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10 campanhas que marcaram o ano

Estes são alguns dos projectos que seguimos com atenção ao longo de 2018. Confira a lista

Rui Oliveira Marques
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10 campanhas que marcaram o ano

Estes são alguns dos projectos que seguimos com atenção ao longo de 2018. Confira a lista

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Estes são alguns dos projectos que seguimos com atenção ao longo de 2018

1. A melhor de um festival
Apesar da abundância de festivais de música e das milhares de pessoas que arrastam, as suas comunicações não costumam ser memoráveis. O filme a promover o Neopop, festival de música electrónica de Viana do Castelo, foi uma rara excepção ao registar em menos de duas semanas quase 200 mil visualizações e 3500 partilhas no Facebook. O filme mostra a música techno a sair do recinto do festival e a misturar-se com as tradições da capital do Alto Minho. Na base está uma música que mistura o folclore minhoto com a electrónica, da autoria de Moullinex. A criatividade é da Partners, com produção da Show Off e realização de Bruno Ferreira. O festival aproveitou o balanço para promover uma petição para elevar Viana do Castelo a Capital do Techno.

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2. A mais polémica
O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre a campanha da Direcção-Geral de Saúde e a associação Capazes apresentou uma queixa na Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género por, segundo os argumentos, recorrer a dois estereótipos “mais redutores da mulher: a menina princesa e a mulher mãe”. Em causa o spot que se baseia na curta-metragem Opte por Amar Mais, da autoria de André Badalo e que conta a história de uma mãe com cancro do pulmão, que continua a fumar. Já debilitada e sem conseguir largar o vício do tabaco, a mãe diz à filha que imita os seus gestos: “Uma princesa não fuma”. A história foi escrita por Fátima Ferraz e Beatriz Silva (alunas de Audiovisual da Escola Profissional de Artes, Tecnologia e Design), tendo sido produzida pela Original Features.
https://www.youtube.com/watch?v=FAeTgXS4sBA

3. A ligada ao futebol
Um “mééééé” (ou ‘maaaaaais’ em francês, se preferirem) que começa na Rússia, chega a Portugal e que só é interrompido quando entra em cena Rui Patrício. A campanha da Galp de apoio à selecção nacional no Mundial de Futebol da Rússia, foi bem recebida pelos adeptos e destacou-se da dos concorrentes que disputam o território do futebol. Assinada pelo O Escritório, foi produzida pela Garage e realizada por Roger Serrasqueiro. No site do M&P foi a notícia sobre uma campanha de publicidade mais lida este ano e ganhou, entretanto, o grande prémio nos Prémios Comunicação M&P 2018.

4. A maior em outdoor
Pode ser considerado o maior outdoor português do ano, ainda por cima apresentado no outro lado do Atlântico. As ondas gigantes da Nazaré foram promovidas pelo Turismo de Portugal num painel electrónico de 30 metros, instalado em Times Square (Nova Iorque). A ideia era posicionar Portugal como destino de surf. Assistiram à activação da campanha o primeiro-ministro António Costa e os recordistas de surf da onda da Nazaré, Garrett McNamara e Rodrigo Koxa. A criatividade teve assinatura da Partners.

5. A da arte urbana
O lançamento da cerveja Coruja esteve a cargo da Solid Dogma, que convocou nove artistas para darem corpo ao projecto através de intervenções em Lisboa, Porto e Braga. Numa fase inicial não foi revelada a autoria das intervenções assinadas pelo colectivo Coruja. Depois a marca revelou a identidade dos artistas e inaugurou uma exposição dos seus trabalhos, dando o pontapé de saída ao arranque de uma plataforma de apoio à arte pública e urbana. Foi ainda instituído o Prémio Coruja para as Artes, que terá periodicidade anual.

6. A do WhatsApp
Descrito como o primeiro WhatsApp bar do mundo, o projecto Jameson St. Patrick’s Bar foi desenvolvido pela Fuel e pela Mindshare e consistia num espaço virtual em que os consumidores podiam ganhar convites para o evento Jameson Arraial St. Patrick’s. Grupos de quatro amigos registavam-se no site, depois um barman convidava-os para irem para o WhatsApp. A participação dos membros do grupo no WhatsApp dava direito a prémios, sendo que aqueles que tivessem mais pontos ganhavam entradas para o festa. O projecto do Primeiro WhatsApp Bar do Mundo tem sido distinguido em vários festivais de criatividade.

