Público terá novo diretor a partir de junho: David Pontes sucede a Manuel Carvalho

Por a 4 de Abril de 2023

Quase cinco anos após ter assumido a direção do Público, Manuel Carvalho decidiu abdicar das funções no diário da Sonaecom. Na linha de sucessão está David Pontes, atual diretor-adjunto e responsável pela redação do Público no Porto, cuja nomeação aguarda parecer do Conselho de Redação. A informação é avançada pelo próprio título numa nota publicada no site esta terça-feira, onde se avança que a mudança de direção será efetiva a partir do próximo dia 1 de junho.

“Com a colaboração de todos e um renovado ânimo da direção, estamos convictos de que o Público reforçará a sua condição de jornal digital de referência, assumindo ao mesmo tempo novos e indispensáveis desafios para reforçar o seu jornalismo, os desejos e ambições da equipa e lançando um plano de rejuvenescimento que garanta a solidez do jornal no futuro próximo”, aponta Cristina Soares, presidente do conselho de administração do jornal, citada na referida nota, onde sublinha que David Pontes “é um profissional da casa amplamente reconhecido pelos seus pares e colegas”.

Foi como estagiário na fundação do Público que David Pontes deu início à sua ligação ao diário, onde entrou pela primeira vez em 1990. Cerca de oito anos e meio depois, deixa o jornal, por onde voltaria a passar mais uma vez antes de regressar definitivamente em 2018 e após passagens pelo Comércio do Porto, Jornal de Notícias, Lusa e Porto24. Nos últimos cinco anos, período em que regressou ao Público para integrar a direção encabeçada por Manuel Carvalho como diretor-adjunto, assumiu responsabilidades sobre a redação do Porto, bem como sobre as áreas de podcasts e desenvolvimento de projetos editoriais.

Agora, afirma, citado na nota publicada no site do Público, “é o momento de alargar o caminho feito, levando o nosso jornalismo sólido e, simultaneamente, disruptivo a cada vez mais leitores”. Prometido fica “um reforço da capacidade de inovação, mantendo aquilo que é a matriz do Público desde a sua nascença, o jornalismo independente de qualidade”, naquele que considera ser o momento de abraçar as mudanças, num setor que não para, que exige rapidez e um olhar muito especial para as novas gerações de leitores”.

Apesar de considerar que “foram positivos”, Manuel Carvalho considera que os resultados alcançados no período em que assumiu o leme do jornal “exigem um novo recomeço, com novas visões e novas energias para consolidar a posição do jornal”. “Foi com esse propósito que comuniquei à administração e ao acionista a minha vontade de abdicar das funções de diretor. Fechou-se um capítulo, cujos resultados exprimem um compromisso e a determinação de toda a redação e um envolvimento extraordinário dos editores e da equipa de direção”, justifica, sobre a decisão de deixar a direção, na nota publicada no site do jornal, manifestando a convicção de que “a mudança vai conservar a relevância e a imagem de credibilidade e responsabilidade do Público perante a sociedade portuguesa e, ao mesmo tempo, abrir novas portas às exigências e potencialidades do jornalismo na era digital”.

De acordo com os dados mais recentes da APCT, relativos ao ano de 2022, o Público foi o único título de informação generalista a encerrar o último ano com saldo positivo, registando uma evolução favorável da circulação total paga (+11,7%), apesar de sofrer um recuo de 6,7% nas vendas da edição impressa, que se situaram numa média de 11.048 exemplares vendidos por edição entre janeiro e dezembro. No digital, o Público alcançou um crescimento na ordem dos 17,2% e encerrou 2022 com uma circulação digital paga de 46.560, média que compara com os 39.721 registados no decorrer do ano anterior. Números que permitiram ao diário da Sonaecom registar um crescimento de 11,71% na circulação total paga, passando dos 51.567 para os 57.608.

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