A fusão entre a Lisgráfica e a Heska foi aprovada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sem necessidade de uma Oferta Pública de Aquisição por parte da Rasográfica, empresa que detém a Heska. De acordo com o comunicado enviado ontem pela Lisgráfica ao mercado, a CMVM deferiu “o pedido de declaração de derrogação do dever de lançamento de oferta pública de aquisição”, autorizando o negócio nos contornos estabelecidos pelas duas gráficas.A operação tinha sido aprovada pelas assembleias-gerais das duas empresas em Fevereiro, consistindo numa “fusão por incorporação, mediante transferência global do património da Heska para a Lisgráfica, com a consequente extinção da Heska”. A incorporação da gráfica liderada por Luciano Patrão e Jaime Baptista da Costa, em situação de controlo conjunto, implicará um aumento do capital social da Lisgráfica no montante de 4.334.831 euros mediante a emissão de 86.696.620 novas acções, com o valor nominal de 0,05 euros por acção.
A fusão representa a reaproximação entre as duas gráficas – depois de em Fevereiro de 2003 a Lisgráfica ter alienada a Heska à Rasográfica – onde imprimem a maioria dos grupos de media nacionais, em particular na área de revistas (a Lisgráfica imprime unicamente, no que toca aos jornais, alguns cadernos do Expresso, o Jornal de Letras e a AutoSport). O objectivo, admitia na altura em declarações ao M&P fonte oficial da Heska, passava pela “criação de uma empresa de dimensão ibérica, capaz de competir não só a nível nacional como também em termos internacionais”.