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Ricardo Tomé, director coordenador da Media Capital Digital e docente na Católica Lisbon School of Business and Economics

Marketing

Como o Fediverso e o ActivityPub podem mudar o marketing digital. E não só…

A web deveria ser sempre aberta, descentralizada, respeitando princípios de interoperabilidade e passível de dar ao utilizador o controlo sobre a sua identidade e presença digital. Idem a uma marca. […]

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Como o Fediverso e o ActivityPub podem mudar o marketing digital. E não só…

A web deveria ser sempre aberta, descentralizada, respeitando princípios de interoperabilidade e passível de dar ao utilizador o controlo sobre a sua identidade e presença digital. Idem a uma marca. […]

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A web deveria ser sempre aberta, descentralizada, respeitando princípios de interoperabilidade e passível de dar ao utilizador o controlo sobre a sua identidade e presença digital. Idem a uma marca. Mas nem sempre é tecnicamente possível ou nem sempre o desígnio económico das empresas que definem a web pende para esses princípios.

Estando nós em plena Web3, parecemos caminhar de novo para uma web de protocolos e não de plataformas. Com a comunidade internacional W3C ativamente a desenvolver o ActivityPub, e, com isso, o Fediverso, muito poderá mudar nos próximos anos e como as marcas vão decidir e implementar as suas estratégias de marketing digital.

Os princípios da web descentralizada e interoperável

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Para os mais vividos, isto não será nada senão uma memória nostálgica, mas convém lembrar aos mais novos que outrora, em muitos países, não se podiam trocar mensagens de texto entre operadores de telecomunicações diferentes. E quando criávamos um serviço de e-mail no Yahoo! não podíamos trocar e-mails com utilizadores que usavam o AOL ou vice-versa (apesar dos protocolos POP, IMAP e SMTP o permitirem).

Mas finalmente vieram as mensagens trocadas entre operadores, a portabilidade do número de telefone (ainda se lembram dos tempos de gerir o saldo de telemóvel para chamadas e mensagens consoante se era 91, 96 ou 93?) e os e-mails passaram também a permitir formatar o texto, anexar ficheiros e comunicarem entre si, não importando se era AOL, Yahoo! ou Hotmail.

Parece noutra vida, mas também hoje, se quiser seguir aquele amigo de quem gosta, tem de criar conta no Facebook, ou se quiser ver os vídeos daquele influencer tem de criar conta no Instagram, ou no TikTok, e tem de criar tantas contas quantas assim precise. Além disso, não consegue que o seu vídeo no YouTube seja visto por alguém que só tem conta no Twitter.

E, se quiser receber comentários ao seu post no LinkedIn pelos seus colegas que o seguem já no Threads, também não consegue e terá de ir postar o mesmo post no Threads. Pois bem, tudo isso pode vir a mudar…

Fediverso e ActivityPub

O consórcio internacional W3C é uma comunidade que reúne, a tempo inteiro e parcial, investigadores e desenvolvedores dos protocolos que permitem que vários sistemas e dispositivos na web funcionem entre si. Desde o HTTP, o HTML, as CSS, o XML… muitos dos protocolos que permitem coisas tão simples como qualquer browser de internet poder abrir um website são ali desenvolvidos. O consórcio é independente, mas tem contributos das big tech como a Amazon, a IBM ou a Google.

Um dos mais recentes projetos é o protocolo ActivityPub. Com este protocolo pretende-se voltar aos princípios de uma web descentralizada e interoperável, coisa que não funcionou lá muito bem no caso das redes sociais na Web 2.0. Mas, então, em que medida isto traz algo de novo? Tudo, ou quase tudo. Exemplos:

– Seguir pessoas

Hoje, se quiser seguir alguém, tem de criar uma conta nessa rede social. Mas não precisava ser assim. Poderia escolher criar conta no Facebook e, a partir dali, seguir e receber as atualizações dos seus amigos que usam o X/Twitter, o Instagram, o TikTok ou o LinkedIn. Diremos que estas plataformas pretendem criar os seus silos e walled gardens e não têm interesse nisto, mas a Threads, rede social da Meta, é já uma das grandes que irá aderir ao protocolo.

