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Netaudience: TVI segura a liderança, JN mantém 3º lugar

No mês de dezembro, os dois primeiros lugares do pódio mantiveram-se inalterados em relação aos meios de comunicação social com maior alcance digital em Portugal. TVI e SIC lideram o ranking, com […]

Sónia Ramalho
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Netaudience: TVI segura a liderança, JN mantém 3º lugar

No mês de dezembro, os dois primeiros lugares do pódio mantiveram-se inalterados em relação aos meios de comunicação social com maior alcance digital em Portugal. TVI e SIC lideram o ranking, com […]

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No mês de dezembro, os dois primeiros lugares do pódio mantiveram-se inalterados em relação aos meios de comunicação social com maior alcance digital em Portugal. TVI e SIC lideram o ranking, com o Jornal de Notícias a manter o terceiro lugar, à frente do Expresso, que sobe à quarta posição, e ao  Correio da Manhã, que desce ao quinto lugar.

TVI mantém o primeiro lugar, com um reach de 3 milhões e 057 mil pessoas, abaixo dos 3 milhões e 144 mil pessoas de novembro. A SIC mantém-se em segundo lugar, com  2 milhões e 875 mil pessoas, abaixo dos 2 milhões e 991 mil pessoas alcançadas em novembro, através das suas plataformas digitais. O Jornal de Notícias mantém o terceiro lugar com 2 milhões e 513 mil pessoas.

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O Expresso sobe para a quarta posição, com um alcance de 2 milhões e 349 mil pessoas, e o Correio da Manhã desce para o quinto lugar com 2 milhões e 343 mil pessoas, tendo a NIT descido para o sexto lugar da tabela com  um alcance digital de 2 milhões e 087 mil pessoas. O Observador (que entrou nos dados auditados netAudience em julho), manteve o sétimo lugar, com 1 milhão e 977 mil pessoas.

Entre os títulos generalistas, o Diário de Notícias subiu ao 10º lugar, com um reach de 1,861 milhões de pessoas e a RTP desceu para o 16º lugar com um alcance de 1,177 milhões de pessoas.

Entre os títulos de informação económica, o Jornal de Negócios manteve para a liderança com um alcance de 1,179 milhões de pessoas, tento o Dinheiro Vivo passado para segundo lugar com um alcance de 515 mil pessoas.  O Jornal Económico abandonou o ranking da Marktest no início do ano.

No segmento desportivo, o Record continua a liderar com um reach de 1,55 milhões de pessoas, abaixo das 1,69 milhões de pessoas alcançadas em novembro. O Jogo mantém a segunda posição, com um reach de 1,30 milhões de pessoas, abaixo das 1,51 milhões de pessoas de novembro. O site MaisFutebol, em terceiro, com um reach de 968 mil  pessoas em dezembro, abaixo das 1,09 milhões de pessoas  em novembro.

Entre os canais de televisão, além da TVI e da SIC, que ocupam os dois primeiros lugares no ranking geral, segue-se a RTP, que desceu ao 14º lugar com um alcance de 1,177 milhões de pessoas.

Nas rádios, a TSF segurou a posição de estação com maior alcance digital em Portugal com um reach de 1,065 milhões de pessoas, tendo a RFM subido para segundo lugar com um reach de 787 mil pessoas em dezembro, acima das  728 mil em novembro. A Renascença passou para o terceiro lugar, tendo descido de 771 mil pessoas em novembro para 564 mil pessoas em dezembro. Segue-se a Rádio Comercial, cujo reach digital desce de 376 mil em nevembro para 238 mil em dezembro. A M80 cai de um reach digital de  97 mil pessoas em novembro para 65 mil pessoas em dezembro.

Media Capital mantém o segundo lugar com um reach multiplataforma de 4 milhões e 001 mil pessoas. O Global Media Group manteve o terceiro lugar com um alcance de 3,932 milhões de pessoas em dezembro, tendo a Impresa mantido o quarto lugar com um reach de 3 ,736 milhões de pessoas. A Medialivre (ex Cofina) manteve  o quinto lugar com 3,637 milhões de pessoas.

