A Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) apresentou ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) uma proposta que visa potenciar a criação de empregos por parte dos operadores de radiodifusão.
A proposta tem como base de partida um princípio semelhante aos Programas Ocupacionais de Emprego (POC), promovidos pelo IEFP, mas visa responder às necessidades específicas do sector de radiodifusão, explica ao M&P José Faustino, presidente da Associação. A proposta, que classifica de “inédita e inovadora de apoio ao sector”, assenta numa primeira fase na realização de estágios de um ano dentro das rádios locais por pessoas desempregadas, e cuja remuneração nessa fase seria suportada pelo Estado. “Se as pessoas gostassem da profissão, e as empresas tivessem possibilidade de as contratar, poderiam fazê-lo com recurso aos incentivos ao emprego existentes”, descreve. A proposta, considera José Faustino, não só poderia contribuir para a diminuição do desemprego, mas também auxiliar as rádios locais a obterem novos quadros ou a renovar os existentes, conseguindo pessoas “mais adequadas ao funcionamento em escala reduzida” das rádios locais. A proposta da APR foi apresentada na semana passada. “Aguardamos resposta. Estamos convencidos que até ao final do ano obteremos uma resposta”, diz.