fox-life-palavra-mulher7. A do meio televisão
Em comparação com as congéneres internacionais, as marcas portugueses são tímidas em abordar questões sociais ou políticas. Este ano a Fox Life deu um bom exemplo ao criar uma acção que não tinha como objectivo promover a sua programação, mas sim ir ao encontro de uma causa do seu público-alvo. O canal juntou-se ao dicionário Priberam para redefinir o significado da palavra ‘mulher’. A definição que constava no dicionário já não reflectia a evolução do papel da mulher na sociedade, pelo que foi criado o movimento A Palavra Mulher Definida Por Nós e a plataforma digital www.palavramulher.pt para recolher contributos para actualizar o significado.  Projecto desenvolvido pela Fox Creative, a unidade criativa dos canais Fox.

visao8. A do meio imprensa
Não é uma campanha tradicional, mas é demonstrativo da capacidade de reinvenção do meio imprensa. A propósito do 25º aniversário a Visão organizou o evento Visão Fest que decorreu durante dois dias no Capitólio, em Lisboa. A programação, baseada nos conteúdos da revista e nos seus colaboradores, assentou em conversas, debates, concertos, momentos de humor e exposições de acesso gratuito. Havia ainda um espaço Visão Júnior. A Visão não está sozinha neste esforço de levar a publicação aos seus leitores. Sublinhe-se que outras revistas têm promovido eventos e que Público organizou o Festival P em Lisboa em Setembro de 2017 e no Porto em Março.

9. A mais emotiva de Natal 1
Uma história que remete para o imaginário do Natal e com uma imagem próxima da do cinema. O filme de Natal da NOS, desenvolvido pela Havas e produzido pela Ministério dos Filmes, com realização de Marco Martins, transformou o centro de Guimarães num território à medida de uma história com crianças, um rato e uma caixa mágica. Destaque também para a banda sonora de Nuno Maló.

10 A mais emotiva de Natal 2
Questões sociais e familiares como bullying, divórcio e amor na terceira idade já foram tema para as campanhas de Natal da Vodafone. Desta vez a marca entrou num território inédito na publicidade ao colocar a madrasta como figura central da campanha de Natal da Vodafone. O filme, criado pela JWT, com produção da Krypton e realização de Augusto Fraga, conseguiu ser no final do ano dos casos (cada vez mais raros) de colocar os consumidores a falar sobre o seu conteúdo nas conversas de café.

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O que pode ler na edição 959 do M&P

Destaca-se uma entrevista com Alberto Rui Pereira, CEO da IPG Mediabrands, que critica os milhões desperdiçados em campanhas publicitárias que não atingem os objetivos e a falta de métricas fiáveis

Na edição 959 do M&P destaca-se uma entrevista com Alberto Rui Pereira, CEO da IPG Mediabrands, que critica os milhões desperdiçados em campanhas publicitárias que não atingem os objetivos e a falta de métricas fiáveis. Aponta o dedo aos rankings de investimento publicitário da MediaMonitor e refere os desafios que se colocam às marcas e a quem as gere e planeia.

Na rubrica dedicada à criatividade, Como é que não me lembrei disto?, Nuno Leal, criativo sénior da Dentsu Creative Portugal, destaca o spot The Epic Split, da agência Forsman & Bodenfors para a Volvo, como o anúncio que gostaria de ter feito, enquanto a Ao Vivo ou Morto, para a associação Circuito, foi a campanha que mais gostou de fazer.

Na rubrica sobre marketers e gestores expatriados, De Portugal para o Mundo, João Pedro Silva, diretor regional de marketing da Nespresso para a Europa Ocidental, fala sobre a mudança de Lisboa para Lausana, na Suíça, e o desafio de interpretar as necessidades dos nove mercados que coordena.

A 17ª edição do QSP Summit dá o mote ao dossiê especial sobre o evento dedicado à gestão e ao marketing, e à entrevista com Rui Ribeiro, CEO do QSP Summit.

Na Opinião, João Paulo Luz, diretor de negócios digitais e publishing da Impresa, explica por que razões não vender é bom, Paula Cosme Pinto, comunicadora para a igualdade de género, faz o balanço da campanha Beleza Real da Dove, que assinala 20 anos desde o lançamento, e Pedro Simões Dias, fundador da Comporta Perfumes e advogado de proteção de direitos de marca, escreve sobre o preço nas marcas de luxo.

