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Visa anuncia parceria com FPF para patrocinar o futebol feminino

A Visa acaba de celebrar um acordo com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que abrange o patrocínio oficial da Liga Portuguesa de Futebol Feminino (Liga BPI) e o apoio […]

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Visa anuncia parceria com FPF para patrocinar o futebol feminino

A Visa acaba de celebrar um acordo com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que abrange o patrocínio oficial da Liga Portuguesa de Futebol Feminino (Liga BPI) e o apoio […]

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A Visa acaba de celebrar um acordo com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que abrange o patrocínio oficial da Liga Portuguesa de Futebol Feminino (Liga BPI) e o apoio ao Festival de Futebol Feminino, uma competição que envolve mais de 800 jovens sub-15 e sub-13 de clubes e escolas de todo o país, refletindo o compromisso dos parceiros em promover o futebol feminino em Portugal. O protocolo foi firmado esta segunda-feira.

Segundo a FPF, a parceria evidencia o crescimento notável da modalidade nos últimos anos e a expetativa de ambos os lados é que esta parceria ajude a modalidade a continuar a crescer, tanto em quantidade como em qualidade.

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O compromisso da Visa em capacitar mulheres no desporto é, segundo a empresa, evidente desde 2018, com patrocínios globais e iniciativas como a Team Visa, uma iniciativa que patrocina 170 atletas, de todo o mundo, de diferentes modalidades, fornecendo-lhes os recursos e a visibilidade necessária, para que, através do seu sucesso possam inspirar o maior número possível de pessoas a quererem ir mais longe.

O acordo também abarca a parceria com a embaixadora Kika Nazareth, que também integra o projeto Team Visa, para além da parceria com a UEFA Women’s Champions League e a recente continuação da parceria global com a Federação Internacional de Futebol (FIFA).

“Esta parceria entre a FPF e a Visa é extremamente importante para o futebol feminino em Portugal. A notoriedade e credibilidade da Visa são garantias de sucesso e, por isso, estamos muito entusiasmados em unir forças com uma marca de renome mundial. Juntos, estaremos a lutar por maior igualdade, diversidade e inclusão no futebol feminino em Portugal”, refere Nuno Moura, chief marketing and commercial officer da FPF.

“Estamos muito orgulhosos por nos juntarmos à FPF nesta fase de viragem do futebol feminino e muito entusiasmados com o trabalho que já começámos a desenvolver com a Kika Nazareth e esperamos continuar a desempenhar o nosso papel, de aumentar a visibilidade e o reconhecimento das mulheres no desporto e em todas as áreas da sociedade”, reitera João Seabra, head of marketing da Visa em Espanha e Portugal.

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Portugália apresenta nova imagem assinada por Farelo Studio e Luís Mileu Studio

A nova identidade visual tem como objetivo adequar a Portugália às novas exigências de um mundo multiplataforma. O logótipo foi sujeito a uma simplificação formal, onde o símbolo do escudo é incluído na própria tipografia

A Portugália escolheu os estúdios Farelo e Luís Mileu para o desenvolvimento do projeto de renovação da marca, referente aos 100 anos que comemora em 2025. O projeto engloba todos os pontos de contacto da marca, tanto no modelo de cervejaria de rua como no de balcão de centro comercial, com um foco específico na loja da Almirante Reis, que recentemente foi alvo de uma renovação.

A nova identidade visual tem como objetivo adequar a Portugália às novas exigências de um mundo multiplataforma. O logótipo foi sujeito a uma simplificação formal, onde o símbolo do escudo é incluído na própria tipografia, adquirindo uma nova liberdade de aplicação. Transversalmente, foi criado um novo símbolo mantendo apenas os dois elementos fundamentais para a Portugália, o escudo como sinónimo de portugalidade e união, e a data da fundação que celebra a história e diversidade da marca.

“Foi um processo profundo, onde houve a coragem de abandonar símbolos de um Portugal distante, como castelos e quinas, e centrar a marca no que a torna única e focá-la no futuro”, refere Pedro Farelo, fundador e diretor criativo do Farelo Studio, em nota de imprensa.

Lançada a 10 de junho, na renovada cervejaria Portugália da Almirante Reis, a nova imagem da marca vai ser progressivamente aplicada nas restantes localizações ao longo do ano, num processo que se prevê estar concluído nas celebrações do centenário, em 2025. “Foi uma viagem longa, onde explorámos 100 anos feitos tantas histórias, tantas pessoas, um verdadeiro ponto de encontro entre gerações. Uma marca que faz parte de tantas memórias passadas e que queremos que faça das futuras”, afirma Luís Mileu, fundador do Luís Mileu Studio, em comunicado de imprensa.

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Netsonda investe €100 mil em inovação tecnológica

Além de uma nova aplicação móvel, desenvolvida internamente, que agiliza e segmenta a recolha de informação, a empresa de estudos de mercado está a utilizar soluções de IA para otimizar processos internos. Um dos objetivos é antecipar a entrega de resultados aos clientes

A Netsonda investiu €100 mil em inovação tecnológica para modernizar a empresa e agilizar e segmentar a recolha de informação sobre hábitos de consumo. De modo a disponibilizar mais rapidamente os dados que recolhe e processa aos clientes, está, desde o final do ano passado, a recorrer a soluções de inteligência artificial (IA) para melhorar a produtividade, otimizando processos internos.

“Sempre quisemos ser disruptivos e, para aumentar a nossa capacidade de resposta, estamos a investir fortemente em IA em toda a nossa cadeia de valor, desde a produção de briefings até, no limite, à produção de relatórios, passando por aspetos como o controlo de qualidade, a recolha de informação e a validação de bases de dados e da qualidade das respostas abertas. São muitas etapas envolvidas na produção de estudos de mercado em que a podemos usar”, explica ao M&P Tiago Cabral, CEO da Netsonda.

Libertar os colaboradores de procedimentos burocráticos menores é uma das pretensões. “O investimento nestas ferramentas permite que os nossos consultores se concentrem mais em tarefas de valor acrescentado e na gestão de insights para os nossos clientes, sempre na ótica de lhes entregarmos as respostas de forma atempada, quando os clientes precisam delas e ainda estão atualizadas e não com algum desfasamento”, justifica o responsável, que é também um dos sócios da empresa.

Nova app agiliza recolha de dados

Para simplificar a recolha de informação e conseguir uma maior segmentação das amostras que usa para os estudos que desenvolve, a Netsonda acaba também de renovar a aplicação móvel que disponibiliza aos membros da Comunidade Netsonda. Desenvolvida internamente pela empresa, recolhe informação fidedigna em tempo real e melhora a experiência de utilizador dos 17 mil painelistas que já a descarregaram.

“Esta nova app é um upgrade da que tínhamos e, além de permitir os estudos tradicionais que fazemos, conta com novos desenvolvimentos que possibilitam a realização de estudos de geolocalização”, explica Tiago Cabral.

A realização de estudos rápidos é outra das inovações da plataforma tecnológica. “As pessoas do painel que descarreguem a app respondem, de um modo divertido, a umas três, quatro ou cinco perguntas, no espaço de um minuto. Estes estudos servem para vários fins e temos clientes que os procuram”, justifica o responsável. Reforçar a Comunidade Netsonda com novos painelistas, atraindo consumidores mais jovens para as amostras que servem de base aos estudos, é outra das ambições da renovação da aplicação móvel.

