de compra”, garante ao M&P Inês Ruvina, gestora da Amazon em Portugal.

A plataforma, que está disponível em língua portuguesa e comercializa marcas portuguesas como Castelbel, Vista Alegre, Ach Brito e Costa Nova, continua, no entanto, continuar a contar com o investimento da casa-mãe nos Estados Unidos.

Para promover a edição de 2024 do Prime Day, com milhares de descontos entre as 23h de 15 de julho e as 22h59 de 17 de julho, a empresa tem no ar a maior campanha publicitária do ano.

Adaptada para Portugal pela Amazon, que a concebeu internamente nos Estados Unidos, foi produzida pela Hungryman. Com planeamento de meios da Rufus, está presente em televisão, rádio, imprensa, suportes digitais e redes sociais.

No ano passado, globalmente, os clientes da Amazon pouparam 2,5 mil milhões de dólares (€2,31 mil milhões) em 375 milhões de produtos, com as compras durante o Prime Day.

Em Portugal, a empresa não divulga quanto é que os subscritores nacionais do serviço Prime gastaram a menos. “Posso partilhar apenas que entre os produtos mais comprados estão toalhitas de bebé da Dodot, cápsulas de café da Delta Q, desodorizantes masculinos da Rexona e lâmpadas LED da TP-Link Portugal”, refere Inês Ruvina.

Para divulgar o Prime Day 2024, a Amazon conta com um estudo desenvolvido com a GfK, que revela que 89% dos portugueses aproveitam períodos de promoções para fazer compras online.

A análise identifica os três fatores críticos que impulsionam o comportamento digital dos consumidores nacionais, apontando o preço (69%) como o mais decisivo, seguido dos descontos (67%) e da garantia de entrega rápida (51%).

“Os resultados que obtivemos são encorajadores. 96% dos inquiridos já compra online e 94% confia nas plataformas de ecommerce”, refere a gestora da empresa, que também disponibiliza em Portugal o Amazon Business, uma plataforma de vendas independente que permite às marcas alcançar cinco milhões de clientes empresariais.

Parcerias com TVI e RTP

A par do comércio eletrónico, a Amazon continua a investir no Prime Video, serviço de streaming lançado em 2006, em Portugal desde 2017, no âmbito das parcerias estabelecidas com a Media Capital e a RTP.

“Vamos aproximar-nos do cliente português com uma oferta de entretenimento nacional dedicada, para complementar a oferta internacional. Vamos ter séries documentais sobre o Tony Carreira e a apresentadora Maria Cerqueira Gomes e adaptar ‘La que se avecina’, série que teve muito sucesso em Espanha”, revela Inês Ruvina.

A parceria com a Media Capital foi estabelecida em 2023 para cofinanciar o regresso da série ‘Morangos com açúcar’, exibida em simultâneo na TVI e na plataforma digital da Amazon, à semelhança das produções que estão a ser ultimadas. ‘Punto Nemo’, a nova coprodução com a RTP, estreia antes do fim do verão.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

Luis Batista Gonçalves

Mais artigos
Publicidade

Campanha da TBWA/BBDO para a McDonald’s Portugal pode ser usada em outros países (com vídeo)

A cadeia de restauração norte-americana escolheu Portugal para lançar a nova aposta internacional. O Big Arch compete diretamente com o Big Mac, depois de a McDonald’s ter perdido o uso exclusivo da marca na Europa. Mila Refacho (na foto) protagoniza o filme publicitário

A campanha publicitária que a TBWA/BBDO concebeu para a McDonald’s Portugal, para promover o novo hambúrguer Big Arch que Portugal é o primeiro país do mundo a lançar, pode vir a ser usada em outros países. “Depende sempre muito de cada mercado, que procura adaptar a comunicação às realidades locais, mas é muito natural que isso possa acontecer, não em todos mas em alguns países, porque, pela forma como está desenhada, é muito disruptiva e suscetível de despertar muita curiosidade”, avança ao M&P Sérgio Leal, diretor de marketing da McDonald’s Portugal.

Com supervisão criativa de Rui Silva, direção criativa executiva de Marco Pacheco, direção criativa de João Guimarães e Julliano Bertoldi e direção de arte de Julliano Bertoldi e Beatriz Roque, a campanha tem redação de João Guimarães e André Águas. Produzido pela Krypton Films com consultora da Pro(u)d, o filme, realizado por Pedro Pinto, com direção de fotografia de Ekkehart Pollak, tem produção executiva de João Vilela e Ricardo Estevão e gestão de produção de Alexandra Ribeiro e Ana Ribeiro. Sérgio Pedro assina a edição e a Light Film a pós-produção.