Porquê? Porque se alguém tiver o melhor browser e o melhor serviço de email, que permita esta interoperabilidade, conseguirá ser melhor e mais depressa e, por isso, tendo mais uso e mais utilizadores. Além disso, a pressão regulatória em partir a hegemonia dos walled gardens e das big tech em particular pode também ser um incentivo adicional – ou mudas por ti, ou obrigo-te eu, num dia destes, a mudar à minha maneira.

– Gerir as relações sociais

Das coisas mais importantes nas nossas vidas. As pessoas que seguimos e com quem interagimos têm um papel fulcral na nossa vida social e são, inclusive, um dos dois eixos que mais influem para a felicidade humana. Porque não podemos então gerir as nossas relações digitais como se fossem… nossas? Porque pertencem elas às plataformas?

Se o Instagram amanhã fechar, porque não posso levar comigo as pessoas que sigo para outra rede social? Enquanto marca, porque corro o risco, após 10 anos e 1M de seguidores depois, de perder tudo só porque a rede social fecha? Ora uma das ideias por detrás deste protocolo é precisamente que tal situação tenha uma saída e o controlo saia das plataformas e passe para o utilizador.

– Conteúdo e algoritmos

E se pudesse publicar onde quisesse e o meu conteúdo ser visto sem a obrigatoriedade de todos usarem a mesma plataforma, e ainda por cima pudesse sair da rede social e transportar os conteúdos feitos, comigo? Além disso, todos olhamos para o nosso feed com as recomendações do algoritmo da plataforma, podendo não estar satisfeitos (também já recebeu o inquérito do Instagram, não já?)…

Mas imagine que usa o Instagram e poderia ativar um feed cujo algoritmo seria da CNN, e que as contas e posts desse feed seriam mostrados com base numa curadoria de um algoritmo feito pela equipa da CNN. Ou imagine que, durante um evento desportivo, poderia ativar um feed extra, criado e gerido pela Red Bull que patrocina o evento e seleciona as contas e posts que pode ver?

Ou num festival de música ativar um feed criado pela marca de telecomunicações e habilitar-se a encontrar os melhores posts dos artistas que lá vão atuar e ainda ganhar prémios? Com isto, poderíamos inclusive resolver os problemas de controlo e moderação que hoje afetam acontecimentos como umas eleições, onde deixa de ser possível haver a influência sobre um feed, mas onde cada utilizador tem a opção de ativar o feed das marcas e das contas em que confia.

A ideia de base é esta, de que a Web3 traga soluções finalmente também para as redes sociais, passando a permitir a mesma interoperabilidade que, por exemplo, já se trabalha para os Metaversos, para que os itens que compra no Fortnite possa levar para o Horizon ou Spatial e vice-versa, sem estar bloqueado à plataformas A ou B. E isto nem é novo. Basta regressarmos aos anos 80 às BBS e aos newsgroups como base conceptual.

Certamente com eleições americanas no horizonte em 2024, contínuas audições no congresso norte-americano sobre a hegemonia das big tech a continuarem a decorrer, regulamentação europeia em torno da inteligência artificial (IA) e a criação da identidade digital, tudo isto e não só, fará deste tema igualmente incontornável a surgir cada vez mais em 2024 para prepararmos uma presença digital em grande parte muito, mas muito diferente.

No resto nada muda

Continuaremos a querer privacidade e a poder comunicar com quem mais gostamos, saber da vida uns dos outros, receber novidades sobre os temas do setor onde trabalhamos, inspiração em redor dos nossos hobbies e paixões, etc. Mas que, pelo menos, o passemos a fazer menos agrilhoados ao que uma empresa sozinha determinou e, sim, com opções mais livres e seguras.

Fogo fátuo?

“É uma boa ideia, mas ninguém a vai adotar”, dirão os mais céticos. Sim, é verdade que, para já, as maiores plataformas nesta área, como o Mastodon, são ainda difíceis de usar e não vão além de 10M de utilizadores. A Meta está a dar passos tímidos na Threads e pouco mais. Mas imagine que a Google decide algo tão simples como a integração destes protocolos no…. Gmail.

Imagine que, além das tabs onde recebe os emails e newsletters, tem uma tab de social onde pode seguir contas da marca A na rede social A e da pessoa B na rede social B, tudo junto num feed sem ter de andar a abrir e instalar quatro apps de quatro redes sociais, fazendo tudo partindo da app do Gmail: gostos, comentários, etc?