“A nova geração é mais mobile do que email. Esta app está mais ligada à gamificação, conseguimos interagir com imagens e permitimos que as pessoas, apenas com o seu telemóvel, consigam participar nos estudos, respondendo a perguntas simples. À hora de almoço, podemos perguntar-lhes o que comeram ao pequeno-almoço ou se vão almoçar ou jantar fora, informações sobre os hábitos de consumo que podem ser bastante úteis para as marcas”, esclarece Tiago Cabral.

Ainda em fase de testes, a nova aplicação, disponível para os sistemas operativos iOS e Android, diversifica a oferta da empresa, que pode, assim, disponibilizar inquéritos mais simples e mais rápidos de preencher. Tê-la nos telemóveis dos 250 mil membros da Comunidade Netsonda é o objetivo da empresa, que vai continuar a investir em tecnologia para aumentar a competitividade.

“Iremos continuar a ter uma grande fatia do nosso orçamento alocada a projetos de inovação. Alguns estavam na prateleira há vários anos, mas estamos a recuperá-los. Somos uma empresa 100% portuguesa, constituída a 100% por acionistas privados, todos com um foco muito grande na inovação”, assegura o dirigente.

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Jogadores de dispositivos móveis têm mais probabilidade de seguir o Euro 2024

Segundo o estudo da Adsmovil, a publicidade contextual, em que os anúncios estão relacionados com o conteúdo em que estão inseridos, é uma das melhores formas de maximizar o alcance e impacto das campanhas durante o Europeu de Futebol. A Adidas é a marca favorita dos jogadores de dispositivos móveis, seguindo-se a McDonald’s e a Coca-Cola.

Os jogadores de dispositivos móveis têm mais probabilidade de seguir o Campeonato Europeu de Futebol do que os não jogadores, revela um estudo da Adsmovil em colaboração com a Digital Turbine. O estudo indica que o uso de aplicações e jogos desportivos em dispositivos móveis tende a aumentar consideravelmente durante o evento, sendo que os jogadores de dispositivos móveis são apontados como o público mais propenso a utilizar aplicações desportivas nestes períodos.

O estudo, que inquiriu um total de 22 mil indivíduos da Europa, Médio Oriente e África, revela também as marcas que já são reconhecidas pelos fãs de futebol e jogadores de dispositivos móveis como as suas favoritas. Segundo o estudo, a Adidas é a marca favorita dos jogadores de dispositivos móveis, seguindo-se a McDonald’s e a Coca-Cola.

Por seu lado, a publicidade contextual, em que os anúncios estão relacionados com o conteúdo em que estão inseridos, é uma das melhores formas de maximizar o alcance e impacto das campanhas durante o Campeonato Europeu de Futebol, uma vez que os anúncios são relevantes para o utilizador tendo em conta que são semelhantes aos conteúdos que já está a consumir. Isto, por sua vez, possibilita aos anunciantes serem percepcionados com maior utilidade e menos intrusão.

Com 65% dos utilizadores de internet entre os 35 e os 44 anos, inquiridos no estudo da Adsmovil, a usarem os telemóveis em simultâneo com a televisão, integrar publicidade móvel com conteúdos em segundo plano poderá aumentar a visibilidade e o impacto das campanhas das marcas. O estudo refere ainda que a utilização de dados em tempo real e a sincronização de anúncios com os eventos televisivos permitem criar uma experiência mais coerente e envolvente para o consumidor.

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Porto Business School renova currículo de marketing e promove webinar sobre IA

A pós-gradução em Gestão de Marketing passa a incluir a disciplina Inteligência Artificial&Marketing Analytics, permitindo adquirir competências de análise, tomada de decisão e implementação de ações no domínio do marketing

A Porto Business School está a renovar a pós-graduação em Gestão de Marketing, com uma atualização curricular direcionada para a aplicação de inteligência artificial no marketing, em resposta aos desafios atuais do mercado e à crescente procura por profissionais qualificados neste área. A escola de negócios do Porto promove ainda, neste âmbito, o webinar Inteligência Artificial: A nova arma secreta do Marketing?, a 12 de junho, às 17h.

O seminário online é gratuito e aberto ao público geral, contando com a participação de Mário Alcântara, docente da Porto Business School e diretor de ativação digital na Innovagency, que estará acompanhado por Carlos Brito e Catarina Roseira, codiretores da pós-graduação em Gestão de Marketing, da Porto Business School. Esta formação pretende capacitar os participantes para a utilização das mais recentes tecnologias digitais ao serviço do marketing.

Com a atualização curricular, por seu lado, a pós-gradução em Gestão de Marketing passa a incluir a disciplina Inteligência Artificial&Marketing Analytics, no terceiro módulo de aprendizagem, permitindo adquirir competências de análise, tomada de decisão e implementação de ações no domínio do marketing. Os alunos serão desafiados a desenvolver um projeto de marketing para uma empresa concreta, com o apoio e orientação de um tutor especialista. Vão ter também a oportunidade de adquirir competências interpessoais, essenciais a qualquer marketer, designadamente ao nível da comunicação, criatividade, negociação, trabalho em equipa e liderança.

O programa pode ser frequentado em formato presencial ou online. A primeira fase de candidaturas termina a 30 de junho, podendo a inscrição ser feita até 20 de setembro. As inscrições estão disponíveis no site da Porto Business School.

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McDonald’s perde uso exclusivo da marca Big Mac

Em causa está uma queixa da rede irlandesa de restauração rápida Supermac’s que, em 2017, pediu ao Instituto da Propriedade Intelectual da UE para revogar o registo da marca Big Mac da McDonald’s. Apesar da decisão europeia, a cadeia norte-americana vai continuar a usá-la

O Tribunal Geral da União Europeia (UE) retirou à McDonald’s a exclusividade da marca Big Mac, após a rede norte-americana de restauração rápida não ter demonstrado provas de que estava realmente a utilizar o nome Big Mac durante um período de cinco anos para sanduíches de frango, produtos de aves ou restaurantes da marca, noticia a Associated Press. Em causa está uma queixa apresentada pela rede irlandesa de restauração rápida Supermac’s que, em 2017, apresentou um pedido ao Instituto da Propriedade Intelectual da UE para revogar o registo da marca Big Mac da McDonald’s.

Na queixa, a Supermac’s alegou que a McDonald’s, que detém a marca desde 1996, não conseguiu provar que tinha utilizado durante cinco anos o nome Big Mac, para determinadas categorias que não estão especificamente relacionadas com o hambúrguer, segundo avança a Associated Press. Este é o período de tempo na Europa durante o qual uma marca registada tem de ser utilizada para não poder ser revogada. Com o acórdão proferido a 5 de junho, a rede norte-americana de restauração rápida perdeu a exclusividade do nome Big Mac.

Patrick McDonagh, diretor-geral da Supermac’s, considera que “esta é uma decisão importante que adota uma abordagem de bom senso à utilização de marcas registadas por grandes multinacionais. É uma vitória significativa para as pequenas empresas em todo o mundo”, acrescenta o responsável, citado pela Associated Press.