A coordenação da pós-produção do anúncio, protagonizado por Mila Refacho, ficou a cargo de Neia Oliveira. No filme, a portuguesa, autora de um dos vídeos mais virais do fenómeno atmosférico que decorreu em Portugal na noite de 18 de maio, quando um meteoro iluminou o céu na Península Ibérica, descobre, na companhia dos amigos, o local exato da queda do meteorito, encontrando na cratera o novo hambúrguer da McDonald’s, o Big Arch. “Um épico Mac”, como a cadeia de restauração o denomina, numa designação que remete foneticamente para o Big Mac.

A 5 de junho, a McDonald’s perdeu a exclusividade da marca, que detinha desde 1996, estando a nova aposta a ser entendida como uma resposta pública à decisão do tribunal europeu que o decretou. “O Big Mac tem o seu lugar estabelecido. O novo produto procura adaptar a nossa oferta às novas tendências, oferecendo aos fãs da marca uma experiência mais saciante, numa combinação entre o Big Mac e o Double Cheeseburger”, explica Sérgio Leal, orgulhoso por Portugal ter sido o país escolhido para lançar o novo produto. “É o reconhecimento do bom trabalho que nós temos feito cá enquanto marca”, afirma.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

Luis Batista Gonçalves

Mais artigos
Media

Anunciantes do Now poderão ter investido cerca de €100 mil em publicidade no primeiro mês

A Nos lidera a lista de anunciantes do novo canal da Medialivre, seguida da Betclic e da Dacia. A valores de tabela, entre 17 de junho a 16 de julho, os 15 maiores anunciantes despenderam €1,21 milhões, 68% do investimento total, segundo a Universal McCann

Os anunciantes do Now investiram oficialmente €1,79 milhões em publicidade no primeiro mês de emissão do canal, valores a preços de tabela sobre os quais incidem os descontos em televisão, que, tal como referido por Alberto Rui Pereira, CEO da IPG Mediabrands, em entrevista ao M&P, chegam a atingir reduções entre os 95% e os 97%.

Caso se aplique um desconto de 95%, o montante apontado na análise da Universal McCann reduz para cerca de €100 mil. No entanto, tratando-se de um lançamento de um novo canal, é possível que o desconto tenha sido diferente.

De acordo com a análise da agência de meios que integra o IPG Mediabrands, as 15 marcas que mais investiram no novo canal noticioso da Medialivre representam 68% do total das verbas despendidas, o que em valores de tabela atingiram os €1,21 milhões, o que corresponde a cerca de €68 mil.

Nos, Betclic, Dacia, Audi e Generali Tranquilidade foram as marcas que mais investiram no Now (ver caixa) durante o primeiro mês de transmissões, período em que a nova proposta televisiva alcançou um share de 0,5%, após ter atingido 0,8% no dia de arranque, tendo terminado o mês na 22ª posição entre os canais mais vistos do cabo.

“O Now conseguiu captar audiência maioritariamente proveniente da CMTV, mas também dos seus concorrentes diretos (SIC Notícias e CNN Portugal), no entanto, de forma menos acentuada”, refere a Universal McCann em comunicado de imprensa.

O share do canal, lançado a 17 de junho, tem permanecido estável, independentemente do dia da semana. “Contudo, vemos que é a quarta-feira o dia em que verifica um share ligeiramente mais baixo do que nos restantes dias da semana”, revela a análise, que avança ainda que o Now tem atraído “um perfil mais masculino, sendo agora mais acentuado do que na primeira semana”.

Em termos de telespetadores, tem conseguido uma maior adesão junto de um público mais velho, acima dos 65 anos. “O Now registou ainda uma afinidade elevada junto da classe social mais baixa (E)”, informa a Universal McCann.

“Comparando com a primeira semana, o Now registou um crescimento da afinidade junto da classe média/alta (B), aproximando-se assim mais do perfil dos canais SIC Notícias e CNN Portugal”, refere o comunicado da empresa, que avança que o programa mais visto no primeiro mês foi o ‘Record na hora’, que vai para o ar logo após o noticiário das 19 horas.