Mais uma vez, um dos princípios da economia digital emergidos na Web 2.0 vem à tona: os agregadores vencem. Neste caso, vencerá um dos maiores e aquele que, silenciosamente, pouco tem falado sobre este tema, mas dos que mais tem a ganhar e a Meta mais a perder. Os dados estão lançados.

Artigo de opinião assinado por Ricardo Tomé, diretor coordenador da Media Capital Digital e docente na Católica Lisbon School of Business and Economics

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New in Town regressa à CNN Portugal com Sara Sousa Pinto na apresentação

Sara Sousa Pinto é a nova apresentadora de New in Town. O programa produzido pela NiT regressa à antena da CNN Portugal no próximo sábado, 18 de maio. Os vídeos do formato são disponibilizados na plataforma NiTtv e nas redes sociais da marca da MadMen

O programa New in Town, produzido pela NiT, regressa à antena da CNN Portugal, no dia 18 de maio, sábado, com Sara Sousa Pinto na apresentação, confirmou ao M&P Jaime Martins Alberto, diretor-geral da MadMen, empresa que detém a marca. Para além da antiga pivô de Esta Manhã, programa matinal diário da TVI que foi suspenso no início do ano, a versão televisiva da publicação digital de lifestyle conta com a participação de Sara Ribeiro, Marcos Pinto e Miguel Lambertini.

“O desafio da NiT é diferente porque não é em direto. Acabo por ter um papel diferente e a oportunidade de crescer na área do lifestyle. Vou ter uma linguagem diferente e isto acaba por me desafiar”, afirmou Sara Sousa Pinto nas primeiras declarações públicas que fez sobre o projeto, em entrevista à NiT. Também disponíveis na plataforma NiTtv e nas redes sociais da NiT, YouTube e Instagram, os vídeos do programa New in Town integram um código QR que remete para o site da NiT.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

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Comon cria campanha provocadora e humorista para a Makro

A Comon recorreu a estátuas gregas, zebras e fatos espaciais para, com base nas análises data driven feitas ao comportamento dos clientes da Makro, idealizar uma campanha publicitária multimeios disruptiva e divertida que pretende reforçar o posicionamento da marca

A nova campanha publicitária da Makro, idealizada pela Comon, revoluciona a forma de comunicar da marca. Estátuas gregas, zebras e fatos espaciais são os protagonistas dos anúncios. Além das redes sociais da marca e dos media digitais, também figuram nos múpis e nos cartazes de lojas que estão a ser espalhados por todo o país, com maior concentração na região de Lisboa, apresentando um discurso humorístico e provocador. “Tínhamos o desafio de fazer uma comunicação diferenciadora”, assume ao M&P Salvador Mathias, gestor nacional de excelência multicanal da Metro, empresa que detém a marca.

“Quem poderia esperar que esses elementos fossem os protagonistas de uma campanha de uma empresa de distribuição grossista? Mas é exatamente isso que nos torna únicos. Escolhemos uma abordagem menos óbvia, que certamente surpreenderá o mercado. Ao combinar o humor e o tom até provocador, sentimos que estamos a abrir novas oportunidades para a imagem da marca e a cumprir os objetivos da campanha”, refere o responsável. Reforçar o posicionamento como parceiro grossista, mostrando aos clientes que podem encontrar os produtos essenciais os seus negócios, é o propósito da iniciativa.

“O grande objetivo é reforçar o nosso compromisso com o setor da restauração, sublinhando que, no nosso portefólio de produtos alimentares e não alimentares, temos tudo o que os clientes deste segmento necessitam para o sucesso dos seus negócios. É certo que esta tem sido a nossa mensagem nas campanhas que temos vindo a desenvolver, mas desta vez quisemos fazê-lo com este tom disruptivo”, justifica Salvador Mathias. A mensagem da campanha tem em conta os resultados das análises data driven feitas ao comportamento dos clientes da Makro, que também ouviu um grupo de clientes habituais da insígnia.