A McDonald’s, por seu lado, também se pronunciou sobre a situação. “A decisão do Tribunal Geral da UE não afeta o nosso direito de utilizar a marca Big Mac”, declara a McDonald’s em comunicado de imprensa. “O nosso icónico Big Mac é adorado pelos nossos clientes em toda a Europa e estamos contentes por continuar a servir orgulhosamente as comunidades locais, como temos feito há décadas”, acrescenta a empresa.

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Daniel Monteiro Rahman

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Yolanda Hopkins é a primeira embaixadora da BYD em Portugal

Para a marca chinesa de automóveis elétricos, o alinhamento de valores com a surfista é o que torna esta parceria simbiótica, a nível do posicionamento da BYD em termos de liderança e sustentabilidade. Nascida em Faro, Yolanda Hopkins é a desportista nacional com mais vitórias no surf feminino e vai representar Portugal nos próximos Jogos Olímpicos

A surfista profissional Yolanda Hopkins, que irá representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, é a nova embaixadora nacional da BYD e a primeira que o fabricante de automóveis nomeia em Portugal. Enquanto rosto da marca, a atleta irá conduzir o BYD ATTO 3 no dia a dia, partilhando a experiência com a comunidade de seguidores nas redes sociais. Tendo por base esta relação, a BYD pretende desenvolver novos projetos em conjunto com a surfista.

Para a marca chinesa de automóveis elétricos, o alinhamento de valores com a surfista é o que torna esta parceria simbiótica, a nível do posicionamento da BYD em termos de liderança e sustentabilidade. “A Yolanda já conquistou marcos históricos no surf nacional e internacional e destaca-se como uma das melhores do mundo. A BYD revê-se nestas conquistas e nos valores de liderança, ambição, confiança e perseverança que transmite. É uma honra para nós apoiar atletas de excelência”, afirma Pedro Cordeiro COO da BYD em Portugal, em comunicado de imprensa.

“Para mim é um orgulho enorme ser a primeira embaixadora da BYD em Portugal. Identifico-me totalmente com os valores de ambição, liderança e sustentabilidade da marca, com o design inovador dos seus automóveis e com a tecnologia revolucionária. Ambos temos o mesmo lema na vida: Build your Dreams, que é sempre, o que procuro todos os dias”, afirma Yolanda Hopkins, citada em comunicado de imprensa.

Nascida em Faro, no Algarve, a desportista tem vindo desde cedo a traçar um percurso de sucesso no surf. Nos últimos anos, alcançou diversas conquistas e, atualmente, é líder nacional no que toca a vitórias nacionais e internacionais do surf feminino. A atleta participa e contribui ativamente para a proteção e desenvolvimento sustentável dos oceanos, colaborando com associações locais e mundiais através da O’Neill Europa.

 

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“Se os criadores digitais se tornam marcas, por que não tornar as marcas criadoras de conteúdos?”

Em entrevista exclusiva ao M&P, Inês Ramada Curto e Pedro Filipe-Santos, sócios em Portugal da brasileira Snack Content, partilham sobre como as marcas devem capitalizar o vídeo social, a abordagem a este formato e o percurso que os traz até à empresa, que está a investir €500 mil no mercado nacional

Catarina Nunes

Um ano e meio depois de trazerem do Brasil o estúdio de marketing digital Snack Content, Inês Ramada Curto e Pedro Filipe-Santos, codiretores executivos da Snack Portugal, falam sobre a empresa que quer transformar marcas em criadores de conteúdos digitais, focando-se na criação de linhas editoriais para marcas nas redes sociais e respetiva materialização em formatos de vídeo social.

Nesta abordagem, a estratégia e a execução são baseadas na Snack CBI (Community Building Intelligence), uma metodologia construída e testada no Brasil desde há 13 anos, que indica não só os temas para conteúdos que mais ressoam nas redes sociais como as melhores opções de criadores, trazendo-os para dentro dos canais das marcas. Isto em vez de se canalizar os investimentos para as plataformas dos influenciadores, permitindo às marcas o aumento das audiências nos seus canais e a construção de comunidades digitais próprias.

O podcast do Prémio Cinco Estrelas e da Betway, e a criação de conteúdos de vídeo ‘always on’ para a Haier são os projetos que a Snack Portugal já tem no ar. Em entrevista exclusiva ao M&P, Inês Ramada Curto e Pedro Filipe-Santos partilham as suas visões sobre como as marcas devem capitalizar o vídeo social, a abordagem da Snack Content a este formato em ascensão e o percurso que os traz até à empresa, que está a investir €500 mil no mercado nacional.

Meios & Publicidade (M&P): Como é que a Snack Content vem do Brasil para Portugal, com vocês como sócios?

Pedro Filipe Santos (PFS): Existia há 10 anos quando foi comprada, há três anos, pela B&Partners, e começou a expansão quando Bazinho Ferraz, fundador e presidente da B&Partners, percebeu que o modelo da Snack podia ser replicado.

O José Maria Abecassis, que nós conhecemos, e o sócio dele estão a ajudar a formatar o negócio da Snack e a levantar capital, para que seja exportável para outros países, como Itália e Estados Unidos, onde já estamos em Milão e Los Angeles. O José Maria disse-lhes que tinha os sócios perfeitos em Portugal, eu e a Inês. (ver caixa com perfis)

M&P: Qual é a atividade do B&Partners e qual é a área da Snack Content?

PFS: É um grupo que trabalha várias áreas de comunicação, ativação de marca, produção de eventos e, desde há três anos, ‘social video’, que é o que a Snack faz. Criamos e produzimos conteúdos de vídeo para redes sociais. Se nos pedirem também fazemos fotos, mas não é o nosso ‘core’.

M&P: Quem são os acionistas da Snack em Portugal?

PFS: Nós os dois, cada um com 15%, e a Snack Brasil com 70%, através do Vítor [Knijnik] e do Nelson [Botega], que são os fundadores que venderam a Snack à B&Partners, mas continuam na empresa.

M&P: Quanto é que vocês investiram?

Inês Ramada Curto (IRC): Estamos a investir com trabalho, não há um investimento financeiro.

M&P: Qual é investimento que a Snack Brasil está a fazer em Portugal?

PFS: Começámos em novembro de 2022, estamos a fazer um ano e meio. Até chegarmos ao break-even, daqui a dois ou três anos, não será difícil estarmos a falar de um investimento de €500 mil.

M&P: No que é que se destaca a proposta de valor da Snack?

IRC: A Snack CBI (Community Builder Intelligence), que já vem formatada do Brasil, e consiste na criação de comunidades digitais através de uma metodologia data driven. Somos uma empresa que não dá um passo sem consultar dados, com softwares que fazem a leitura de todos os canais em todas as redes sociais.

Percebemos quais são as melhores trends, o thumbnail que funciona melhor, o melhor texto, as palavras mais usadas, o vídeo que tem um envolvimento maior e o criador com melhor desempenho, entre outros indicadores.

M&P: Quais são as mais valias desses dados?

IRC: Estes dados dão-nos vários insights, com os quais a nossa equipa de inteligência – tanto de conteúdos como de casting de criadores digitais – já consegue apresentar ao cliente uma proposta que, à partida, será vencedora porque tem os melhores insights dos últimos 30 dias, sete dias ou três anos.