Observador manteve o sétimo lugar com 1,997 milhões de pessoas e a RTP o oitavo lugar com 1,177 milhões de pessoas. O grupo Renascença Multimédia manteve o nono lugar, com um alcance de 1,173 milhões de pessoas e a Bauer Media Audio Portugal manteve o décimo lugar, com um alcance de 338 mil pessoas.

O ranking NetAudience apresenta, desde maio de 2019, os números relativos ao reach agregado dos títulos que integram a rede Nónio: aproximadamente 5 milhões e 295 mil pessoas alcançadas em multiplataforma no último mês.

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Media e fabricantes perdem anualmente €1,8 milhões em pirataria e contrafação

17% dos portugueses admite utilizar canais ilegais online para assistir a transmissões desportivas e 8% da população entre os 15 e os 24 anos adquire deliberadamente equipamento desportivo falso através da internet, revela estudo do EUIPO. Duas novas campanhas pretendem reduzir as infrações

A transmissão ilegal online de conteúdos e de eventos desportivos em direto gera anualmente mil milhões de euros de receitas ilícitas na União Europeia, um montante que as empresas de media perdem, revela um estudo do Instituto da Propriedade Intelectual da UE (EUIPO). A esse valor acresce uma perda total estimada de €851 milhões por ano de receitas para os fabricantes de equipamentos desportivos por causa da contrafação, o que equivale a 11% do total de vendas no setor.

Em Portugal, os prejuízos atingem os €12,9 milhões, motivados por uma redução de vendas estimada em 11,9%, refere o estudo europeu. “17% dos cidadãos portugueses acederam ou transmitiram conteúdos de fontes digitais ilegais para ver eventos desportivos, sendo que a percentagem entre os jovens dos 15 aos 24 anos foi de 34%”, revela o EUIPO em comunicado.

Segundo o estudo, o streaming é o método mais popular de acesso a conteúdos televisivos ilícitos, com 58% da pirataria na UE a ocorrer através de transmissão e 32% através de download. “8% dos jovens portugueses entre os 15 e os 24 anos adquiriram deliberadamente equipamento desportivo falso através da internet”, avança o documento.

“Este valor não inclui a economia paralela de equipamento desportivo como camisolas e calçado de futebol falsos, que representam uma parte significativa do total de €12 mil milhões de contrafações de vestuário na Europa por ano”, refere a EUIPO, que acaba de lançar duas campanhas de sensibilização, em complemento da Agorateka, uma ferramenta desenvolvida pelo instituto que ajuda os espetadores a identificar ofertas legais de conteúdos online, incluindo eventos desportivos.

Para reduzir o número de transmissões ilegais e combater a pirataria online de eventos desportivos e outros eventos ao vivo, o instituto estabeleceu também contactos com uma rede de autoridades administrativas nacionais. Além dessa campanha, está a dinamizar uma outra que apela ao combate à contrafação através de uma maior aplicação da lei e sensibilização, “para a qual o EUIPO contribui através de esforços de divulgação, implementação e monitorização”, esclarece ainda a instituição.

“Ao desfrutarmos da emoção da competição, é crucial jogar limpo. Os direitos de propriedade intelectual subjacentes a estes eventos protegem e reforçam as nossas experiências enquanto adeptos, apoiam os nossos atletas e inspiram futuros campeões. Ao assistir às emissões oficiais e ao comprar produtos licenciados, asseguramos que os nossos desportos amadores continuam a prosperar durante as gerações vindouras”, afirma João Negrão, diretor executivo do EUIPO.

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Wieden+Kennedy London assina campanha da Nike Football protagonizada por Mbappé, Haaland e Vini Jr (com vídeo)

Procurando capitalizar o interesse que o UEFA Euro 2024, que se realiza entre 14 de junho e 14 de julho na Alemanha, está a despertar um pouco por todo o mundo, o novo filme publicitário da submarca da Nike está a ser promovido nas redes sociais da insígnia

Os futebolistas Kylian Mbappé, Erling Haaland e Vinícius Júnior, também conhecido como Vini Jr, são os protagonistas da nova campanha publicitária global da Nike Football, desenvolvida e produzida pela Wieden+Kennedy London. Lançada em pleno campeonato europeu de futebol, Awaken Your Madness conta também com a participação especial de Ronaldinho Gaúcho, ex-futebolista brasileiro. Ao som de “There’s something wrong with you”, clássico de Screamin’ Jay Hawkins, o trio de desportistas apela à superação num filme de dois minutos e 22 segundos.