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Um quinto das agências de publicidade e telemarketing enfrenta dificuldades financeiras

“É verdade que, no mercado como um todo, os níveis de rentabilidade são relativamente reduzidos, por isso o risco de incumprimento é grande”, refere ao M&P, António Roquette, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP), em reação aos resultados do relatório Insight View 2024. No último ano, o setor cresceu 4%, mas 18% das companhias apresentam um risco de incumprimento elevado

Um quinto das agências de publicidade e das empresas de telemarketing (18%) enfrenta dificuldades financeiras, apresentando um risco de incumprimento elevado, avança o relatório Insight View 2024. Elaborado pela Iberinform, filial de informação da Atradius Crédito y Caución, empresa especializada em seguros de crédito, o documento tem por base a informação reportada pelas 4.646 agências criativas e pelas 147 empresas de telemarketing que participaram no estudo.

Dessas, 54% registam um risco de incumprimento médio e só 28% apresentam um nível de incumprimento baixo. Estas percentagens são apuradas numa altura em que a faturação cresce uma média de 4% ao ano.

“O nosso mercado não é diferente. Eu não conheço o estudo, mas o nosso setor é como os outros, tem bastante concorrência. Há empresas que têm uma maior performance do que outras. É verdade que, no mercado como um todo, os níveis de rentabilidade são relativamente reduzidos, por isso o risco de incumprimento é grande”, reconhece, em declarações ao M&P, António Roquette, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP).

“Existirem 18% de agências de publicidade e telemarketing em risco de incumprimento parece-me preocupante, mas não conheço a amostra. Se me estivesse a falar do universo dos associados da APAP, eu ficaria preocupadíssimo, mas não é o caso”, sublinha o responsável.

Em 2022, o volume de faturação foi de €1.880.338.757, apenas mais €80.461.101 do que os €1.799.877.656 registados em 2021. Em 2023, a evolução não deverá ser muito distinta. Os valores só serão tornados públicos pela Iberinform em julho. Segundo as previsões, os números não deverão sofrer grandes oscilações.

Das empresas abrangidas pelo estudo, todas elas com sede em território nacional, incluindo sucursais de multinacionais com operação em Portugal, 91% são microempresas, 8% são pequenas empresas e só 1% entra na categoria das médias empresas. A maioria tem menos de uma década. 17% foram constituídas no último ano, 27% têm entre dois e cinco anos e 21% têm entre seis e 10 anos.

As que estão no mercado há entre 11 anos e 15 anos representam apenas 14%, a mesma percentagem das que operam há entre 16 e 25 anos. As empresas com mais de 25 anos de atividade no mercado nacional não vão além dos 7%.

A reduzida dimensão destas estruturas empresariais é uma das causas apontadas para a taxa de exportação de 32% identificada no Insight View 2024.

“Tradicionalmente, o nosso mercado não é de exportação. Com a pandemia, a situação alterou-se porque também se alteraram os hábitos de inter-relação entre empresas. Acho que o bom trabalho começa a ser visto lá fora e até acho que há alguns bons exemplos de agências nacionais que têm conseguido exportar trabalhos”, refere António Roquette.

Telemarketing em contraciclo com agências de publicidade

Em 2023, surgiram em Portugal 396 agências de publicidade, mais oito do que as 388 constituídas no ano anterior, o que perfaz um crescimento de 2%. Em contrapartida, o número de novas empresas de telemarketing recuou 43%, descendo das 14 para as oito. Somando as duas categorias, o número de constituições aumentou de 402 para 404, o que corresponde a uma variação de 0,5%.

“Estes resultados indiciam uma tendência de crescimento moderado nas agências de publicidade, enquanto o segmento de telemarketing enfrenta uma redução significativa na criação das novas empresas”, refere a análise da Iberinform.

Em termos de localização, o distrito de Lisboa continua a liderar, com 43% das agências de publicidade e empresas de telemarketing a elegerem a região como base da operação. 17% das organizações que integram o estudo estão sediadas no distrito do Porto, 7% no de Setúbal. 6% no de Braga e 5% no de Faro. Os restantes 22% correspondem a empresas espalhadas pelas restantes regiões do país.

Taxa de exportação estabilizada

No período pós-pandemia, a realidade das agências de publicidade e das empresas de telemarketing não sofreu grandes alterações. “Em 2022, o setor registou um crescimento significativo em vários indicadores financeiros.

O volume de negócios aumentou 4%, passando de €1.799.877.656 em 2021 para €1.880.338.757 em 2022, evidenciando uma expansão sólida nas suas atividades comerciais”, revela a análise evolutiva que a Iberinform desenvolveu em exclusivo para o M&P.

Nesses dois anos, a taxa de exportação subiu de 31% em 2021 para 32% em 2022, percentagem que manteve em 2023, “refletindo um crescimento de 1%, o que aponta para um ligeiro, mas positivo, aumento da presença no mercado internacional”, explica a empresa.