PFS: Temos ferramentas que nos permitem perguntar, por exemplo, quantos vídeos foram publicados em Portugal em todas as redes sociais – ele responde 3 milhões. Se perguntarmos só no Instagram, ele responde 1,5 milhões. Se perguntar quantos destes 1,5 milhões falam em comida, ele responde que são 100 mil.

Se destes 100 mil pedir os 50 mais vistos, ele mostra a lista dos vídeos mais vistos. Se, entre estes mais vistos, perguntar quais são os que falam em pasta italiana, ele apresenta-me 15. Destes 15, pergunto quais é que foram vistos por pessoas entre os 15 e os 25 anos e por aí fora. Conseguimos filtrar completamente tudo.

M&P: É um software exclusivo da Snack?

IRC: Usamos dois ou três programas de dados de Silicon Valley, que é preciso pagar para ter acesso como se tem à GfK ou à Marktest. O programa é um produto básico. O que faz parte da metodologia CBI é a maneira como se usa e interpreta o programa, e se retira dele insights onde assenta a estratégia. O Excel pode ser usado de mil e uma formas, é um canivete suíço, e o CBI é parecido.

PFS: Por exemplo, alguém gosta de vídeos de música e de praia. O que é que uma coisa tem a ver com a outra? É aqui que entramos e conseguimos relacionar uma coisa com a outra, fazendo camadas de interesses sobrepostos, para definir uma comunidade com gostos similares.

Se estamos a trabalhar iogurtes ou pensos higiénicos, a nossa metodologia permite tratar cada marca com a mesma formatação, embora sejam targets e produtos diferentes. A jusante e a montante, nós conseguimos prever o que pode acontecer e medir os resultados. Na Snack. só produzimos o que sabemos que vai funcionar e mexer o algoritmo.

M&P: Como é que conseguem ter essa certeza?

PFS: Somos Google Partner e TikTok Partner e temos acesso a informação privilegiada, que nos permite perceber o que muda a cada mês porque os algoritmos mudam todos os meses.

M&P: As trends também mudam?

PFS: As trends não têm a ver com o algoritmo, são formatos em que os criadores de conteúdos decidem começar a fazer determinada coisa, como os vídeos com desafios. O algoritmo depois pega e vê que há uma coisa nova que está a gerar buzz e dá-lhe um push. O algoritmo não trabalha sozinho, precisa que um criador de conteúdos tenha uma coisa pertinente, original e fresca, como alguns desafios.

M&P: Nos conteúdos de vídeo, há muitas empresas especializadas ou o que há mais é departamentos dentro de agências?

IRC: O pão com manteiga são agências de publicidade. Há agências a fazer conteúdos, mas duvido que sejam baseados em dados. Uma coisa é trabalhar com dados à posteriori, como todas trabalham. Com dados a montante, para traçar uma estratégia em cima disso, não conheço nenhuma empresa em Portugal que o faça.

PFS: O que há é na base do ‘achómetro’, em que o conteúdos falam sobre aquilo que já sabemos, mostram uma série de lugares comuns e o guião é escrito com base nisso. Não fazemos isto. Criamos o diálogo que as pessoas já estão à procura nas redes sociais, a narrativa que as pessoas querem consumir e que temos dados que a comprovam.

Quando um destino fica na moda, não é só porque uma agência de viagens baixou o preço. É porque as pessoas começaram a falar nisso, os criadores de conteúdos foram lá e mostraram o destino. Isto cria o interesse em consumir conteúdos desse destino e as pessoas começam a seguir esses criadores porque todas as semanas têm conteúdos sobre as coisas mais giras, por exemplo nas praias na Tailândia, em Bali ou em Ibiza.

IRC: Com os nossos softwares, conseguimos ajustar facilmente o conteúdo, que está sempre a mudar. Quando se faz uma campanha em media tradicional, já não se consegue mudar.

PFS: O melhor exemplo que posso dar é a diferença entre o petroleiro e o semi-rígido, que somos nós. O petroleiro, que é um canal de televisão, lança uma novela e se estiver a correr mal, só começa a ser corrigida depois de terem gravado 90 episódios. O petroleiro demora várias milhas até conseguir mudar o rumo, nós não.

M&P: Qual foi a primeira marca que trabalharam?

IRC: A Wells com o podcast da enfermeira Carmen, mas ainda não existia a Snack Portugal nem participámos no projeto. A Snack Brasil subcontratou uma produtora em Portugal. Connosco, o primeiro projeto foi o podcast do Prémio Cinco Estrelas, que fazemos ainda hoje, com o À Descoberta das Cinco Estrelas.

Criámos também o canal de YouTube deles porque, à semelhança de qualquer outro prémio, só são falados quando há prémios, uma vez por ano. Com o ‘always on’ de comunicação com um podcast por semana, 52 episódios por ano, conseguimos falar da marca o ano inteiro.

PFS: Organicamente, em um ano, conseguimos 25 mil subscritores no canal do YouTube do Cinco Estrelas e queremos chegar aos 100 mil até o final do ano, também organicamente.

M&P: Qual é o formato?

IRC: Há uma apresentadora, a Sofia de Castro Fernandes, que entrevista diretores de marketing das marcas premiadas, sobre temas que os nossos dados mostraram que são tendência e que podem ser relevantes. Não é um programa de autoelogio, com a marca a dizer que ganhou o prémio porque é a melhor.

Pode falar, por exemplo, sobre retenção de talento nas empresas ou sobre a segurança que devemos ter com os meios digitais de pagamento. Fazemos tudo: a estratégia, a ideia, o formato, os guiões, os cenários, a imagem, os cortes de edição e, quando existem media pagos, também fazemos plano de meios na parte digital.

M&P: O vosso software também dá para fazer plano de meios?

PFS: Como somos parceiros da Google e do TikTok, os nossos dados permitem-nos perceber onde é que deve ser promovido e reforçado o algoritmo, para atingir determinado target e objetivo. Nem tudo passa por deitar um balde de dinheiro, passa muito pelos hashtags que se usam, pelos metadados, pela hora a que é feita a publicação e pelo corte que se escolhe.

IRC: Não se investe em 40 minutos de podcast, investe-se num corte que tem 30 segundos e vai-se investindo aos poucos.

PFS: Cria-se uma comunidade com os cortes, não é com o episódio principal inteiro. Os algoritmos favorecem a permanência em cada conteúdo. Se um vídeo durar 15 segundos e for visto durante 14 segundos, a seguir o algoritmo vai dar outro exatamente parecido e assim sucessivamente.

M&P: Que outros clientes ou projetos têm?

PFS: Fazemos o podcast patrocinado pela Betway, o Um Para Um com o Pedro Pinto, que é publicist de desportistas e faz entrevistas a atletas portugueses que trabalham fora e que se distinguem nas suas áreas.

Estamos a fazer consultoria para uma marca multinacional, que não podemos referir ainda porque o contrato não está assinado, que já produz conteúdos. Estamos a fazer-lhe um plano estratégico para otimizar a maneira como os conteúdos são produzidos.

M&P: Além destes podcasts, têm mais algum numa base regular?