A campanha multimeios, que arrancou a 15 de maio, prolonga-se até junho, sendo amplificada por um cartaz de formato diferenciado instalado na loja da Makro de Alfragide. “Este ano, o objetivo é maximizar o nosso plano de marketing, de forma estratégica e cirúrgica, com ações e iniciativas que nos projetem como, mais do que fornecedores, parceiros. Esta campanha representa uma aposta criativa, muito grande e disruptiva, que vem reforçar aquilo em que, diariamente, estamos focados, o sucesso dos clientes é o nosso negócio”, refere Salvador Mathias, sem revelar valores de investimento publicitário.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

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Rosalía é a nova embaixadora global da Dior

A artista espanhola protagoniza a nova campanha publicitária da marca. Produzida pela North Six, com direção criativa de Margot Populaire e figurinos de Maria Grazia Chiuri, diretora criativa da Dior desde 2016, promove a carteira Lady Dior e vai ter grande divulgação nos meios digitais

A cantora, compositora e produtora musical espanhola Rosalía é a nova embaixadora global da Dior. A intérprete protagoniza a nova campanha publicitária da marca, que vai ser maioritariamente divulgada nas redes sociais e nos media digitais, apurou o M&P. Produzida pela North Six, com direção criativa de Margot Populaire e produção adicional de Emma Roach, integra um filme publicitário realizado por Collier Schorr, que também assina as fotografias promocionais da parceria.

O estilismo é de Elin Svahn, com maquilhagem de Ariel Tejada e cabelos de Olivier Schawalder. Os figurinos são da responsabilidade de Maria Grazia Chiuri, diretora criativa da Dior desde 2016. Além de apresentar a nova embaixadora global da marca, a campanha publicita a carteira Lady Dior, uma das criações da etiqueta fundada pelo estilista francês Christian Dior em 1946.

“Explorando a emoção espontânea da cor e a intensidade profunda do preto e branco, as fotografias captadas por Collier Schorr transmitem uma pluralidade maravilhosa. Num ambiente íntimo, apenas com um microfone e um piano, um tributo às atuações ao vivo e às ligações apaixonantes entre moda, palco e música, a multitalentosa cantora espanhola é revelada, incrivelmente radiante”, informa a Dior, que em Portugal é comunicada pela Press Club, em comunicado de imprensa.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

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Iscte Executive Education realiza webinars gratuitos sobre comunicação de destinos e marcas locais

O webinar Placebrand e Turismo Sustentável, moderado por Ana Simaens, realiza-se a 20 de junho, às 18h30, no Iscte Executive Education. Uma semana depois, à mesma hora, Designed in Portugal: Reinventar Tradição, Criar Marcas é a temática abordada. As vagas são limitadas

O Iscte Executive Education está a organizar sete webinars temáticos sobre comunicação e promoção de destinos e marcas locais. Moderados por docentes da pós-graduação em placebrand e place marketing da instituição, contam com a participação de especialistas da área e são gratuitos, apesar de exigirem uma inscrição prévia que pode ser feita online. As vagas são, no entanto, limitadas a 20 participantes por sessão.

O webinar Placebrand e Turismo Sustentável, moderado por Ana Simaens, realiza-se a 20 de junho, às 18h30. Além de Carolina Mendonça, coordenadora da estrutura de sustentabilidade do destino turístico Açores DMO, a iniciativa conta com a participação de Maria de Lurdes Vale, diretora do Turismo de Portugal em Espanha.

Uma semana depois, a 27 de junho, à mesma hora, Designed in Portugal: Reinventar Tradição, Criar Marcas é o webinar que se segue. Moderado por João Faria Gomes, tem Carlos Coelho, presidente da Ivity Brand Corp, como convidado. Diáspora Como Ativo Estratégico de Portugal, Cidades Inteligentes: Criação de Valor e Um Futuro Que Passa por África e Bacalhau Bridge Effect são outros dos webinares gratuitos agendados.