A autonomia financeira dessas organizações, nesses dois anos, cresceu de 37% para 38%, percentagem que se repete em 2023. “Este acréscimo de 1% indica uma melhoria na capacidade das empresas do setor para financiar as suas operações com recursos próprios”, sublinha a Iberinform.

No período pós-pandemia, a solvabilidade das agências de publicidade e das empresas de telemarketing subiu de 60% para 62%, outra percentagem que se mantém em 2023.

“Esta variação de 2% demonstra uma maior capacidade das empresas para cumprir com as suas obrigações a longo prazo. Estes resultados sugerem uma trajetória de crescimento sustentável e uma melhoria da estabilidade financeira do setor”, refere a análise.

Em termos de evolução da dimensão, a tendência também tem sido de progressão. “As microempresas cresceram 5%, passando de 3.098 em 2021 para 3.238 em 2022, demonstrando uma expansão contínua neste segmento.

As pequenas empresas registaram um aumento significativo de 15%, subindo de 234 em 2021 para 268 em 2022, o que indica um forte dinamismo e crescimento neste grupo”, esclarece a Iberinform.

As médias empresas também cresceram, passando de 30 para 32. “Esta variação de 7% mostra uma expansão moderada”, analisa a consultora.

“Já o número de grandes empresas manteve-se estável, com seis empresas, tanto em 2021 como em 2022, sem variação. Estes resultados destacam um crescimento expressivo, especialmente nas pequenas empresas, refletindo uma tendência positiva no setor em termos de diversificação e expansão das empresas de menor dimensão”, avança ainda a análise da Iberinform.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

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Novas funcionalidades da Apple criam dificuldades aos anunciantes

As atualizações foram reveladas no evento anual de apresentação de novidades da Apple, a WWDC 2024, que começou a 10 de junho e termina a 14 de junho, na sede da empresa em Cupertino, na Califórnia

O ecossistema de produtos da Apple tem novas funcionalidades que vão dificultar a forma como as marcas e os anunciantes chegam aos consumidores, pondo em causa a visibilidade e o alcance das campanhas publicitárias. Uma nova categorização de emails e de notificações, e a priorização de conteúdos em páginas web que são mais relevantes para o utilizador, em detrimento da publicidade, são as funcionalidades em causa.

Uma das principais preocupações para os anunciantes e para as marcas é o impacto do novo modelo de IA no sistema de correio eletrónico Mail, como a capacidade de ordenar os emails com base na preferência prevista do utilizador. Isto significa que os emails que a IA considera não preferenciais, como por exemplo um anúncio, podem ficar no fundo da caixa de entrada de correio eletrónico.

A mesma preocupação aplica-se às notificações. A nova funcionalidade ‘Reduzir interrupções’, que apresenta apenas as notificações com as quais a IA espera que o utilizador se preocupe, uma inferência que o sistema faz com base nos dados que possui sobre o utilizador.

Outra das dificuldades é a nova funcionalidade ‘Destaques’, que utiliza a aprendizagem automática com base em IA para destacar o conteúdo de uma página web mais importante para o utilizador, por oposição ao conteúdo que não lhe interessa, como a publicidade. Tal como acontece com o marketing de correio eletrónico e de notificações, também nas páginas web os anunciantes vão ter de apresentar conteúdos que sejam ainda mais relevantes para o utilizador.

Estas funcionalidades foram reveladas no evento anual da Apple de apresentação de novidades, a Worldwide Developers Conference 2024 (WWDC), que começou a 10 de junho e termina a 14 de junho, na sede da Apple em Cupertino, na Califórnia.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

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Mercado publicitário global vai crescer 7,8% em 2024

Relatório do GroupM revê em alta crescimento da publicidade em 2024, impulsionado pela China e Estados Unidos. Mais de 70% das receitas de publicidade a nível global vão ser dominadas pelo ‘digital pure play’, que integram ‘social media e social vídeo’, ‘search’ e ‘retail media’, entre outros

O GroupM revê em alta o crescimento do mercado global de publicidade, indicando que as receitas em 2024 deverão aumentar 7,8% em relação a 2023, não abrangendo, no entanto, estimativas de evolução dos investimentos em publicidade em Portugal. O relatório de meio do ano This Year Next Year (TYNY), do GroupM, estima que o mercado mundial de publicidade ascenda a cerca de 990 mil milhões de dólares (€920,3 mil milhões), ultrapassando a previsão de dezembro de 2023 por 2,5 pontos percentuais.