Além da televisão e dos suportes digitais, a campanha está a ser promovida nas redes sociais da marca, procurando capitalizar o interesse que o UEFA Euro 2024, que se realiza entre 14 de junho e 14 de julho na Alemanha, está a despertar em todo o mundo. O filme publicitário explora os rituais e as superstições dos protagonistas. “Há algo de especial que separa os que se encontram no topo de todos os outros” é a mensagem que a insígnia procura transmitir na nova campanha, informa a Nike Football no X. A Wieden+Kennedy colabora com a Nike desde 1982.

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O que pode ler na edição 959 do M&P

Destaca-se uma entrevista com Alberto Rui Pereira, CEO da IPG Mediabrands, que critica os milhões desperdiçados em campanhas publicitárias que não atingem os objetivos e a falta de métricas fiáveis

Na edição 959 do M&P destaca-se uma entrevista com Alberto Rui Pereira, CEO da IPG Mediabrands, que critica os milhões desperdiçados em campanhas publicitárias que não atingem os objetivos e a falta de métricas fiáveis. Aponta o dedo aos rankings de investimento publicitário da MediaMonitor e refere os desafios que se colocam às marcas e a quem as gere e planeia.

Na rubrica dedicada à criatividade, Como é que não me lembrei disto?, Nuno Leal, criativo sénior da Dentsu Creative Portugal, destaca o spot The Epic Split, da agência Forsman & Bodenfors para a Volvo, como o anúncio que gostaria de ter feito, enquanto a Ao Vivo ou Morto, para a associação Circuito, foi a campanha que mais gostou de fazer.

Na rubrica sobre marketers e gestores expatriados, De Portugal para o Mundo, João Pedro Silva, diretor regional de marketing da Nespresso para a Europa Ocidental, fala sobre a mudança de Lisboa para Lausana, na Suíça, e o desafio de interpretar as necessidades dos nove mercados que coordena.

A 17ª edição do QSP Summit dá o mote ao dossiê especial sobre o evento dedicado à gestão e ao marketing, e à entrevista com Rui Ribeiro, CEO do QSP Summit.

Na Opinião, João Paulo Luz, diretor de negócios digitais e publishing da Impresa, explica por que razões não vender é bom, Paula Cosme Pinto, comunicadora para a igualdade de género, faz o balanço da campanha Beleza Real da Dove, que assinala 20 anos desde o lançamento, e Pedro Simões Dias, fundador da Comporta Perfumes e advogado de proteção de direitos de marca, escreve sobre o preço nas marcas de luxo.

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Um quinto das agências de publicidade e telemarketing enfrenta dificuldades financeiras

“É verdade que, no mercado como um todo, os níveis de rentabilidade são relativamente reduzidos, por isso o risco de incumprimento é grande”, refere ao M&P, António Roquette, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP), em reação aos resultados do relatório Insight View 2024. No último ano, o setor cresceu 4%, mas 18% das companhias apresentam um risco de incumprimento elevado

Um quinto das agências de publicidade e das empresas de telemarketing (18%) enfrenta dificuldades financeiras, apresentando um risco de incumprimento elevado, avança o relatório Insight View 2024. Elaborado pela Iberinform, filial de informação da Atradius Crédito y Caución, empresa especializada em seguros de crédito, o documento tem por base a informação reportada pelas 4.646 agências criativas e pelas 147 empresas de telemarketing que participaram no estudo.

Dessas, 54% registam um risco de incumprimento médio e só 28% apresentam um nível de incumprimento baixo. Estas percentagens são apuradas numa altura em que a faturação cresce uma média de 4% ao ano.

“O nosso mercado não é diferente. Eu não conheço o estudo, mas o nosso setor é como os outros, tem bastante concorrência. Há empresas que têm uma maior performance do que outras. É verdade que, no mercado como um todo, os níveis de rentabilidade são relativamente reduzidos, por isso o risco de incumprimento é grande”, reconhece, em declarações ao M&P, António Roquette, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP).