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Adidas escolhe modelo e desportista português para campanha internacional

Com assinatura do estúdio criativo alemão Aboutkokomo, a campanha publicitária foi produzida pela Twentyfour Seven. João Pinto, filho do ex-jogador de futebol João Vieira Pinto e da atriz e apresentadora de televisão Marisa Cruz, é uma das imagens da marca desportiva alemã

Depois de ter usado a imagem do futebolista português Rafael Leão para promover as novidades de calçado desportivo da marca, a Adidas acaba de contratar o modelo e desportista João Pinto, filho do ex-jogador de futebol João Vieira Pinto e da atriz e apresentadora Marisa Cruz, para a nova campanha internacional. Desenvolvida pelo estúdio criativo alemão Aboutkokomo, sediado em Berlim, foi produzida pela Twentyfour Seven, produtora internacional com escritórios em Portugal, Espanha, Polónia, Lituânia, Estados Unidos, Chile, Argentina e República Dominicana.

Fotografada por Raquel Chicheri, com estilismo de Carolina di Leo e imagem de Paulo Fonte, responsável pelos cabelos e pela maquilhagem, a campanha vai ser divulgada internacionalmente em media digitais, redes sociais e múpis. Em Portugal, ainda não foi definida uma data para a exibir, apurou o M&P. No perfil global da marca nas redes sociais, houve outro desportista português a destacar-se no último mês. O futebolista João Félix, avançado do FC Barcelona, é um dos protagonistas do filme publicitário que a marca partilhou a 2 de maio para promover a aplicação Adidas Running.

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7 em cada 10 portugueses atribui responsabilidade às marcas na resolução dos problemas globais

Os consumidores sentem que as marcas não estão a conseguir corresponder às novas exigências, chegando a afirmar que não se importariam se 75% das marcas que existem hoje desaparecessem. 84% dos portugueses esperam que as marcas sejam transparentes sobre o que prometem, mas apenas 22% acreditam que as marcas realmente o fazem

Sete em cada 10 portugueses afirma que as empresas e as marcas têm o poder e o dever de contribuir para a resolução de alguns dos problemas globais da sociedade, revela o estudo Meaningful Brands, realizado pela Havas Media Network.

Apesar de 91% dos inquiridos destacar a crise ambiental como a preocupação mais urgente a nível global, a crise económica é o que mais preocupa os consumidores a nível pessoal. O estudo revela que 54% dos inquiridos, a nível global, defendem que as empresas deveriam estar mais focadas em ajudar os clientes, e não só na venda dos produtos ou serviços.

“As pessoas têm plena consciência de que estão a enfrentar crises globais que afetam quase todos os aspetos das suas vidas. Todas as crises representam uma enorme ameaça à nossa capacidade de sobreviver e prosperar. As pessoas vêem-se obrigadas a adaptar-se e a mudar e, com isso, o que exigem das marcas muda também”, sustenta Mark Sinnock, diretor global de estratégia, dados e inovação da Havas Creative Network.

Os consumidores inquiridos definem as marcas e as empresas como o segundo interveniente mais importante na resolução dos desafios económicos, depois das entidades governamentais e políticas. No entanto, os inquiridos sentem que as marcas não estão a conseguir corresponder às novas exigências, chegando a afirmar que não se importariam se 75% das marcas que existem hoje desaparecessem.

A falta de confiança e aparente indiferença estão relacionados à disparidade entre as expectativas dos consumidores e o desempenho das marcas, sendo que 84% dos portugueses esperam que as marcas sejam transparentes sobre o que prometem, mas apenas 22% acreditam que as marcas realmente o fazem.

Por outro lado, a crescente exigência global dos consumidores observa-se a vários níveis, nomeadamente no que toca ao papel das marcas na promoção de um mundo melhor, mas sobretudo na promoção do bem-estar individual dos seus clientes. Segundo os dados do estudo, 80% dos inquiridos em Portugal esperam que as marcas façam mais pelo seu bem-estar e saúde. Uma percentagem semelhante à dos que esperam que as marcas ajam pelo bem da sociedade e do planeta.

As conclusões do Meaningful Brands referem que esta é a era da ‘Economia do Eu’, na qual os benefícios pessoais assumem maior peso na construção de marcas relevantes. Expectativa reflete-se no facto de as marcas relevantes e significativas atualmente terem um desempenho superior em termos de benefícios pessoais em comparação com a média das marcas. E, nesta perspetiva, a capacidade de uma marca ajudar os consumidores a simplificar a sua vida (63%), a poupar tempo e dinheiro (61%), e a inspirá-los (56%), é o principal desafio para as marcas permanecerem relevantes e significativas.