PFS: Neste momento não. Estamos a fazer a produção de conteúdos para a Haier, com pequenos episódios sobre arrumação de frigoríficos, um ‘always on’ de seis meses.

M&P: O ‘always on’, na prática, significa o que é?

PFS: Diria que é as marcas terem um canal temático próprio, com os conteúdos que querem transmitir, mas de uma maneira que seja conteúdo de entretenimento e não publicidade.

IRC: O que as marcas fazem muitas vezes é ter o que chamamos de Depósitube, DepósiTok e DepósiGram, que são formas de depositar campanhas em redes sociais. Mas esses conteúdos não são nativos dessas redes sociais.

PFS: A conta de YouTube do Meo, por exemplo, tem o discurso do presidente da Meo, a campanha de Natal, o making-of do Meo Sudoeste, a campanha do Regresso às Aulas e uma ativação de marca.

Depois, estão dois meses sem publicar e, de repente, publicam três dias seguidos. Além de isto não ser o que o algoritmo quer e precisa, também não é aquilo que as pessoas que seguem as redes sociais querem. As pessoas querem fidelizar-se, querem consumir conteúdos.

M&P: Quais são os valores de faturação da Snack e quanto é que cobram aos clientes?

IRC: A Snack global, que está presente em São Paulo, Lisboa, Milão e Los Angeles, faturou €15 milhões em 2023, e cobra em média cerca de €50 mil por marca, por 12 meses de um ‘always on’ de vídeos, com estratégia, inteligência de dados, criatividade e produção. Temos empresas em que, para um ano de ligação com a Snack, cobramos mais de €100 mil como temos outras que cobramos €20 mil.

Depende se querem chave na mão de vídeos para o ano inteiro, com criatividade, estratégia, produção, gravação, inteligência de dados e de casting, análise de dados e acompanhamento estratégico, ou se querem uma parcela do menu da Snack.

M&P: Trabalham clientes que a Snack tem no Brasil ou em outras geografias?

IRC: Ainda não estamos a fazer essa ponte. No Brasil, por exemplo, trabalhamos a Boticário, que já comunica como um criador de conteúdos digitais, em linha com a nossa máxima ‘se os criadores viram marcas, porque é que a marca não pode virar criadora e começar a comunicar exatamente como eles?’.

A expressão ‘always on’ vem da ideia de comunicar com uma grelha de conteúdos, como faz um canal de televisão, habituando a comunidade a esses conteúdos.

M&P: Qual é a estratégia que seguem no casting de criadores?

IRC: Quando fechamos um ‘always-on’ de conteúdos para uma marca, é preciso fazer o casting para não se apostar numa influenciadora com um perfil como o da Madalena Abecassis, e fazer crescer a comunidade dela, mas ir buscar criadores pequenos, médios ou grandes, para os trazer para a marca. É como construir o elenco dos Morangos com Açúcar, em que o ‘squad’ serve a comunicação da marca.

PFS: Os Morangos com Açúcar tiveram sete temporadas e sete castings diferentes. Ou seja, o que é mais importante é a marca, o conceito e a linha editorial. O que propomos é criar uma linha editorial para as marcas, com base em dados, com várias temporadas.

Não interessa qual é o casting, o que é certo é que a marca mantém-se, mesmo que no primeiro ano seja o Pedro Teixeira e a Rita Pereira, e no ano a seguir sejam outros quaisquer.

M&P: Quais são os critérios de escolha nesse casting?

IRC: A nossa inteligência de dados vai buscar a pessoa certa para fazer o conteúdo para a marca. Isto é feito no Brasil, onde temos 30 pessoas só a trabalhar inteligência de dados.

M&P: Não há espaço para um criador que não entrega os melhores resultados, mas que tenha uma dimensão pessoal que justifique a escolha e que os brasileiros desconhecem?

PFS: Isso é cair no erro do ‘achómetro’.

IRC: É o que fazíamos antes, sem dados. É achar que determinada pessoa comunica bem um conteúdo. No entanto, quando é preciso alguém que fale sobre ténis, vai-se buscar alguém que é ex-jogador, árbitro de ténis ou treinador.

PFS: Há um filme em que o Brad Pitt é treinador de uma equipa de beisebol e vai buscar só jogadores de segunda e terceira linha, porque os dados estatísticos diziam que em 20 jogos, a probabilidade de ele marcar com esses jogadores era superior à média, mesmo que os adversários tivessem o Cristiano Ronaldo.

Se não queremos ou não temos dinheiro para ter uma Madalena Abecassis, vamos encontrar as ‘rising stars’ que possam ser uma Madalena Abecassis e que os dados nos apresentaram. Depois, trabalhamos com o cliente e, aí sim, podemos ponderar uma pessoa com uma personalidade que se encaixa melhor com a marca, mas os dados já nos mostraram cinco pessoas.

M&P: Na Haier vão trabalhar com que criador?

IRC: Com a Rita Carvalho de Matos, que é a nossa Marie Kondo, porque a Haier quis fazer conteúdos sobre organização de frigoríficos. Podíamos ter ido buscar a Cristina Ferreira ou a Rita Pereira, mas nenhuma delas tem a ver com organização nem com frigoríficos. A Rita Carvalho de Matos tem a ver com organização e nunca fez conteúdos para frigoríficos nem cozinhas.

PFS: Em Portugal, aliás, estamos a inovar. Nunca ninguém mostrou como é que se arruma uma cozinha, ao contrário da arrumação de closet, que é um tema que toda a gente faz.

M&P: A Rita Carvalho de Matos não é conhecida?

IRC: Há muitas pessoas que estão fora do radar das marcas, como estão fora do conhecimento geral, mas os nossos softwares apanham essas pessoas. Em Portugal, há cerca de 63,5 mil criadores e, dentro deste painel, os nossos softwares pesquisam e dão-nos os criadores para comunicar frigoríficos e organização, por exemplo, e podem aparecer 10, 50, 300.

O que o programa dá, e daí ser indiferente estar no Brasil ou em Singapura, é as melhores pessoas que comunicam todos os temas e áreas, com os filtros que quisermos, como abaixo de X anos ou abaixo de 100 mil subscritores, etc.

PFS: É encontrar territórios com comunidades de conversa, por exemplo sobre beleza, que nem a L’Oréal nem a Garnier ocupam e que descobrimos todos os dias. Ou criamos comunidades possíveis, que as marcas não estão a ocupar, esta é a beleza dos dados.

M&P: Esses criadores têm de trabalhar em exclusivo para essas marcas?

PFS: Não, desde que não seja no mesmo território. Um Bruno Nogueira, por exemplo, pode estar a apresentar um programa num canal e a fazer shows de stand-up. Mas não pode fazer um programa semelhante num canal da concorrência.

M&P: Qual é a razão da denominação Snack Content?

PFS: Antigamente, estávamos três horas a ver um programa de televisão, como o Festival da Canção ou os Jogos Sem Fronteiras. Consumíamos conteúdos como se fosse um cozido à portuguesa. Neste momento, as pessoas consomem conteúdos curtos, em snacks. Quando estamos à espera do Uber, temos cinco minutos e vemos três vídeos no TikTok.