“Existirem 18% de agências de publicidade e telemarketing em risco de incumprimento parece-me preocupante, mas não conheço a amostra. Se me estivesse a falar do universo dos associados da APAP, eu ficaria preocupadíssimo, mas não é o caso”, sublinha o responsável.

Em 2022, o volume de faturação foi de €1.880.338.757, apenas mais €80.461.101 do que os €1.799.877.656 registados em 2021. Em 2023, a evolução não deverá ser muito distinta. Os valores só serão tornados públicos pela Iberinform em julho. Segundo as previsões, os números não deverão sofrer grandes oscilações.

Das empresas abrangidas pelo estudo, todas elas com sede em território nacional, incluindo sucursais de multinacionais com operação em Portugal, 91% são microempresas, 8% são pequenas empresas e só 1% entra na categoria das médias empresas. A maioria tem menos de uma década. 17% foram constituídas no último ano, 27% têm entre dois e cinco anos e 21% têm entre seis e 10 anos.

As que estão no mercado há entre 11 anos e 15 anos representam apenas 14%, a mesma percentagem das que operam há entre 16 e 25 anos. As empresas com mais de 25 anos de atividade no mercado nacional não vão além dos 7%.

A reduzida dimensão destas estruturas empresariais é uma das causas apontadas para a taxa de exportação de 32% identificada no Insight View 2024.

“Tradicionalmente, o nosso mercado não é de exportação. Com a pandemia, a situação alterou-se porque também se alteraram os hábitos de inter-relação entre empresas. Acho que o bom trabalho começa a ser visto lá fora e até acho que há alguns bons exemplos de agências nacionais que têm conseguido exportar trabalhos”, refere António Roquette.

Telemarketing em contraciclo com agências de publicidade

Em 2023, surgiram em Portugal 396 agências de publicidade, mais oito do que as 388 constituídas no ano anterior, o que perfaz um crescimento de 2%. Em contrapartida, o número de novas empresas de telemarketing recuou 43%, descendo das 14 para as oito. Somando as duas categorias, o número de constituições aumentou de 402 para 404, o que corresponde a uma variação de 0,5%.

“Estes resultados indiciam uma tendência de crescimento moderado nas agências de publicidade, enquanto o segmento de telemarketing enfrenta uma redução significativa na criação das novas empresas”, refere a análise da Iberinform.

Em termos de localização, o distrito de Lisboa continua a liderar, com 43% das agências de publicidade e empresas de telemarketing a elegerem a região como base da operação. 17% das organizações que integram o estudo estão sediadas no distrito do Porto, 7% no de Setúbal. 6% no de Braga e 5% no de Faro. Os restantes 22% correspondem a empresas espalhadas pelas restantes regiões do país.

Taxa de exportação estabilizada

No período pós-pandemia, a realidade das agências de publicidade e das empresas de telemarketing não sofreu grandes alterações. “Em 2022, o setor registou um crescimento significativo em vários indicadores financeiros.

O volume de negócios aumentou 4%, passando de €1.799.877.656 em 2021 para €1.880.338.757 em 2022, evidenciando uma expansão sólida nas suas atividades comerciais”, revela a análise evolutiva que a Iberinform desenvolveu em exclusivo para o M&P.

Nesses dois anos, a taxa de exportação subiu de 31% em 2021 para 32% em 2022, percentagem que manteve em 2023, “refletindo um crescimento de 1%, o que aponta para um ligeiro, mas positivo, aumento da presença no mercado internacional”, explica a empresa.

A autonomia financeira dessas organizações, nesses dois anos, cresceu de 37% para 38%, percentagem que se repete em 2023. “Este acréscimo de 1% indica uma melhoria na capacidade das empresas do setor para financiar as suas operações com recursos próprios”, sublinha a Iberinform.

No período pós-pandemia, a solvabilidade das agências de publicidade e das empresas de telemarketing subiu de 60% para 62%, outra percentagem que se mantém em 2023.

“Esta variação de 2% demonstra uma maior capacidade das empresas para cumprir com as suas obrigações a longo prazo. Estes resultados sugerem uma trajetória de crescimento sustentável e uma melhoria da estabilidade financeira do setor”, refere a análise.

