Prisa avança com “todas as medidas” contra Cofina e recusa negociar
Após a Cofina ter feito saber que não considera dever 10 milhões de euros à Prisa, a dona da Media Capital mantém a acusação de que o grupo liderado por Paulo Fernandes “violou o acordo de compra e venda” e avança com “todas as medidas”.
Pedro Durães
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Após a Cofina ter feito saber que não considera dever 10 milhões de euros à Prisa, a dona da Media Capital mantém a acusação de que o grupo liderado por Paulo Fernandes “violou o acordo de compra e venda” e avança com “todas as medidas”. Em comunicado enviado esta segunda-feira à CMVM, a Prisa reitera a acusação feita no passado dia 11 de Março, defendendo que “a Cofina violou o acordo de compra e venda datado de 20 de Setembro e alterado em 23 de Dezembro de 2019”, que dizia respeito à venda de toda a participação detida pela empresa espanhola na Vertix SGPS, que detém 94,69% do capital da Media Capital.
A Prisa informa agora que “iniciou e continuará a procurar todas as medidas e acções contra a Cofina em defesa dos seus interesses, dos seus accionistas e quaisquer outros afectados pela situação criada pela Cofina”, ao mesmo tempo que “rejeita os motivos pelos quais a Cofina pretende agora ‘assentar’ a resolução do acordo de compra e venda, sobre o qual se refere na sua comunicação pública de 13 de Março”. No entendimento da Prisa, “não é apropriado, como a Cofina parece pretender na comunicação” enviada na última sexta-feira à CMVM, “alterar o contrato de compra e venda com o objectivo de restabelecer o equilíbrio dos respectivos benefícios recíprocos, de acordo com os princípios de boa fé, uma vez que houve uma violação prévia do referido acordo pela Cofina”.
Recorde-se que a Cofina desistiu na última semana de comprar a Media Capital após ter falhado a operação de aumento de capital por três milhões de euros. Mário Ferreira, empresário da Douro Azul que participou no aumento de capital, mostrou-se surpreendido com o desfecho. Na sequência deste recuo na aquisição da dona da TVI, o grupo liderado por Paulo Fernandes endereçou, na sexta-feira ao final do dia, um comunicado à CMVM onde declara que “no seu entendimento, o contrato não caducou por efeito do insucesso do aumento de capital da Cofina, cujo prospecto foi objecto de divulgação no passado dia 17 de Fevereiro, razão pela qual não são devidos os 10 milhões de euros”.
A Cofina admitia, no entanto, a possibilidade de voltar a encetar negociações, tendo endereçado à Prisa “uma notificação de resolução do contrato (na base de fundamentos que oportunamente serão objecto de divulgação pública), condicionada a que, no prazo de sete dias, a Cofina e a Prisa não venham a acordar numa modificação do contrato de forma a restabelecer um equilíbrio das prestações recíprocas conforme com os princípios da boa-fé”.