O crescimento das receitas em 2024 deve-se sobretudo à revisão das previsões feitas para os mercados da China e Estados Unidos, que juntos representam 57,1% do total dos investimentos em publicidade. Mesmo que estes dois mercados sejam retirados da equação, o This Year Next Year continua a rever em alta os valores, apontando crescimentos de 6,9%, acima dos 6,5% previstos no final de 2023. A nível europeu destacam-se as estimativas de crescimento na Alemanha, anfitriã do Euro 2024, e em França, que recebe os Jogos Olímpicos de Paris. Ambos os países registam crescimentos face às últimas previsões, passando de 3,7% para 4,1% e de 8,3% para 8,6%, respetivamente.

O This Year Next Year (TYNY) investiga como é que fatores como tecnologia, cultura, Governo e economia vão impactar a publicidade nos próximos meses e anos. De acordo com esta análise, mais de 70% das receitas de publicidade a nível global vão ser dominadas pelo ‘digital pure play’, que integram ‘social media e social vídeo’, ‘search’ e ‘retail media’, entre outros.

As previsões apontam que o “social media e social vídeo’ recolha cerca de 35% dos investimentos publicitários a nível global em 2024. Estes formatos continuam a demonstrar uma enorme vitalidade, prevendo-se um crescimento de 9,9%, em 2024, acima dos 7,8% do mercado total. Isto reflete os mercados, geografias e faixas etárias em que a adoção de dispositivos que facilitam o acesso a plataformas e a conteúdos digitais ainda está em crescimento.

O ‘search’, por seu lado, regista um crescimento que se prevê estável ao longo dos próximos cinco anos, tendo em conta a maturidade deste segmento, que deverá fechar 2024 a representar cerca de 21% do total dos investimentos publicitários globais. O estudo destaca ainda o ‘retail media’, que se perfila como o segmento digital que cresce mais rapidamente, podendo representar 15,1% das receitas totais em publicidade em 2024, quando em 2014 não passava dos 1,5%.

Na televisão estima-se um crescimento de investimento de cerca de 2,7% , no conjunto da televisão linear com a televisão digital. Ao isolar a televisão linear, verifica-se uma erosão a nível global, de cerca de 0,2%, durante os próximos cinco anos. Quanto à publicidade em áudio, imprensa e cinema, o This Year Next Year antecipa um crescimento mais lento ou até declínios, enquanto a publicidade exterior (OOH) recupera da pandemia, ajudada pelas revisões em alta das estimativas para a China. A nível global, o OOH terminará 2024 com um crescimento de 11,5%, acima da média do mercado. O relatório antecipa ainda que a inteligência artificial pode, até 2029, influenciar 94,1% das receitas publicitárias, três anos antes do previsto.

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Netsonda investe €100 mil em inovação tecnológica

Além de uma nova aplicação móvel, desenvolvida internamente, que agiliza e segmenta a recolha de informação, a empresa de estudos de mercado está a utilizar soluções de IA para otimizar processos internos. Um dos objetivos é antecipar a entrega de resultados aos clientes

A Netsonda investiu €100 mil em inovação tecnológica para modernizar a empresa e agilizar e segmentar a recolha de informação sobre hábitos de consumo. De modo a disponibilizar mais rapidamente os dados que recolhe e processa aos clientes, está, desde o final do ano passado, a recorrer a soluções de inteligência artificial (IA) para melhorar a produtividade, otimizando processos internos.

“Sempre quisemos ser disruptivos e, para aumentar a nossa capacidade de resposta, estamos a investir fortemente em IA em toda a nossa cadeia de valor, desde a produção de briefings até, no limite, à produção de relatórios, passando por aspetos como o controlo de qualidade, a recolha de informação e a validação de bases de dados e da qualidade das respostas abertas. São muitas etapas envolvidas na produção de estudos de mercado em que a podemos usar”, explica ao M&P Tiago Cabral, CEO da Netsonda.

Libertar os colaboradores de procedimentos burocráticos menores é uma das pretensões. “O investimento nestas ferramentas permite que os nossos consultores se concentrem mais em tarefas de valor acrescentado e na gestão de insights para os nossos clientes, sempre na ótica de lhes entregarmos as respostas de forma atempada, quando os clientes precisam delas e ainda estão atualizadas e não com algum desfasamento”, justifica o responsável, que é também um dos sócios da empresa.

Nova app agiliza recolha de dados

Para simplificar a recolha de informação e conseguir uma maior segmentação das amostras que usa para os estudos que desenvolve, a Netsonda acaba também de renovar a aplicação móvel que disponibiliza aos membros da Comunidade Netsonda. Desenvolvida internamente pela empresa, recolhe informação fidedigna em tempo real e melhora a experiência de utilizador dos 17 mil painelistas que já a descarregaram.