“Teve uma audiência média de 28 mil telespetadores, a que correspondeu um share de 0,7%. Na segunda posição, ficou o programa ‘Now às 19h todos os sábados’ com uma audiência média de 27 mil telespetadores e um share de 0,8%”, revela ainda o documento.

 

15 maiores anunciantes do canal Now

De acordo com a Universal McCann, com base nos dados da ferramenta YumiAnalytics Web, a preços de tabela, as 15 marcas que mais anunciaram no novo canal da Medialivre, entre 17 de junho e 16 de julho, representam 68% do investimento total

  1. Nos (€270.925)
  2. Betclic (€129.815)
  3. Dacia (€107.511)
  4. Audi (€88.145)
  5. Generali Tranquilidade (€84.781)
  6. Renault (€75.277)
  7. Olá (€74.340)
  8. Santander (€73.767)
  9. Vodafone (€68.567)
  10. Lidl (€61.994)
  11. McDonald’s (€61.303)
  12. ESC Online (€34.063)
  13. Bacana Play (€32.754)
  14. Cif (€28.330)
  15. Cupra (€25.939)

 

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

Luis Batista Gonçalves

Mais artigos
Publicidade

Agência criativa DJ cria anúncio de verão da Rádio Comercial (com vídeo)

Com direção criativa de Diogo Anahory e João Pacheco (o D e o J que denominam a agência), o ‘spot’ de televisão tem como ponto de partida a legislação que proíbe o ruído nas praias nacionais

Catarina Nunes

A Rádio Comercial acaba de lançar uma campanha de verão, desenvolvida pela agência criativa DJ, que estará no ar em televisão, até 6 de agosto.

Com direção criativa de Diogo Anahory e João Pacheco (o D e o J que denominam a agência), a campanha tem como ponto de partida a legislação que enquadra a proibição de ruído nas praias nacionais. Diogo Anahory, cofundador e diretor criativo da DJ, explica ao M&P que “nas férias as pessoas tendem a ouvir menos rádio. Além disso, a Autoridade Marítima Nacional não ajuda, já que interdita, nas praias, a utilização de equipamentos sonoros geradores de ruído”.

A campanha, com produção da Flaming, realização de Gonçalo Paixão e direção de fotografia de Ricardo Magalhães, é a resposta a essa proibição, que não ajuda no consumo de rádio durante o verão, sugerindo uma alternativa. O spot de 20 segundos começa com um plano fechado de uma coluna de som, em cima de uma geleira dentro de água, que transmite a emissão da Rádio Comercial.

Conforme o plano vai abrindo, até mostrar a geleira com a coluna de som sobre uma plataforma a flutuar no mar, a voz off cita a lei que enquadra a proibição de ruído nas praias e respetivas coimas aplicáveis, com esta informação a passar igualmente em rodapé.

No final, a voz off pergunta: “O que é que se pode fazer por isso?” e responde ‘Nada’, ao mesmo tempo que a imagem mostra três pessoas a começar a nadar em direção à plataforma flutuante afastada da costa, onde se encontra a coluna de som a tocar a emissão da Comercial.

O anúncio ‘Off Coast’ está a passar na SIC e SIC Notícias, no Fox Life , Fox Crime, Fox Movie e Fox Comedy, bem como no Place SIC e TVI.

 

Sobre o autorCatarina Nunes

Catarina Nunes

Mais artigos
Publicidade

Iberdrola entrega criatividade à Fuel

“Estávamos à procura de uma marca neste setor, que era um objetivo para este ano”, refere em declarações ao M&P Pedro Santana, coCEO da Fuel, que vai tratar da publicidade, digital e design da Iberdrola

Catarina Nunes

A partir de agosto, a Fuel é a nova agência criativa da Iberdrola, que anteriormente trabalhava com a Bar Ogilvy, que acaba de conquistar a conta da Galp.

Na sequência de um processo de consulta de mercado, a agência do grupo Havas vai agora tratar da publicidade, do digital e do design da marca do setor energético. “Estávamos à procura de uma marca neste setor, que era um objetivo para este ano”, refere Pedro Santana, coCEO da Fuel, em declarações ao M&P. Recorde-se que, até à data, a Fuel não detinha nenhuma conta publicitária na área da energia.