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Quem são os favoritos do Euro 2024?

Com o Euro 2024 a aproximar-se rapidamente, os entusiastas do futebol em toda a Europa estão ansiosos para ver as suas seleções favoritas em ação. Com uma série de seleções talentosas a competir pelo prestigioso título europeu, é hora de analisar quem são os favoritos para levantar o troféu do Euro 2024.

Muitos dos entusiastas do futebol já pensam no Campeonato da Europa de 2024, que este ano é organizado na Alemanha. Esta promete ser uma das edições do Europeu mais disputada, com várias seleções de enorme qualidade, não sendo fácil prever quem pode, de facto, levantar o troféu. Por esse motivo, fomos ver aquilo que acha um dos sites de referência nas previsões desportivas e a página de prognósticos do Campeonato Europeu 2024 é bastante elucidativa, analisando os principais favoritos, mas também quem vai levantar o troféu no final do torneio, a 14 de julho, em Berlim.

Inglaterra: a jovem e talentosa seleção dos Três Leões

A Inglaterra chega ao Euro 2024 com uma seleção jovem e talentosa, repleta de jogadores emocionantes que têm impressionado nos respetivos clubes. Sob a liderança do treinador Gareth Southgate, os Três Leões têm mostrado um futebol vibrante e ofensivo, e muitos acreditam que esta pode ser a sua oportunidade de finalmente conquistar um título importante. Com jogadores como Harry Kane, Jude Bellingham e Phil Foden no seu auge, a Inglaterra está pronta para desafiar qualquer seleção que se atravesse no seu caminho. Apesar de ser a favorita das casas de apostas, a Sportytrader prefere apostar numa equipa com maior força psicológica.

França: em busca do troféu que escapa há mais de 20 anos

Com uma seleção repleta de estrelas, incluindo Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Ousmane Dembelé, os Les Bleus estão entre os favoritos para o Euro 2024. Com o último europeu a ser conquistado na edição de 2000, a França vai em busca do troféu que escapa há mais de 20 anos. Sob a liderança do experiente treinador Didier Deschamps, os franceses estão determinados a lutar pelo título e acabar esta “seca” de títulos europeus. O que é bastante estranho tendo em conta que nesse período, a França já disputou três finais de Mundiais (venceu mesmo em 2018) e perdeu a final do Europeu em Paris, frente a Portugal. Os finalistas do último Mundial são de facto, os grandes favoritos dos especialistas em previsões desportivas. Vai a França sagrar-se campeã da Europa no país vizinho?

Alemanha: nova geração de talentos joga em casa

A Alemanha que ainda está a passar por um período de transição, chega ao Euro 2024 como uma seleção a ser levada a sério. Com uma nova geração de talentos emergentes encabeçada pelo craque do Bayern, Jamal Musiala, os alemães estão determinados a mostrar ao mundo que ainda são uma força a ser reconhecida no futebol europeu. Sob a orientação do treinador Julian Nagelsmann, a Mannschaft está pronta para surpreender os seus adversários e levantar o troféu no Euro 2024. Por também jogar em casa, a Sportytrader aposta que a Alemanha chegue pelo menos às meias-finais.

Portugal: a nova cara da Seleção das Quinas

Portugal chega ao Euro 2024 com uma seleção repleta de talento e experiência, incluindo alguns dos melhores jogadores do mundo, como Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva ou Bruno Fernandes. Com a chegada do treinador Roberto Martínez, os campeões europeus de 2016, que fizeram uma fase de qualificação exímia e com performances bastante positivas, estão determinados a adicionar mais um troféu ao seu palmarés. Com um estilo de jogo baseado na posse de bola e na criatividade, a seleção das quinas é uma equipa que ninguém pode subestimar no Euro 2024. Portugal é também destacado como aquela Seleção que pode atrapalhar as melhores previsões e não surpreenderia se conquistar o Europeu alemão.

Espanha determinada em voltar ao topo

Depois de um desempenho dececionante no Euro 2020 e no Mundial 2023, a Espanha está determinada a mostrar ao mundo que ainda é uma força a ser reconhecida. Sob a orientação do experiente treinador Luis de la Fuente, a La Roja está a passar por uma fase de reconstrução, mas continua a contar com jogadores experientes como Daniel Carvajal e Álvaro Morata que se juntam com os jovens talentos como Gavi, Pedri e Lamine Yamal. Com um estilo de jogo baseado na posse de bola e na técnica refinada, a Espanha está determinada a fazer uma boa figura no Euro 2024.