Em termos de evolução da dimensão, a tendência também tem sido de progressão. “As microempresas cresceram 5%, passando de 3.098 em 2021 para 3.238 em 2022, demonstrando uma expansão contínua neste segmento.

As pequenas empresas registaram um aumento significativo de 15%, subindo de 234 em 2021 para 268 em 2022, o que indica um forte dinamismo e crescimento neste grupo”, esclarece a Iberinform.

As médias empresas também cresceram, passando de 30 para 32. “Esta variação de 7% mostra uma expansão moderada”, analisa a consultora.

“Já o número de grandes empresas manteve-se estável, com seis empresas, tanto em 2021 como em 2022, sem variação. Estes resultados destacam um crescimento expressivo, especialmente nas pequenas empresas, refletindo uma tendência positiva no setor em termos de diversificação e expansão das empresas de menor dimensão”, avança ainda a análise da Iberinform.

Sobre o autorLuis Batista Gonçalves

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Novas funcionalidades da Apple criam dificuldades aos anunciantes

As atualizações foram reveladas no evento anual de apresentação de novidades da Apple, a WWDC 2024, que começou a 10 de junho e termina a 14 de junho, na sede da empresa em Cupertino, na Califórnia

O ecossistema de produtos da Apple tem novas funcionalidades que vão dificultar a forma como as marcas e os anunciantes chegam aos consumidores, pondo em causa a visibilidade e o alcance das campanhas publicitárias. Uma nova categorização de emails e de notificações, e a priorização de conteúdos em páginas web que são mais relevantes para o utilizador, em detrimento da publicidade, são as funcionalidades em causa.

Uma das principais preocupações para os anunciantes e para as marcas é o impacto do novo modelo de IA no sistema de correio eletrónico Mail, como a capacidade de ordenar os emails com base na preferência prevista do utilizador. Isto significa que os emails que a IA considera não preferenciais, como por exemplo um anúncio, podem ficar no fundo da caixa de entrada de correio eletrónico.

A mesma preocupação aplica-se às notificações. A nova funcionalidade ‘Reduzir interrupções’, que apresenta apenas as notificações com as quais a IA espera que o utilizador se preocupe, uma inferência que o sistema faz com base nos dados que possui sobre o utilizador.

Outra das dificuldades é a nova funcionalidade ‘Destaques’, que utiliza a aprendizagem automática com base em IA para destacar o conteúdo de uma página web mais importante para o utilizador, por oposição ao conteúdo que não lhe interessa, como a publicidade. Tal como acontece com o marketing de correio eletrónico e de notificações, também nas páginas web os anunciantes vão ter de apresentar conteúdos que sejam ainda mais relevantes para o utilizador.

Estas funcionalidades foram reveladas no evento anual da Apple de apresentação de novidades, a Worldwide Developers Conference 2024 (WWDC), que começou a 10 de junho e termina a 14 de junho, na sede da Apple em Cupertino, na Califórnia.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

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Mercado publicitário global vai crescer 7,8% em 2024

Relatório do GroupM revê em alta crescimento da publicidade em 2024, impulsionado pela China e Estados Unidos. Mais de 70% das receitas de publicidade a nível global vão ser dominadas pelo ‘digital pure play’, que integram ‘social media e social vídeo’, ‘search’ e ‘retail media’, entre outros

O GroupM revê em alta o crescimento do mercado global de publicidade, indicando que as receitas em 2024 deverão aumentar 7,8% em relação a 2023, não abrangendo, no entanto, estimativas de evolução dos investimentos em publicidade em Portugal. O relatório de meio do ano This Year Next Year (TYNY), do GroupM, estima que o mercado mundial de publicidade ascenda a cerca de 990 mil milhões de dólares (€920,3 mil milhões), ultrapassando a previsão de dezembro de 2023 por 2,5 pontos percentuais.

O crescimento das receitas em 2024 deve-se sobretudo à revisão das previsões feitas para os mercados da China e Estados Unidos, que juntos representam 57,1% do total dos investimentos em publicidade. Mesmo que estes dois mercados sejam retirados da equação, o This Year Next Year continua a rever em alta os valores, apontando crescimentos de 6,9%, acima dos 6,5% previstos no final de 2023. A nível europeu destacam-se as estimativas de crescimento na Alemanha, anfitriã do Euro 2024, e em França, que recebe os Jogos Olímpicos de Paris. Ambos os países registam crescimentos face às últimas previsões, passando de 3,7% para 4,1% e de 8,3% para 8,6%, respetivamente.