“Esta nova app é um upgrade da que tínhamos e, além de permitir os estudos tradicionais que fazemos, conta com novos desenvolvimentos que possibilitam a realização de estudos de geolocalização”, explica Tiago Cabral.

A realização de estudos rápidos é outra das inovações da plataforma tecnológica. “As pessoas do painel que descarreguem a app respondem, de um modo divertido, a umas três, quatro ou cinco perguntas, no espaço de um minuto. Estes estudos servem para vários fins e temos clientes que os procuram”, justifica o responsável. Reforçar a Comunidade Netsonda com novos painelistas, atraindo consumidores mais jovens para as amostras que servem de base aos estudos, é outra das ambições da renovação da aplicação móvel.

“A nova geração é mais mobile do que email. Esta app está mais ligada à gamificação, conseguimos interagir com imagens e permitimos que as pessoas, apenas com o seu telemóvel, consigam participar nos estudos, respondendo a perguntas simples. À hora de almoço, podemos perguntar-lhes o que comeram ao pequeno-almoço ou se vão almoçar ou jantar fora, informações sobre os hábitos de consumo que podem ser bastante úteis para as marcas”, esclarece Tiago Cabral.

Ainda em fase de testes, a nova aplicação, disponível para os sistemas operativos iOS e Android, diversifica a oferta da empresa, que pode, assim, disponibilizar inquéritos mais simples e mais rápidos de preencher. Tê-la nos telemóveis dos 250 mil membros da Comunidade Netsonda é o objetivo da empresa, que vai continuar a investir em tecnologia para aumentar a competitividade.

“Iremos continuar a ter uma grande fatia do nosso orçamento alocada a projetos de inovação. Alguns estavam na prateleira há vários anos, mas estamos a recuperá-los. Somos uma empresa 100% portuguesa, constituída a 100% por acionistas privados, todos com um foco muito grande na inovação”, assegura o dirigente.

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Expresso e SIC já têm Carta de Princípios para o uso de IA

A utilização de IA pelos jornalistas do Expresso e da SIC já inclui valências que vão desde a automação de tarefas repetitivas, até à conversão de formatos, auxílio na pesquisa e investigação, ou recomendações e apoio na produção de peças jornalísticas.

Os conselhos de redação do Expresso e da SIC aprovaram uma Carta de Princípios para o uso de inteligência artificial (IA), que lista um conjunto de normas e práticas a respeitar no exercício do jornalismo, onde se destacam as áreas de qualidade e responsabilidade pelo conteúdo, transparência, propriedade intelectual e fontes de informação, entre outras.

“O grupo Impresa tem um vasto histórico de pioneirismo na adoção de tecnologias que nos permitem evoluir nos formatos em que chegamos aos públicos e inovar na forma como produzimos jornalismo de referência. Este é mais um passo nesse sentido, porque nos permite incorporar uma tecnologia essencial para melhorar o nosso trabalho, mas também minimizar os perigos que o mau uso da IA pode trazer para a objetividade e transparência do jornalismo”, afirma João Vieira Pereira, diretor do Expresso, em comunicado de imprensa.

A utilização de IA pelos jornalistas do Expresso e da SIC já inclui valências que vão desde a automação de tarefas repetitivas, até à conversão de formatos, auxílio na pesquisa e investigação, ou recomendações e apoio na produção de peças jornalísticas. Os órgãos do grupo Impresa são os primeiros a anunciar em Portugal uma Carta de Princípios sobre a forma como os jornalistas e colaboradores podem utilizar a IA.

“A inteligência artificial nunca substituirá o papel fundamental que os jornalistas têm e terão sempre na produção de jornalismo de qualidade e que cumpre os princípios deontológicos da profissão. Mas é, sem dúvida, uma ferramenta que pode ajudar-nos a melhorar o que fazemos, desde que devidamente enquadrada e com regras claras sobre a sua utilização. É isso que esta Carta de Princípios se propõe garantir”, diz Ricardo Costa, diretor-geral de informação do grupo Impresa e diretor de informação da SIC.

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Global conquista conta da Westwing e da Editorial Presença

Para a Westwing, a Global vai desenvolver a estratégia de relações públicas e de marketing de influência para a entrada da marca alemã no mercado português. Para a Editorial Presença, tratará da assessoria de imprensa e relações públicas do lançamento do romance histórico Vitória de Inglaterra

A agência de comunicação Global acaba de ampliar o portefólio de clientes internacionais, com a conta da Westwing, loja online de decoração alemã que chegou a Portugal a 22 de maio. A Global foi escolhida também pela Editorial Presença para tratar da assessoria de imprensa do lançamento do romance histórico Vitória de Inglaterra – A Rainha que Amou e Ameaçou Portugal, escrito por Isabel Machado.