Sobre o autorCatarina Nunes

Catarina Nunes

Mais artigos
Publicidade

Turismo do Centro investe €700 mil para promover região (com vídeos)

Produzidos pela Lobby, os cinco filmes publicitários que integram a nova campanha segmentam a comunicação promocional da região, explorando os cinco eixos em que a entidade de promoção turística aposta para atrair mais visitantes nacionais

€700 mil é o montante que o Turismo do Centro está a investir, ao longo do ano, para promover a região. A estratégia de promoção inclui a campanha que a entidade regional lança a 16 de julho. Divulgada em televisão, digital, redes sociais, email marketing, motores de busca, imprensa especializada e imprensa regional, inclui cinco filmes publicitários de 20 segundos que exploram os cinco eixos em que a entidade de promoção turística aposta para atrair mais visitantes nacionais à região, que abrange 100 municípios.

Para além de três produtos tradicionais (gastronomia e vinhos, turismo de natureza, turismo espiritual), os anúncios, com criatividade e produção da Lobby, exploram as duas novas apostas estratégicas da instituição, o turismo náutico e o turismo industrial. “Os anúncios publicitários vão ser exibidos durante duas semanas na CMTV e também na SIC Notícias, de 15 em 15 dias, até ao final do ano”, revela ao M&P Adriana Rodrigues, diretora de comunicação, imagem e relações públicas do Turismo do Centro.

Ao contrário das campanhas lançadas em 2022 e 2023, o plano de meios da nova comunicação promocional não inclui rádio nem múpis. “A intenção agora não é tanto aumentar a notoriedade da região, daí apostarmos numa comunicação mais segmentada, também para medir resultados. Tentamos medir ao máximo as inserções que fazemos para otimizar o retorno do investimento”, explica a responsável, que também recorre a conteúdos patrocinados no SAPO, na Magg e no Observador para divulgar o centro do país.

A estratégia que tem vindo a ser implementada está a dar frutos. “Nos primeiros cinco meses deste ano, o número de dormidas na região cresceu 5,3% e os proveitos decorrentes do alojamento aumentaram 5,9%”, revelou Raul Almeida, presidente do Turismo do Centro, a 16 de julho, num evento que serviu também para apresentar os vídeos promocionais da Experimenta Paisagem. Produzidos pela Slideshow, os filmes divulgam as iniciativas culturais que o ateliê de arquitetura Mag dinamiza em vários municípios da região.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

Luis Batista Gonçalves

Mais artigos
Media

Media europeus perdem pluralismo. Portugal é um dos países de baixo risco

Interferências políticas e comerciais, e condições laborais precárias nas redações são alguns dos problemas apontados no estudo Media Pluralism Monitor 2024. A Federação Internacional de Jornalistas insiste na adoção de políticas que salvaguardem a diversidade

Dos 32 países europeus analisados para a edição de 2024 do estudo Media Pluralism Monitor (MPM), realizado pelo Centre for Media Pluralism and Media Freedom (CMPF), apenas sete (Alemanha, Suécia, Dinamarca, Países Baixos, Bélgica, Finlândia e Lituânia) apresentam níveis de pluralismo dos media que podem ser consideradas satisfatórios. Portugal é um dos nove países de baixo risco, a par com a Dinamarca, Estónia, Finlândia, Alemanha, Lituânia, Luxemburgo, Suécia e República da Macedónia do Norte.

Áustria, Chipre e Eslováquia, que também se encontravam nesse patamar, apresentam agora uma taxa de risco médio. Apenas sete países europeus apresentam um nível satisfatório de pluralismo nos meios de comunicação social. França já não é uma das nações com melhor desempenho na Europa, revela o estudo, realçando que os países com a taxa de risco mais elevada continuam a ser a Turquia, a Hungria, a Albânia, a Sérvia, a Roménia e o Montenegro.

Na maioria dos países analisados, os cidadãos europeus não têm acesso totalmente garantido a fontes de informação diversificadas e independentes, refere o estudo MPM, que aponta uma deterioração do pluralismo dos media em toda a Europa. “As tendências gerais mostram uma crescente interferência comercial e política nos meios de comunicação social. O relatório demonstra também a passividade dos Governos europeus e das empresas de media face a esta ameaça democrática”, aponta o CMPF.