O This Year Next Year (TYNY) investiga como é que fatores como tecnologia, cultura, Governo e economia vão impactar a publicidade nos próximos meses e anos. De acordo com esta análise, mais de 70% das receitas de publicidade a nível global vão ser dominadas pelo ‘digital pure play’, que integram ‘social media e social vídeo’, ‘search’ e ‘retail media’, entre outros.

As previsões apontam que o “social media e social vídeo’ recolha cerca de 35% dos investimentos publicitários a nível global em 2024. Estes formatos continuam a demonstrar uma enorme vitalidade, prevendo-se um crescimento de 9,9%, em 2024, acima dos 7,8% do mercado total. Isto reflete os mercados, geografias e faixas etárias em que a adoção de dispositivos que facilitam o acesso a plataformas e a conteúdos digitais ainda está em crescimento.

O ‘search’, por seu lado, regista um crescimento que se prevê estável ao longo dos próximos cinco anos, tendo em conta a maturidade deste segmento, que deverá fechar 2024 a representar cerca de 21% do total dos investimentos publicitários globais. O estudo destaca ainda o ‘retail media’, que se perfila como o segmento digital que cresce mais rapidamente, podendo representar 15,1% das receitas totais em publicidade em 2024, quando em 2014 não passava dos 1,5%.

Na televisão estima-se um crescimento de investimento de cerca de 2,7% , no conjunto da televisão linear com a televisão digital. Ao isolar a televisão linear, verifica-se uma erosão a nível global, de cerca de 0,2%, durante os próximos cinco anos. Quanto à publicidade em áudio, imprensa e cinema, o This Year Next Year antecipa um crescimento mais lento ou até declínios, enquanto a publicidade exterior (OOH) recupera da pandemia, ajudada pelas revisões em alta das estimativas para a China. A nível global, o OOH terminará 2024 com um crescimento de 11,5%, acima da média do mercado. O relatório antecipa ainda que a inteligência artificial pode, até 2029, influenciar 94,1% das receitas publicitárias, três anos antes do previsto.

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Netsonda investe €100 mil em inovação tecnológica

Além de uma nova aplicação móvel, desenvolvida internamente, que agiliza e segmenta a recolha de informação, a empresa de estudos de mercado está a utilizar soluções de IA para otimizar processos internos. Um dos objetivos é antecipar a entrega de resultados aos clientes

A Netsonda investiu €100 mil em inovação tecnológica para modernizar a empresa e agilizar e segmentar a recolha de informação sobre hábitos de consumo. De modo a disponibilizar mais rapidamente os dados que recolhe e processa aos clientes, está, desde o final do ano passado, a recorrer a soluções de inteligência artificial (IA) para melhorar a produtividade, otimizando processos internos.

“Sempre quisemos ser disruptivos e, para aumentar a nossa capacidade de resposta, estamos a investir fortemente em IA em toda a nossa cadeia de valor, desde a produção de briefings até, no limite, à produção de relatórios, passando por aspetos como o controlo de qualidade, a recolha de informação e a validação de bases de dados e da qualidade das respostas abertas. São muitas etapas envolvidas na produção de estudos de mercado em que a podemos usar”, explica ao M&P Tiago Cabral, CEO da Netsonda.

Libertar os colaboradores de procedimentos burocráticos menores é uma das pretensões. “O investimento nestas ferramentas permite que os nossos consultores se concentrem mais em tarefas de valor acrescentado e na gestão de insights para os nossos clientes, sempre na ótica de lhes entregarmos as respostas de forma atempada, quando os clientes precisam delas e ainda estão atualizadas e não com algum desfasamento”, justifica o responsável, que é também um dos sócios da empresa.

Nova app agiliza recolha de dados

Para simplificar a recolha de informação e conseguir uma maior segmentação das amostras que usa para os estudos que desenvolve, a Netsonda acaba também de renovar a aplicação móvel que disponibiliza aos membros da Comunidade Netsonda. Desenvolvida internamente pela empresa, recolhe informação fidedigna em tempo real e melhora a experiência de utilizador dos 17 mil painelistas que já a descarregaram.