Para a Westwing, a Global vai desenvolver a estratégia de relações públicas e de marketing de influência para a entrada da marca alemã no mercado nacional, trabalhando a nível da sua visibilidade e notoriedade. “É com grande entusiasmo que aceitamos este desafio de contribuir para o sucesso de uma marca tão inspiradora em Portugal. A Global conta com um vasto histórico e ‘know-how’ na comunicação de marcas de ‘lifestyle’ e, como tal, estamos confiantes de que vamos potenciar a visibilidade e notoriedade da Westwing”, refere Isabel Jorge de Carvalho, CEO da Global, em comunicado de imprensa.

Para a Editorial Presença, a Global vai tratar da assessoria de imprensa e relações públicas para promover o mais recente lançamento da chancela Manuscrito, o romance histórico Vitória de Inglaterra, a Rainha que Amou e Ameaçou Portugal. “Foi com entusiasmo que aceitámos o desafio de promover esta obra de Isabel Machado, concebendo uma estratégia de assessoria de imprensa e de relações públicas que lhe permita alcançar o destaque que merece. Acreditamos que a nossa experiência e know-how nestas áreas serão fundamentais para potenciar a visibilidade e notoriedade da autora e deste romance”, afirma a CEO da Global.

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Yolanda Hopkins é a primeira embaixadora da BYD em Portugal

Para a marca chinesa de automóveis elétricos, o alinhamento de valores com a surfista é o que torna esta parceria simbiótica, a nível do posicionamento da BYD em termos de liderança e sustentabilidade. Nascida em Faro, Yolanda Hopkins é a desportista nacional com mais vitórias no surf feminino e vai representar Portugal nos próximos Jogos Olímpicos

A surfista profissional Yolanda Hopkins, que irá representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, é a nova embaixadora nacional da BYD e a primeira que o fabricante de automóveis nomeia em Portugal. Enquanto rosto da marca, a atleta irá conduzir o BYD ATTO 3 no dia a dia, partilhando a experiência com a comunidade de seguidores nas redes sociais. Tendo por base esta relação, a BYD pretende desenvolver novos projetos em conjunto com a surfista.

Para a marca chinesa de automóveis elétricos, o alinhamento de valores com a surfista é o que torna esta parceria simbiótica, a nível do posicionamento da BYD em termos de liderança e sustentabilidade. “A Yolanda já conquistou marcos históricos no surf nacional e internacional e destaca-se como uma das melhores do mundo. A BYD revê-se nestas conquistas e nos valores de liderança, ambição, confiança e perseverança que transmite. É uma honra para nós apoiar atletas de excelência”, afirma Pedro Cordeiro COO da BYD em Portugal, em comunicado de imprensa.

“Para mim é um orgulho enorme ser a primeira embaixadora da BYD em Portugal. Identifico-me totalmente com os valores de ambição, liderança e sustentabilidade da marca, com o design inovador dos seus automóveis e com a tecnologia revolucionária. Ambos temos o mesmo lema na vida: Build your Dreams, que é sempre, o que procuro todos os dias”, afirma Yolanda Hopkins, citada em comunicado de imprensa.

Nascida em Faro, no Algarve, a desportista tem vindo desde cedo a traçar um percurso de sucesso no surf. Nos últimos anos, alcançou diversas conquistas e, atualmente, é líder nacional no que toca a vitórias nacionais e internacionais do surf feminino. A atleta participa e contribui ativamente para a proteção e desenvolvimento sustentável dos oceanos, colaborando com associações locais e mundiais através da O’Neill Europa.

 

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Com recurso à IA, Mindshare reduz em 41% pegada de carbono da campanha da Milhafre (com vídeo)

A recolha e utilização de dados mais precisos, a segmentação e definição de públicos-alvo, e a seleção de momentos estratégicos para comunicar são alguns dos fatores que contribuíram para que a campanha seja mais eficiente do que a norma

A Mindshare desenvolveu uma campanha de vídeo para a Milhafre, cujo planeamento de meios conseguiu reduzir em 41% as emissões de carbono e em menos 16% a intensidade carbónica, comparativamente a campanhas semelhantes, através do recurso à inteligência artificial (IA).

A campanha da agência de meios do GroupM, que integra a holding WPP,  foi desenvolvida já com o propósito de minimizar o seu impacto ambiental e de dar vida ao mote da marca açoriana de lacticínios, ‘Quando tiramos menos da natureza é quando ela nos oferece mais’.