O estudo, realizado anualmente, avalia os riscos para o pluralismo dos meios de comunicação social em 32 países europeus, 27 estados-membros da União Europeia (UE) e cinco países candidatos, detalhando as ameaças ao pluralismo e à liberdade dos meios de comunicação social. “Os resultados mostram que nenhum desses países ​​está livre de ataques ao pluralismo dos media”, alerta a análise, que salienta as pressões, as condições de trabalho e as ameaças jurídicas que os jornalistas enfrentam no quotidiano.

“Outra tendência alarmante que emerge do relatório diz respeito à independência editorial, que regista um nível histórico de alto risco este ano. As pressões comerciais comprometem a independência editorial, com os proprietários dos meios de comunicação social e os anunciantes a influenciar a cobertura dos temas”, refere o estudo. A adoção de quadros legislativos que melhorem as condições de trabalho dos jornalistas é uma das recomendações que o CMPF apresenta nas conclusões do MPM.

“Em 10 anos de monitorização dos media, observámos o surgimento de muitos novos desafios. Hoje, mais do que nunca, existe uma extrema necessidade de apoiar o jornalismo e o pluralismo dos media. Esperamos avaliar os efeitos da Lei Europeia sobre a Liberdade dos Meios de Comunicação Social nos Estados-Membros e apelamos aos Governos para que se comprometam a proteger a liberdade de imprensa como um pilar da nossa democracia”, afirma Pier Luigi Parcu, diretor da CMPF.

Após a divulgação do documento, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) também veio a público insistir na adoção de políticas que salvaguardem o pluralismo dos media. “Em tempos como os que atualmente vivemos, em que a democracia está particularmente em jogo, os cidadãos precisam de uma imprensa livre e os Governos devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a diversidade dos meios de comunicação social”, defende Dominique Pradalié, presidente da FIJ.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

Luis Batista Gonçalves

Mais artigos
Media

O que pode ler na edição 961 do M&P

Uma entrevista a Daniel Hulme (WPP), as 10 marcas com as quais a geração Z mais interagiu nas redes sociais em Portugal, a opinião de Paula Cosme Pinto, João Paulo Luz e Pedro Simões Dias, e o Book com os vencedores dos Prémios de Design M&P’24 são alguns dos destaques

Na edição 961 do M&P destaca-se uma entrevista com Daniel Hulme, diretor global de IA do WPP, que aponta os caminhos a seguir e a evitar na utilização de inteligência artificial no marketing, criatividade e planeamento de meios.

O também CEO da Satalia, empresa de pesquisa e implementação de sistemas de IA que vendeu ao WPP em 2021, por cerca de €88,75 milhões, destaca ainda o talento nacional na otimização de IA.

Uma análise de dados trabalhados pela Snack Content revela as 10 marcas com as quais a geração Z mais interagiu nas redes sociais em Portugal, entre janeiro e junho.

Na secção dedicada a profissionais expatriados, Ana Martines, diretora de comunicação e ‘engagement’ do cluster ibérico da L’Oréal, partilha a experiência de ter trocado Lisboa por Madrid.

Na rubrica dedicada à criatividade, Como é que não me lembrei disto?, a ‘New and Not Improved’, para o Mac&Cheese da Kraft, é a campanha que André Mota, diretor criativo da Mustard, gostaria de ter feito.

Na crónica Costela de Adão? Não, Paula Cosme Pinto, comunicadora pela igualdade de género, aborda a exploração da imaturidade infantil como nicho de mercado na cosmética, apresentando uma marca (a Kiehl’s), que faz o caminho oposto numa recente campanha publicitária.

Ainda na opinião, João Paulo Luz, diretor de negócios digitais e ‘publishing’ da Impresa, escreve sobre o poder da inteligência artificial no nosso conhecimento e opções de consumo. Pedro Simões Dias, fundador da Comporta Perfumes e advogado de proteção de direitos de marcas, escreve sobre artistas enquanto marcas, dando como exemplos Rihanna e Dino D’Santiago.

O dossiê especial é dedicado à inovação em bebidas, em que os produtos funcionais e diferenciados impulsionam o mercado, numa edição que conta ainda com o book Prémios de Design M&P’24, com os vencedores e os melhores momentos do evento de entrega dos troféus.