“Esta nova app é um upgrade da que tínhamos e, além de permitir os estudos tradicionais que fazemos, conta com novos desenvolvimentos que possibilitam a realização de estudos de geolocalização”, explica Tiago Cabral.

A realização de estudos rápidos é outra das inovações da plataforma tecnológica. “As pessoas do painel que descarreguem a app respondem, de um modo divertido, a umas três, quatro ou cinco perguntas, no espaço de um minuto. Estes estudos servem para vários fins e temos clientes que os procuram”, justifica o responsável. Reforçar a Comunidade Netsonda com novos painelistas, atraindo consumidores mais jovens para as amostras que servem de base aos estudos, é outra das ambições da renovação da aplicação móvel.

“A nova geração é mais mobile do que email. Esta app está mais ligada à gamificação, conseguimos interagir com imagens e permitimos que as pessoas, apenas com o seu telemóvel, consigam participar nos estudos, respondendo a perguntas simples. À hora de almoço, podemos perguntar-lhes o que comeram ao pequeno-almoço ou se vão almoçar ou jantar fora, informações sobre os hábitos de consumo que podem ser bastante úteis para as marcas”, esclarece Tiago Cabral.

Ainda em fase de testes, a nova aplicação, disponível para os sistemas operativos iOS e Android, diversifica a oferta da empresa, que pode, assim, disponibilizar inquéritos mais simples e mais rápidos de preencher. Tê-la nos telemóveis dos 250 mil membros da Comunidade Netsonda é o objetivo da empresa, que vai continuar a investir em tecnologia para aumentar a competitividade.

“Iremos continuar a ter uma grande fatia do nosso orçamento alocada a projetos de inovação. Alguns estavam na prateleira há vários anos, mas estamos a recuperá-los. Somos uma empresa 100% portuguesa, constituída a 100% por acionistas privados, todos com um foco muito grande na inovação”, assegura o dirigente.

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Expresso e SIC já têm Carta de Princípios para o uso de IA

A utilização de IA pelos jornalistas do Expresso e da SIC já inclui valências que vão desde a automação de tarefas repetitivas, até à conversão de formatos, auxílio na pesquisa e investigação, ou recomendações e apoio na produção de peças jornalísticas.

Os conselhos de redação do Expresso e da SIC aprovaram uma Carta de Princípios para o uso de inteligência artificial (IA), que lista um conjunto de normas e práticas a respeitar no exercício do jornalismo, onde se destacam as áreas de qualidade e responsabilidade pelo conteúdo, transparência, propriedade intelectual e fontes de informação, entre outras.

“O grupo Impresa tem um vasto histórico de pioneirismo na adoção de tecnologias que nos permitem evoluir nos formatos em que chegamos aos públicos e inovar na forma como produzimos jornalismo de referência. Este é mais um passo nesse sentido, porque nos permite incorporar uma tecnologia essencial para melhorar o nosso trabalho, mas também minimizar os perigos que o mau uso da IA pode trazer para a objetividade e transparência do jornalismo”, afirma João Vieira Pereira, diretor do Expresso, em comunicado de imprensa.

A utilização de IA pelos jornalistas do Expresso e da SIC já inclui valências que vão desde a automação de tarefas repetitivas, até à conversão de formatos, auxílio na pesquisa e investigação, ou recomendações e apoio na produção de peças jornalísticas. Os órgãos do grupo Impresa são os primeiros a anunciar em Portugal uma Carta de Princípios sobre a forma como os jornalistas e colaboradores podem utilizar a IA.

“A inteligência artificial nunca substituirá o papel fundamental que os jornalistas têm e terão sempre na produção de jornalismo de qualidade e que cumpre os princípios deontológicos da profissão. Mas é, sem dúvida, uma ferramenta que pode ajudar-nos a melhorar o que fazemos, desde que devidamente enquadrada e com regras claras sobre a sua utilização. É isso que esta Carta de Princípios se propõe garantir”, diz Ricardo Costa, diretor-geral de informação do grupo Impresa e diretor de informação da SIC.