“O propósito de Milhafre inspirou-nos a dar um passo na direção de um mundo em que a publicidade pode fazer mais pelas pessoas e pelo nosso planeta. É o que gostamos na Mindshare de chamar o uso intencional de media, aliando imaginação aos dados e à tecnologia”, salienta Teresa Oliveira, diretora-geral da Mindshare, em comunicado de imprensa.

A solução baseada em IA foi criada em parceria com a Greenbids, empresa que desenvolve soluções de sustentabilidade em publicidade, e que conseguiu automatizar a entrega no ponto ideal entre menos carbono e mais desempenho, o que maximizou a eficiência da campanha. A recolha e utilização de dados mais precisos, a segmentação e definição de públicos-alvo específicos, e a seleção dos momentos mais estratégicos para garantir uma maior exposição junto dos targets definidos foram alguns dos fatores que contribuíram para a criação de uma campanha mais eficiente do que a norma, com uma redução da pegada de carbono equivalente à produção de quase mil garrafas de água.

“A indústria dos dados, que também são usados no setor publicitário, requer grandes necessidades energéticas, resultando num impacto ambiental visível sobretudo ao nível das emissões. De forma inovadora e pela primeira vez em Portugal, utilizámos IA para melhorar o reconhecimento de marca e, ao mesmo tempo, reduzir a pegada carbónica associada a este tipo de campanhas”, explica Diogo Marnoto, diretor de soluções mediáticas do GroupM, citado em nota de imprensa.

A campanha teve como base uma estratégia de vídeo integrada, composta por três formatos: anúncios precedentes aos conteúdos, anúncios externos em vídeo e anúncios do YouTube. A segmentação dos públicos-alvo foi planeada para alcançar utilizadores entre os 18 e os 54 anos, com interesses específicos em áreas como a culinária ou a família, mas também ecologistas ou entusiastas de atividades ao ar livre.

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Galp convida todos a apoiar a seleção nacional no Euro 2024 (com vídeo)

A campanha criada pel’O Escritório, com produção da Film Brokers e da Playground, tem como protagonistas Luís Figo, Bernardo Silva (na foto), Nuno Markl, Cláudia Lopes e Gabriela Barros e estará presente em televisão, rádio, múpis e digital

A Galp acaba de lançar a nova campanha de apoio à seleção nacional para o Euro 2024, sob o mote ‘Não tens de saber de futebol para gostar de Portugal. Toda a energia é bem-vinda’. A campanha d’O Escritório convida todos a apoiarem a seleção nacional no Campeonato Europeu de Futebol 2024, até os que comemoram golos nas repetições dos lances ou os que não fazem ideia do que seja um fora-de-jogo.

A Galp, que patrocina a seleção portuguesa de futebol desde 1999, acredita que não é preciso ser um entusiasta de futebol ou um conhecedor profundo das regras do jogo para, de dois em dois anos, o país unir-se em torno da televisão para apoiar Portugal nas fases finais das grandes competições. Foi essa visão que deu origem ao conceito desta nova campanha, que parte de uma adaptação da música ‘Nada de Nada’, de João Pedro Pais, para capturar o espírito de um país com a energia focada num interesse comum, as vitórias de Portugal.

Luís Figo, Bernardo Silva, Nuno Markl, Claúdia Lopes e Gabriela Barros são os protagonistas da campanha que conta com produção da Playground e da Film Brokers. “As fases finais de grandes competições são sempre momentos privilegiados para reforçarmos a nossa ligação aos milhões de portugueses que confiam na Galp no seu dia-a-dia. Esta parceria de quase 25 anos com a seleção nacional tem permitido criar momentos inesquecíveis, que cruzam a emoção do desporto com mensagens que fazem parte do ADN da Galp. Nesta campanha, voltamos a fazê-lo, com humor à mistura, para sinalizar que toda a energia é bem-vinda quando nos mobilizamos em torno de objetivos comuns”, destaca Rute Gonçalves, diretora de marca, marketing e conveniência da Galp, em nota de imprensa.

A campanha, que contou com a direção executiva de Nuno Jerónimo d’O Escritório e a realização de Cristiana Miranda, estará presente em televisão, rádio, múpis e digital. Além da campanha multimeios, a Galp apresenta uma campanha de oferta de 30 bilhetes e viagens para jogos do Euro 2024, incluindo um bilhete e uma viagem dupla para a final, através da app Mundo Galp. Adicionalmente, em função da progressão da seleção portuguesa no campeonato a Galp vai celebrar com os clientes, através de descontos crescentes em combustível.

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