Uma competição de elevado nível aguarda-nos

Com seleções como Inglaterra, França, Alemanha, Portugal e Espanha prontas para competir, o Euro 2024 promete ser uma competição emocionante e imprevisível. Desde os favoritos estabelecidos até às seleções em ascensão, há uma grande variedade de candidatos a ter em conta na maior competição europeia de seleções. Mal podemos esperar para ver como tudo se desenrolará quando o torneio começar. Preparem-se para um mês de futebol emocionante e cheio de emoções!

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José Mourinho protagoniza campanha da Uber Eats (com vídeo)

Matilde Mourinho, Maya, Bárbara Tinoco, Marina Machete e Cifrão são outras das figuras públicas que acompanham o treinador na adaptação nacional da campanha Get Almost Almost Anything, feita pela Stream and Tough Guy. A produção é da Playground e a realização de Cristiana Miranda, com planeamento de meios da PHD Media

Depois de Luís Figo e Georgina Rodriguez na versão espanhola da campanha internacional Get Almost Almost Anything, da Uber Eats, com criatividade da Ogilvy Madrid e da equipa criativa da empresa, a plataforma de entregas recorreu à Stream and Tough Guy para, a partir do mesmo briefing, idealizar a versão portuguesa, Pede Quase Quase Tudo. Protagonizado pelo treinador José Mourinho, o filme publicitário que a integra recupera a ironia e o sarcasmo dos anúncios dos outros países.

A campanha pretende demonstrar que a Uber Eats é também uma plataforma onde se pode fazer encomendas de supermercados, farmácias, lojas de conveniência, floristas, mercearias e de todo o tipo de extravagância, além de comida.

Para além da empresária e designer de joias Matilde Mourinho, filha do orientador desportivo, a campanha, produzida pela Playground e realizada por Cristiana Miranda, conta com a participação da astróloga e apresentadora de televisão Maya, da modelo e miss Portugal Marina Machete, do ator e coreógrafo Cifrão e da cantora e compositora Bárbara Tinoco.

“Tratam-se de celebridades relevantes e com notoriedade para os diversos targets da marca e que têm particularidades divertidas para serem exploradas criativamente”, justifica ao M&P Ricardo Pabón. O diretor de marketing da Uber Eats revela que todas as figuras públicas presentes no anúncio foram remuneradas, escusando-se, no entanto, a revelar os valores envolvidos.

Disponível em televisão, digital e suportes exteriores, a campanha está no ar de 15 de maio e 30 de junho, numa primeira fase. “Haverá uma segunda vaga de comunicação em setembro, com novidades”, revela ainda o responsável. O planeamento de meios foi desenvolvido pela PHD Media, agência do Omnicom Media Group, enquanto a comunicação é assegurada pela Hill+Knowlton.

“Esta é, possivelmente, a maior campanha que já fizemos. E, depois de 17 versões de filme, 27 outdoors e 13 ‘social edits’ diferentes, não podíamos estar mais felizes com o resultado, com a forma perfeita com que todo o processo se desenrolou, com a liberdade criativa que nos foi dada numa adaptação de uma campanha e o constante desafio criativo por parte do cliente”, explica Miguel Durão, diretor criativo da Stream and Tough Guy, que também assinou a campanha do serviço Uber One.

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Startups independentes têm 72% de desconto no Cannes Lions

Além dos passes especiais para startups, o Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions volta a disponibilizar passes especiais de entrada e cobertura do evento para os media. A competição, que comemora o 70º aniversário, realiza-se entre 17 e 21 de junho, em França

O Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions, representado em Portugal pela MOP, criou um passe especial para startups que lhes garante 72% de desconto. As empresas interessadas não podem, no entanto, requisitar mais de cinco entradas. Para garantirem a inscrição, têm de preencher, até 10 de junho, o formulário disponibilizado no site da organização. Além dos passes especiais para startups, o Cannes Lions volta a disponibilizar passes especiais de entrada e cobertura no festival.

