As sugestões de verão de… Marlene Gaspar, diretora-geral da Llorente y Cuenca Lisboa

Por a 22 de Agosto de 2023

Durante o período de verão, o Meios & Publicidade desafia uma série de personalidades do setor a partilhar 10 sugestões para quem está de férias e ainda vai a tempo de as aproveitar. Além de três livros, três podcasts e três unidades hoteleiras ou espaços de restauração que merecem uma visita, também propõem uma experiência perfeita para relaxar.

Estas são as sugestões de Marlene Gaspar, diretora-geral da Llorente y Cuenca Lisboa.

3 livros

“Tudo é Rio” de Carla Madeira (Particular Editora). Lançada em março, a primeira obra da escritora brasileira, que é também sócia e diretora criativa da agência de comunicação Lápis Raro, merece-lhe rasgados elogios. “É um livro maravilhoso. Escrito de forma brilhante, agarra-nos desde a primeira página. Conta uma história de amor com musicalidade das palavras e dos acontecimentos, formas de amar que nos surpreendem até à última linha. É o melhor livro que li este ano”, assegura.

“Ainda bem que a minha mãe morreu” de Jennette McCurdy (Lua de Papel). “O título é dos melhores de sempre e a história não defrauda as expetativas. Representa o impacto que tem a vontade dos pais nas carreiras dos filhos e que distúrbios e questões que colocam no desenvolvimento das crianças”, esclarece Marlene Gaspar.

A ex-atriz, escritora, cantora, realizadora, compositora norte-americana que o escreveu tinha seis anos quando fez a sua primeira audição. “A mãe queria torná-la numa estrela e ela não a queria desiludir. Por isso, sujeitou-se a todas as suas exigências, a nível físico e psicológico. Uma importante mensagem para que nós, pais, não forcemos os nossos filhos a ser atores, bailarinos ou jogadores de futebol”, apela.

“Apneia” de Tânia Ganho (Casa das Letras). “Deixa-nos nesse estado, em apneia. Literalmente! Ficamos em suspenso no mundo terrível da violência conjugal e parental, através de um labirinto negro em que os limites da resistência psicológica são postos à prova, ameaçando desabar a qualquer instante”, avisa.

Escrita por uma professora de tradução, que fez legendagem de filmes e que passou pela redação da SIC como tradutora de informação, também aborda os meandros da justiça. “Às vezes, é incompreensível e desumana. Este livro aborda uma dura realidade que espero que contribua para um maior investimento em direito de família, para que haja mais meios, recursos e empatia”, apela.

3 podcasts

Extremamente Desagradável de Joana Marques, com a participação de Ana Galvão e Inês Lopes Gonçalves, é o podcast que reúne as crónicas apresentadas no programa “As Três Da Manhã” da Rádio Renascença. “Só o comecei a ouvir no final do ano passado, mas, em férias, tem-me acompanhado nas corridas matinais, naquelas edições mais antigas”, confessa.

“São sátiras e algumas ridicularizações que apresentam momentos que, de outra forma, não teriam tempo de antena na nossa agenda. Textos de escárnio e mal dizer com classe, se é que se pode conjugar tudo isto na mesma frase”, ironiza a diretora-geral da Llorente y Cuenca Lisboa.

Meu Inconsciente Coletivo de Tati Bernardi. “Escritora e colunista da Folha de S. Paulo, faz uma espécie de sessões de terapia abertas ao público sobre diferentes temáticas com que nos deparamos atualmente, como a medicina, a maternidade, a depressão ou o síndrome do impostor, com diferentes analistas em cada sessão. Uns são melhores que outros, mas a forma descomplicada com que os temas são tratados é muito interessante”, garante.

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer, com Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Carlos Vaz Marques. “Agora, está de férias, mas, para mim, é a melhor análise semanal dos grandes acontecimentos que ocorrem no contexto político, social e económico, com uma pitada de humor e com recomendações relevantes de artigos importantes e de livros a não perder, ainda que menos lúdicos do meu ponto de vista”, ressalva, todavia.

3 hotéis ou restaurantes

Alxama em Quarteira. “Como estou no Algarve, tendo em conta a altura do ano e a minha predileção por roteiros gastronómicos, recomendo só restaurantes algarvios, como este. Com restaurante e talho num só espaço, é perfeito para os verdadeiros amantes de carne. Conta com uma boa garrafeira e tem um espaço exterior muito agradável. Também é bom para famílias e almoços com crianças. Aceita criptomoedas, uma informação para os mais modernos”, avisa.

Fábrica do Costa em Vila Nova de Cacela. “Verão, para mim, tem de ter arroz de lingueirão e este restaurante tem, para as minhas papilas gustativas, o melhor da região. O ideal é passar o dia na praia e, no regresso, lavar só os pés e saborear iguaria de sal no corpo. As doses já foram mais generosas, mas o sabor é inconfundível. A vista é o ingrediente que justifica a cereja no topo do bolo”, elogia.

Rosas Cantina em Vilamoura. “É um restaurante mexicano que quem aprecia comida tipicamente mexicana, as bebidas tradicionais e todo o ambiente típico daquele país não deve perder. É despretensioso e está meio escondido, ainda que se situe no centro de Vilamoura. Tem espaço interior e exterior”, informa Marlene Gaspar.

1 experiência imperdível

Passar um dia num barco. “Tenho tido a possibilidade de o fazer todos os anos, acedendo a praias paradisíacas e sem pessoas, para além das que levamos connosco. Além de avistar golfinhos, o que é cada vez mais frequente, poder comer em bons restaurantes e/ou desfrutar de uma refeição com os pescadores na Culatra, na Ilha do Farol ou na Praia dos Tesos são experiências brutais”, assegura.

“Poder mergulhar no mar de uma forma mais privada, ler um bom livro e/ou ouvir boa música na melhor companhia são boas formas de carregar baterias. Esse passeio pode ser um veleiro ou um catamarã”, sublinha ainda a diretora-geral da Llorente y Cuenca Lisboa.

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