Ou estamos à espera para uma consulta e vemos dois vídeos no Instagram. Consumimos os conteúdos à nossa medida, em qualquer lugar, como e onde queremos. Nas últimas eleições legislativas, houve 300 horas de comentários sobre debates e entrevistas de 20 minutos…

IRC: E o ‘short’ ganhou.

PFS: Depois, tivemos o short do short, que são os cortes dos comentários sobre o debate, no YouTube. O ‘always on’ é ter um canal que me vai alimentando com estes snacks de conteúdos. Isto em todas as áreas, porque ninguém vai a uma banca de jornais e quer uma revista sobre desporto. Quer uma revista sobre ténis, surf, motociclismo, etc.

IRC: O negócio digital aproxima-se muito do negócio das bancas, da imprensa especializada, como o M&P.

PFS: Trabalhamos as marcas como uma grelha horizontal, com o conteúdo principal e conteúdos ‘hub’, ‘hero’ e ‘help’.

M&P: Quais são as diferenças entre esses conteúdos?

IRC: Os ‘hero’ têm uma produção mais elevada e podem ser uma série ou um documentário, que têm robustez e são mais pontuais. Os ‘hub’ e ‘help’ são os que fazem o colchão do canal, como dicas, listas, tutoriais, pergunta e resposta, que são formatos digitais típicos.

M&P: Qual é o foco principal da Snack Content?

PFS: Criar comunidades para as marcas, aumentando a sua própria audiência em vez de a marca estar a pôr um balde de dinheiro na Madalena Abecassis, na Tripeirinha, n’A Pipoca Mais Doce ou em outros quaisquer. Em vez de gastar dinheiro a aumentar a comunidade desses influenciadores, o investimento é feito no próprio canal das marcas.

M&P: Como é que a Snack aparece no Brasil?

PFS: Antes da Snack, o Vítor e o Nelson tinham a Rede Snack, um agregador de canais no YouTube de criadores que tinham comunidades que geravam dinheiro com as marcas que se queriam associar a esses canais. Eles decidiram virar o jogo para serem as marcas a terem os seus próprios canais e falaram com os criadores para eles manterem os canais, mas passarem a ser a cara de marcas e venderem esse serviço.

Antes disto, o Vítor era vice-presidente de criação da Young&Rubicam, agora VML, e o Nelson era diretor de criação e começaram a perceber que o conteúdo era rei. A publicidade, agora, aliás, está cada vez mais virada para o conteúdo e o que ganha Ouro em Cannes são casos de responsabilidade social, com três minutos.

M&P: A preferência por esse tipo de campanhas tem a ver com os próprios consumidores, as pessoas, estarem à procura de emoções?

PFS: Sim, a procura de narrativas. Agora não se vendem carros, vendem-se como marcas que ajudam as pessoas a serem mais felizes.

IRC: Uma das tendências da publicidade é exatamente impactar emoções e inspirar, para se tornar ligeiramente conteúdo.

PFS: É uma coisa das novas gerações, que entendem que as marcas têm de devolver à sociedade aquilo que ganham. É uma maneira de combater a imagem capitalista que as marcas têm. Os millennials são muito de esquerda e socialmente ativos, e as marcas perceberam que não podem só estar a vender. Têm de mostrar que partilham as dores e têm empatia com os seus problemas e ansiedades.

M&P: Para quem comunica, faz publicidade e trabalha marcas, isso torna o trabalho mais difícil ou mais fácil?

IRC: Mais fácil.

PFS: O nosso trabalho na Snack ficou mais fácil. O Marcelo Lourenço, diretor criativo da Coming Soon, escreveu uma crónica sobre ter estado num júri de prémios de criatividade, em que apareceu uma campanha que ele achou brilhante e estava toda a gente a votar nela. De repente, alguém disse “epá, não vamos votar nessa que isso é apenas publicidade”.

E ele disse, “onde é que chegámos? Já tenho saudades das campanhas em que queremos vender o produto e não uma ONG”. Estamos no campeonato da publicidade, não estamos no campeonato da responsabilidade social, nem as agências são ONG.

IRC: Às vezes, os conteúdos tornam-se publicidade por causa desse viés. Se não lhe for dada a dimensão emocional, informativa e intuitiva, que estimule os sentidos, fica só como publicidade.

PFS: Outro aspeto é que o YouTube, ou outra rede social, não distingue se é um criador a fazer os conteúdos ou se é uma marca. Para o algoritmo, ,é indiferente se é uma marca ou uma pessoa quem cria, o que lhe interessa é o conteúdo.

M&P: O utilizador faz essa distinção?

IRC: Distingue. Quer bons conteúdos, independentemente de serem de uma marca ou de um criador.

PFS: Por isso, a importância da nossa metodologia de dados, que nos diz o que o espetador quer ver.

M&P: Em termos da vossa estrutura física, os estúdios e os equipamentos audiovisuais, como é que chegaram a estas instalações [os antigos estúdios da Valentim de Carvalho, na Cruz Quebrada]?

PFS: Desde a pandemia, em 2020, já estava aqui com a Briskman, que se mantém.

IRC: Trabalhei há 15 anos na Valentim de Carvalho, no piso 6. Este edifício não era um cowork. Tinha a Valentim de Carvalho e a LMK Vídeo.

M&P: Quais são as características deste espaço que encaixam nas vossas necessidades?

IRC: Uma empresa como a Snack, que está em crescimento, precisa de espaço. Em Lisboa, é difícil, o espaço é muito limitado e é difícil encontrar um sítio onde se consiga expandir para mais 100 ou 200 metros quadrados de área.

PFS: Aqui, se tivermos um projeto especial, conseguimos arranjar uma sala em que podemos pôr seis pessoas, dois guionistas, dois editores e dois gestores de redes sociais, durante três meses a trabalhar. Começámos com 50 metros quadrados e agora já ocupamos 300 metros quadrados, isto no espaço de um ano.

IRC: Tivemos mais clientes e trabalhos, aos quais precisámos de dar resposta.

PFS: No filme Campo de Sonhos, o personagem do Kevin Costner é um cultivador de milho que ouve uma voz a dizer-lhe para construir um campo de beisebol. A voz diz-lhe: ‘if you build it, he will come’. Se ele construísse um campo de beisebol, o Mickey Mantle, uma das vedetas do beisebol, iria aparecer.

Ele constrói, e toda a gente na terra chama-lhe maluco, mas há um dia em que os fantasmas dos melhores jogadores de beisebol aparecem e jogam, e ele e a família são os únicos espetadores do jogo. Na minha vida, usei sempre essa frase e nunca me dei mal. Se construir o campo, os jogadores aparecem. Se estiver preparado para ter trabalho, o trabalho aparece.

 

O criativo publicitário e a produtora de TV
–––

Meios & Publicidade (M&P): Qual foi o vosso percurso e como é que chegam à Snack Content?

Pedro Filipe Santos (PFS): Comecei em 1992 na Publicis, como visualizador, diretor de arte, onde estive quatro anos até sair para montar a minha agência, a Sumo, que vendi em 2001 para ir para Amesterdão, durante um ano, para trabalhar como freelancer. Foi quando conheci o branded entertainment, que estava a dar os primeiros passos.