“O passe de imprensa concede acesso total ao programa de conteúdo e editorial, às cerimónias de entregas de prémios e, ainda, acesso ao portal de imprensa. Os passes de imprensa estão sujeitos à aprovação da organização do festival e, à semelhança dos anteriores, encerram no dia 10 de junho. As inscrições podem ser realizadas através do website da organização”, referem os promotores do evento em comunicado.

“Além dos passes direcionados a startups e meios de comunicação social, o Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions disponibiliza um conjunto de passes, nomeadamente para estudantes, profissionais e criadores de conteúdo independentes”, informa ainda o documento. A competição, que comemora em 2024 o 70º aniversário, realiza-se entre os dias 17 e 21 de junho, na cidade francesa que lhe dá nome.

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Marcas de fabricante atraem mais compradores nos retalhistas de sortido curto

Apesar de continuarem a ganhar terreno e em 2024 já representarem 47% da quota de mercado em valor, as MDD perderam compradores em categorias como néctares, fiambre, leite sem lactose, sumos de fruta, manteigas e caldos culinários, entre outras

Os portugueses estão a comprar mais nos retalhistas de sortido curto (Aldi, Lidl, Mercadona, por exemplo) devido aos 64% de marcas de fabricante (MDF) que conseguem atrair mais compradores neste tipo de ponto de venda, segundo o estudo da Kantar analisado com a Centromarca. Ou seja, nos retalhistas de sortido curto quase duas em cada três MDF têm conseguido atrair mais compradores.

Em comparação com 2023, o estudo efetuado em 4000 lares representativos de Portugal Continental indica que o sortido curto acrescentou às MDF um aumento médio de mais 8% em termos de compradores adicionais à base já instalada, mais 7% na frequência de compras, mais 10% em termos de valor e mais 12% em volume.

“A presença das marcas de fabricante tem um impacto positivo quer nos retalhistas de sortido curto, quer nos de sortido amplo. Em uns porque geram capacidade de atrair novos consumidores e evitar a sua fuga para outras lojas para encontrar as suas marcas favoritas. Nos outros, porque há uma diversidade que o consumidor procura e não encontra nas lojas de sortido mais curto, uma oferta distinta e, também, uma melhor rentabilidade”, afirma Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca, em comunicado de imprensa.

O estudo relativo ao primeiro trimestre de 2024, analisado em conjunto com a Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, revela ainda que as MDF têm desempenhado um papel vital na compensação das perdas das marcas de distribuição (MDD) em várias categorias.

Apesar de continuarem a ganhar terreno e em 2024 já representarem 47% da quota de mercado em valor, as MDD perderam compradores em categorias como néctares, fiambre, leite sem lactose, sumos de fruta, manteigas e caldos culinários, entre outras. Nessas categorias, várias MDF ganharam às marcas de retalhistas as perdas em questão.

A fragmentação de compradores, por outro lado, tem um aumento significativo, sobretudo entre os que alternam entre o sortido amplo e o curto, que já representam 85,3% dos compradores. No período em análise, o sortido amplo tem uma quota de mercado de 58,8%, enquanto o sortido curto já consegue captar mais de €1 em cada €4 do gasto das famílias portuguesas em bens de consumo rápido. Face a anos anteriores, as lojas de sortido amplo estão a perder quota, devido à diminuição da fidelidade dos compradores, segundo a análise da Kantar.

“Com um consumidor mais fragmentado e uma maior alocação de espaço e investimento em marca própria, há retalhistas penalizados a nível de rentabilidade e quota de mercado. Diversificar a oferta, tornando-a mais competitiva e eficiente, e utilizar a inovação como forma de contornar a barreira do preço, são fatores chave para fornecedores e retalhistas”, explica, ainda, Carolina Jordão, diretora de clientes e conhecimento da Kantar.

Para as marcas, o desafio é trabalhar na oferta de preços, que continua a ser o grande fator de decisão no momento da compra, e na oferta de produtos de valor acrescentado. O estudo indica que 51% dos compradores de sortido amplo compram tabletes de chocolate noutros lugares, onde estes estejam a preços mais baratos. Já 53% dos compradores estão dispostos a pagar mais por um produto alimentar que os ajude a prevenir ou curar doenças.

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