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Global conquista conta da Westwing e da Editorial Presença

Para a Westwing, a Global vai desenvolver a estratégia de relações públicas e de marketing de influência para a entrada da marca alemã no mercado português. Para a Editorial Presença, tratará da assessoria de imprensa e relações públicas do lançamento do romance histórico Vitória de Inglaterra

A agência de comunicação Global acaba de ampliar o portefólio de clientes internacionais, com a conta da Westwing, loja online de decoração alemã que chegou a Portugal a 22 de maio. A Global foi escolhida também pela Editorial Presença para tratar da assessoria de imprensa do lançamento do romance histórico Vitória de Inglaterra – A Rainha que Amou e Ameaçou Portugal, escrito por Isabel Machado.

Para a Westwing, a Global vai desenvolver a estratégia de relações públicas e de marketing de influência para a entrada da marca alemã no mercado nacional, trabalhando a nível da sua visibilidade e notoriedade. “É com grande entusiasmo que aceitamos este desafio de contribuir para o sucesso de uma marca tão inspiradora em Portugal. A Global conta com um vasto histórico e ‘know-how’ na comunicação de marcas de ‘lifestyle’ e, como tal, estamos confiantes de que vamos potenciar a visibilidade e notoriedade da Westwing”, refere Isabel Jorge de Carvalho, CEO da Global, em comunicado de imprensa.

Para a Editorial Presença, a Global vai tratar da assessoria de imprensa e relações públicas para promover o mais recente lançamento da chancela Manuscrito, o romance histórico Vitória de Inglaterra, a Rainha que Amou e Ameaçou Portugal. “Foi com entusiasmo que aceitámos o desafio de promover esta obra de Isabel Machado, concebendo uma estratégia de assessoria de imprensa e de relações públicas que lhe permita alcançar o destaque que merece. Acreditamos que a nossa experiência e know-how nestas áreas serão fundamentais para potenciar a visibilidade e notoriedade da autora e deste romance”, afirma a CEO da Global.

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Yolanda Hopkins é a primeira embaixadora da BYD em Portugal

Para a marca chinesa de automóveis elétricos, o alinhamento de valores com a surfista é o que torna esta parceria simbiótica, a nível do posicionamento da BYD em termos de liderança e sustentabilidade. Nascida em Faro, Yolanda Hopkins é a desportista nacional com mais vitórias no surf feminino e vai representar Portugal nos próximos Jogos Olímpicos

A surfista profissional Yolanda Hopkins, que irá representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, é a nova embaixadora nacional da BYD e a primeira que o fabricante de automóveis nomeia em Portugal. Enquanto rosto da marca, a atleta irá conduzir o BYD ATTO 3 no dia a dia, partilhando a experiência com a comunidade de seguidores nas redes sociais. Tendo por base esta relação, a BYD pretende desenvolver novos projetos em conjunto com a surfista.

Para a marca chinesa de automóveis elétricos, o alinhamento de valores com a surfista é o que torna esta parceria simbiótica, a nível do posicionamento da BYD em termos de liderança e sustentabilidade. “A Yolanda já conquistou marcos históricos no surf nacional e internacional e destaca-se como uma das melhores do mundo. A BYD revê-se nestas conquistas e nos valores de liderança, ambição, confiança e perseverança que transmite. É uma honra para nós apoiar atletas de excelência”, afirma Pedro Cordeiro COO da BYD em Portugal, em comunicado de imprensa.

“Para mim é um orgulho enorme ser a primeira embaixadora da BYD em Portugal. Identifico-me totalmente com os valores de ambição, liderança e sustentabilidade da marca, com o design inovador dos seus automóveis e com a tecnologia revolucionária. Ambos temos o mesmo lema na vida: Build your Dreams, que é sempre, o que procuro todos os dias”, afirma Yolanda Hopkins, citada em comunicado de imprensa.

Nascida em Faro, no Algarve, a desportista tem vindo desde cedo a traçar um percurso de sucesso no surf. Nos últimos anos, alcançou diversas conquistas e, atualmente, é líder nacional no que toca a vitórias nacionais e internacionais do surf feminino. A atleta participa e contribui ativamente para a proteção e desenvolvimento sustentável dos oceanos, colaborando com associações locais e mundiais através da O’Neill Europa.

 

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