Trabalhei com a agência 180 Amsterdam, que tinha a conta mundial da Adidas, que fazia uns formatos baseados nos filmes de 30 segundos ou vídeos longos, muito para televisão e product placement. Quando voltei para Portugal, criei uma produtora que fosse um híbrido entre o que sei sobre publicidade e o que a minha sócia, que é a minha mulher, sabe sobre televisão.

Eu e a Ana [Antunes] montámos a produtora Briskman, que começou com conteúdos exclusivamente para marcas. Primeiro, pensávamos no segmento da marca e, depois, víamos qual era o conteúdo que servia melhor, em vez de criar um formato de televisão e, depois, arranjar patrocinadores. Fui produtor e realizador na MTV Portugal e ainda continuo como produtor executivo da Briskman, mas é a Ana, a minha mulher, quem está à frente da produtora.

Inês Ramada Curto (IRC): Trabalhei com o Pedro na TVI, onde na altura era produtora. Fizemos juntos alguns formatos, como o Querido, Mudei a Casa e o Querido, Comprei Uma Casa, para a Remax. Fiz produção televisiva até 2022, em produtoras que faziam conteúdos para a SIC, TVI e RTP, e, em estação de televisão, na TVI e no canal Q, em formatos como novelas, séries e concursos.

M&P: Já tinham pensado transitar para o vídeo social?

IRC: Depois da pandemia, senti que o mundo mudou e que eu mudei com o mundo. Percebi que a televisão estava sustentada na publicidade, que investia cada vez menos em televisão, e que parte desses investimentos estavam assentes em conteúdos. Pensei que queria estar do lado do conteúdo, onde estão as pessoas, aquilo que consomem e o que as faz aproximarem-se de um produto, serviço ou ideia.

A televisão já tinha o conceito de ‘branded content’, mas nunca foi uma aposta, porque as fichas na televisão são todas postas em ‘broadcast’, que é o ‘core’, a galinha dos ovos de ouro. Inclinei-me muito mais para o lado dos conteúdos e tive a sorte de o Vítor e o Nelson quererem expandir o negócio para Portugal.

Eu e o Pedro já tínhamos a paixão pelos conteúdos, a Snack já trabalhava no conceito ‘always on’ e nós os dois já estávamos a pensar em projetos juntos.

PFS: Foi uma feliz coincidência, porque estava a estudar como é que conseguia transformar a Briskman numa fábrica de conteúdos. O mercado de televisão, tal como existe em Portugal, é uma fórmula que está muito fechada a novidades. Uma produtora independente como a Briskman, ou se alguém quiser montar uma produtora do zero, tem duas hipóteses: não faz nada e passa fome ou então representa um formato internacional que foi um sucesso em 42 países.

O que acontece, normalmente, é que as grandes multinacionais em Portugal, como a Shine Iberia, a Freemantle e a SP Televisão, já têm esses formatos todos reservados e ninguém consegue entrar no mercado. Quando se vai a Cannes ao MIPCOM tentar comprar formatos, já está tudo reservado e os canais não arriscam em ideias novas porque a pressão é muito alta.

Compra-se e faz-se o Big Brother durante 20 anos porque funciona. Não se compra uma ideia minha ou sua porque não se sabe se funciona.

M&P: Quais são os vossos cargos e funções?

IRC: Somos os dois codiretores executivos da Snack Portugal e as nossas responsabilidades e funções definiram-se organicamente. Conhecemo-nos há 20 anos e nunca nos sentámos a dizer ‘eu faço isto, tu fazes aquilo’.

O Pedro é totalmente criativo e faz a parte criativa e técnica, de criação de equipas e realização, enquanto eu sou mais de números, estratégia, pagamentos, atendimento e gestão de clientes.

Temos equipas subcontratadas, que fazem captação e edição de imagem, maquilhagem e guarda-roupa, por exemplo. O gabinete jurídico está em Portugal, a parte estratégica está em Itália, a inteligência de dados e o casting de criadores está no Brasil.

 

Unidos na reinvenção no digital
–––

Meios & Publicidade (M&P): Do que é que vocês estavam à procura?

Pedro Filipe-Santos (PFS): Eu e Inês, quando nos encontrávamos, estávamos sempre a ver qual seria o próximo passo. Tentava perceber como é que podia transformar as marcas e os formatos que fizemos na Briskman em algo 100% digital.

Por coincidência, surgiu a Snack com o conceito ‘always on’, que é o que sempre fizemos, mas como uma lógica de produção sustentada por dados e apenas para o digital, sem levar os camiões de equipamentos e de luzes como na publicidade, sem ter as fichas técnicas com 150 pessoas como é em televisão, com estruturas quase de guerrilha, pequenas e leves, que consigam ser absolutamente rentáveis e exequíveis porque esmagam o preço na fonte, na produção, mas conseguem o objetivo que é ter conteúdos diários, semanalmente.

M&P: Já estavam alinhados para fazer isso?

Inês Ramada Curto (IRC): Estávamos alinhados para fazer ‘branded content’, mas a Snack deu-nos uma visão de negócio em que era possível crescer e escalar muito mais rápido, porque já tinha uma estrutura pensada, trabalhada e sólida, no Brasil.

Concluímos que fazia todo o sentido explorarmos o que queríamos fazer através da Snack, que tinha ainda o lado data driven que não tínhamos pensado inicialmente.

PFS: Não tínhamos uma estrutura montada, estávamos a definir o que é que podíamos entregar que fosse diferente do que toda a gente faz.

Não íamos acrescentar nada se fossemos montar mais uma agência de comunicação 360 ou de marketing. Somos muito criativos e temos muita experiência, mas há 100 mil pessoas que são criativas e têm experiência.

Sobre o autorCatarina Nunes

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Marcas disputam David Beckham. Hugo Boss, Bowers & Wilkins e AliExpress juntam-se à lista

Ao longo da carreira, David Beckham tem sido o rosto de inúmeras campanhas publicitárias globais. Nas últimas semanas, Hugo Boss, Bowers & Wilkins (na foto) e AliExpress anunciaram parcerias com o ex-futebolista, que protagoniza as novas campanhas das marcas

David Beckham é a mais recente escolha de algumas marcas, como Hugo Boss, Bowers & Wilkins e Aliexpress, que têm estado a anunciar como embaixador e protagonista de campanhas publicitárias o futebolista, retirado dos relvados desde 2013.

É a escolha da AliExpress que, nos últimos dias de maio, anuncia Beckam como embaixador internacional durante a 17ª edição do campeonato europeu de futebol. O agora empresário protagoniza a campanha global que o retalhista desenvolveu para o UEFA Euro 2024, que será acompanhada pela Shake and Win, uma iniciativa promocional que oferece prémios, por um período de tempo limitado, sempre que um golo é marcado nos jogos oficiais da competição. “Não consigo pensar em ninguém melhor para mostrar como é fácil vencer com a AliExpress”, refere Gary Topp, diretor comercial europeu da marca, em comunicado de imprensa.