Sobre o autorMeios & Publicidade

Meios & Publicidade

Mais artigos
Publicidade

Bar Ogilvy é a nova agência criativa da Galp

A agência liderada por Miguel Ralha vai trabalhar a conta que estava dividida entre a O Escritório e a DDB

Catarina Nunes

A Bar Ogilvy é a nova agência criativa da Galp, na sequência de uma consulta ao mercado, ficando a trabalhar a conta que até agora estava dividida entre a O Escritório (grandes campanhas) e a DDB (ponto de venda).

“É um orgulho podermos trabalhar uma marca portuguesa com uma história tão rica e um portefólio de comunicação também ele histórico. Como agência com um claro foco em criatividade e resultados, a exigência criativa da Galp não podia ser um estímulo melhor. Foi exatamente esse estímulo que nos deu força para agarrar esta oportunidade desde o primeiro minuto”, refere Miguel Ralha, CEO e sócio da Bar Ogilvy,

Miguel Ralha acrescenta ainda que “toda a equipa da Bar Ogilvy está entusiasmada com as oportunidades que esta parceria vai trazer. A nossa equipa está preparada para levar a criatividade e a inovação a novos patamares, contribuindo para o sucesso contínuo da Galp”.

Sobre o autorCatarina Nunes

Catarina Nunes

Mais artigos
Marketing

Swee investe mil euros em marketing de guerrilha para atrair atenção de Cristina Ferreira

“Como ela recebe milhares de mensagens por dia, nunca iria reparar numa mensagem nossa. Surgiu-nos, então, a ideia de alugarmos um ‘billboard’ na Malveira”, explica ao M&P Diogo Valente, cofundador da marca de gelados

A Swee investiu mil euros numa ação de marketing de guerrilha para atrair a atenção de Cristina Ferreira. Para dar a provar os gelados veganos que produz e comercializa à apresentadora de televisão, a marca alugou um suporte publicitário na Malveira, na berma de uma estrada por onde a também diretora de entretenimento e ficção da TVI circula diariamente. No cartaz, a empresa reproduz a mensagem direta que enviou a Cristina Ferreira no Instagram, para lhe dar a conhecer a Swee.

“Como ela recebe milhares de mensagens por dia, nunca iria reparar numa mensagem nossa. Surgiu-nos, então, a ideia de alugarmos um ‘billboard’ na Malveira”, explica ao M&P Diogo Valente, cofundador da marca, justificando a escolha com o percurso profissional da apresentadora. “Sentimos muito a necessidade de manter a essência do projeto. Não nos esquecemos para onde vamos nem de onde viemos. A Cristina é uma pessoa que respeitamos muito por causa disso. Apesar de ter chegado aonde chegou, mantém bem vincado de onde vem”, afirma o empreendedor que cofundou a marca com Tiago Rebelo, em 2021.

Depois da colocação do cartaz, a Swee publicitou a ação nas redes sociais, procurando obter uma reação por parte da apresentadora, que até agora ainda não chegou. “Acho que ela está a preparar uma resposta do outro mundo. É a única justificação plausível. Mas estamos a aguardar pacientemente”, garante Diogo Valente, acreditando que o propósito de dar a provar os gelados à apresentadora vai ser atingido. “Ela vive muito os valores de autenticidade e de transparência da marca. Estamos convictos de que vamos ter uma interação com ela”, refere.

Nas redes sociais, os seguidores da marca reagiram entusiasticamente à iniciativa. “Foi a primeira vez que investimos em marketing, para nós este é um investimento gigante, mas fazemos ‘live streams’ com os nossos consumidores todos os dias, o que nos posiciona como uma marca brincalhona e divertida. As pessoas podem ver a equipa, como trabalhamos e onde estamos com ações de experimentação”, explica o empreendedor, que também aproveitou a euforia em torno do Euro 2024 para promover gratuitamente a marca.

“Desafiámos, através das redes sociais, a seleção nacional a experimentar os nossos gelados, incentivando também os nossos seguidores a dar-lhos a provar. Chegámos ao Danilo Pereira, que começou a seguir-nos e a interagir connosco. Quando a equipa partiu para a Alemanha, seguimos o autocarro até ao aeroporto, transmitindo a viagem em ‘live stream’. Quando o Danilo saiu, demos-lhe um gelado a provar”, recorda Diogo Valente, que também invadiu uma emissão da RTP para promover a marca, naquela que foi outra ação de marketing de guerrilha da Swee.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

Luis Batista Gonçalves

Mais artigos
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se informado

©2024 Meios & Publicidade. Todos os direitos reservados.