Em meados de maio, a Hugo Boss apresentou o ex-futebolista como novo embaixador, revelando que será o autor de uma coleção cápsula masculina, prevista para a primavera/verão de 2025. Antes, o desportista protagoniza a campanha outono/inverno 2024/25 da insígnia. “Esta parceria global fará evoluir as coleções masculinas da Boss ao longo dos próximos anos. Irá propor designs inovadores que refletem o estilo e os valores estéticos de David Beckham e da Boss, atingindo assim um público amplo”, revela a empresa alemã.

À semelhança da Hugo Boss, também a Bowers & Wilkins estabeleceu um acordo de longo prazo com David Beckham. A parceria com a marca de auscultadores e sistemas de som inicia-se com uma nova campanha multimeios global que promove os auscultadores sem fios com cancelamento de ruído Px8, premiados internacionalmente. “Há anos que sou fã da marca e orgulhoso proprietário de muitos dos seus produtos. O desempenho e o design sempre foram importantes para mim. É por isso que esta parceria me pareceu uma combinação tão natural”, refere o ex-futebolista inglês de 49 anos.

Ao longo da carreira, David Beckham foi o rosto de inúmeras campanhas publicitárias globais. Para além de promover os novos modelos de relógios da Tudor, deu a cara pela Haig Club, marca de uísque distribuída pela Diageo, no âmbito de um parceria comercial que se prolongou por nove anos.

O ex-desportista foi também embaixador global da empresa financeira DigitalBits e protagonizou filmes publicitários para a Maserati, para a Qatar Airways, para a Kent & Curwen e para a Konami, além da H&M, que em 2016 escolheu David Beckham para uma campanha filmada e fotografada em vários locais de Lisboa.

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EDP, Galp Energia e Jerónimo Martins mantêm posição de marcas nacionais mais valiosas

No total, as 25 marcas portuguesas mais valiosas do ranking OnStrategy tiveram uma valorização de cerca de 20% e representam cerca de €16,8 mil milhões. Distribuição/Retalho e Banca são os setores em que as marcas mais se valorizaram

A EDP mantém-se em 2024 como a marca portuguesa mais valiosa, seguida da Galp Energia e da Jerónimo Martins, que ocupam as mesmas três primeiras posições em que estavam em 2023, no ranking das 25 marcas mais valiosas da OnStrategy.

A Distribuição/Retalho e a Banca são os setores em que as marcas mais se valorizaram, com o Continente (+48%), a Caixa Geral de Depósitos (+47%), o Pingo Doce (+38%), o MillenniumBCP (+38%) e a EDP Renováveis (+37%) a registarem os maiores crescimentos.

Ranking das 25 marcas portuguesas mais valiosas em 2024 (em milhares de euros)

1 EDP 2 891
2 GALPENERGIA 2 330
3 JERÓNIMO MARTINS 1 324
4 PINGO DOCE 1 141
5 CONTINENTE 989
6 CGD 988
7 MILLENNIUM BCP 945
8 MEO 767
9 EDP RENOVÁVEIS 724
10 BANCO BPI 532
11 NOS 493
12 GRUPO MOTA ENGIL 446
13 SUPER BOCK 402
14 SONAE 326
15 FIDELIDADE 312
16 THE NAVIGATOR COMPANY 281
17 DELTA 259
18 PARFOIS 228
19 NOVOBANCO 228
20 CTT 227
21 WORTEN 198
22 CUF 177
23 SAGRES 164
24 LUZ SAÚDE 163
25 TAP 162

No total, as 25 marcas portuguesas mais valiosas tiveram uma valorização de cerca de 20% e representam cerca de €16,8 mil milhões. “De uma forma geral, a valorização das marcas portuguesas beneficiou de uma estabilização da inflação e da manutenção das taxas de juro, embora ainda pressionadas pela instabilidade provocada pelas guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza. Por outro lado, houve uma melhoria na perceção de risco da nossa economia, o que beneficiou significativamente as taxas de desconto, ao mesmo tempo que as perspetivas de evolução do volume de negócios, as margens operacionais e os índices de força de marca se mantiveram estáveis”, justifica João Baluarte, sócio da OnStrategy responsável pelos estudos financeiros.

Em termos de setores de atividade, as áreas de Energia/Petróleo e Retalho/Distribuição representam cerca de metade do valor consolidado das 25 marcas portuguesas mais valiosas (Energia – 35% e Retalho/Distribuição – 24%). A Banca (16%) e as Telecomunicações (7%) completam os setores com mais valor.

 

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Kelly Bailey é a nova voz da Meo e embaixadora da Vichy

A empresa de telecomunicações ainda não divulgou a nova contratação, mas num post nas redes sociais, a 28 de maio, Inês Castel-Branco anuncia o fim da colaboração com a Meo e a passagem de testemunho para Kelly Bailey. Na primeira vez que a Vichy tem um rosto nacional para publicidade, a escolha recai também sobre a atriz da TVI

A atriz e modelo luso-britânica Kelly Bailey é a nova voz dos anúncios da Meo e o rosto dos Laboratórios Vichy em Portugal. A protagonista da próxima novela da TVI sucede Inês Castel-Branco, que sai ao fim de cerca de sete anos de ligação à empresa de telecomunicações. Os Laboratórios Vichy, por seu lado, acabam de eleger Kelly Bailey como nova embaixadora em Portugal, sendo a primeira vez que a marca de cosmética nomeia uma embaixadora nacional para protagonizar as campanhas de comunicação.

A Meo ainda não divulgou informações sobre a nova contratação, mas num post nas redes sociais, a 28 de maio, a atriz da TVI Inês Castel-Branco anuncia o fim da colaboração com a marca de telecomunicações e a passagem de testemunho para Kelly Bailey. “Foram quase sete anos na família Meo. Guardo as melhores memórias e vou ter tantas saudades. Obrigada aos melhores clientes da Altice sempre com tanto carinho como entusiasmo”, escreve Inês Castel-Branco, acrescentando: “passo o testemunho à maravilhosa Kelly Bailey, que tem uma voz tão linda quanto ela”.

Os Laboratórios Vichy, por sua vez, contratam Kelly Baley com a missão conjunta de aproximar a marca dos consumidores portugueses e transmitir a importância de uma rotina de cuidados com a pele adequada e adaptada às necessidades individuais. “A nossa missão como laboratório é transmitir, de uma forma relevante e próxima, todo o resultado da nossa investigação com mais de 90 anos sobre a saúde da pele e estamos muito felizes por ter a Kelly a juntar-se a nós nesta jornada, sendo uma apaixonada pelos cuidados e saúde da pele. É uma porta-voz que se encaixa perfeitamente nos nossos valores e não podíamos estar mais orgulhosos”, afirma João Encarnação, líder de mercado da L’Oréal Dermatological Beauty em Portugal.

Recorde-se que no dia 2 de maio, Kelly Bailey, já tinha sido anunciada como nova embaixadora da Tous em Portugal. A aposta na atriz portuguesa tem como objetivo promover a imagem da marca de joias no mercado nacional e consolidar o posicionamento da Tous em Portugal. “Através desta parceria promissora estamos a reforçar o posicionamento da Tous, destacando a sua ousadia, criatividade e sentido de humor. Acreditamos que a figura ímpar da Kelly Bailey representa na perfeição o espírito e a imagem atual da marca”, afirma Lubélia Marques, gestora nacional da Tous em Portugal, em comunicado de imprensa.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

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