Autumn Tweets

Por a 12 de Outubro de 2022

Luís Mergulhão, CEO do Omnicom Media Group Portugal

“Digital nomad” Visa – Foi anunciada na semana passada a intenção de ser lançado um programa de captação de estrangeiros para Portugal, provenientes de fora da UE, para aqui trabalharem em regime de trabalho remoto. Interessante este movimento, precisamente ao contrário daquilo que já se passa de termos muitos portugueses a trabalharem remotamente a partir do nosso país para empresas sediadas no estrangeiro, e também de outros cidadãos não nacionais, já aqui a viver apenas com residência permitida no Espaço Schengen ou meramente com vistos de turistas. A notícia espalhou-se por muitos media, desde a Time Out à Fortune, CNBC, e a muitos outros. As empresas portuguesas, qualquer que seja a sua dimensão e em muitos setores de atividade, poderão ter aqui uma oportunidade de atrair muito desse talento que vai chegar, para trabalharem “para dentro” do nosso país. Há que, todavia, trabalhar muito no day after, tanto ao nível de eliminação de burocracias obsoletas, como de construção de networks de contactos, de criação de condições de alojamento e mesmo fiscais, elementos imprescindíveis para a sua manutenção. É que se trata, não apenas de atração de talento, mas também, de retenção desse talento novo que chega. Não se soubesse o significado da palavra “nómada”.

“Autumn Leaves” – Com elas chegaram também as primeiras iniciativas comerciais de grupos de media de venderem publicidade por verticais, nas quais incluem o espaço televisivo conjuntamente com o digital e de outros espaços associados à programação desses media. Com a promessa de garantia de “via verde” para um espaço que se sabe que faltará no último trimestre do ano em televisão, sendo uma modalidade habitual noutros mercados, corre o risco de aproximar os preços de televisão aos do digital (contrariamente ao que se pretenderá certamente), e limita o acesso ao meio televisivo de marcas com budget limitados para as campanhas que as queiram veicular nessa altura. Processo a seguir com atenção, pois poderá dar um alento ao mercado que apresenta um crescimento de dois dígitos este ano, mas que terá de se preparar bem para as incertezas (e talvez agruras) do próximo.

“2023: short term” – Desafiante o ano de 2023 que se aproxima, tantas são as variáveis económicas a ter em conta e as previsões díspares e mesmo antagónicas, provenientes tanto de entidades reputadas, como de analistas ou empresários. Certo, certo, temos a imprevisibilidade, a necessidade de atuarmos sempre para cada momento ou, no máximo, a curto termo, e sabermos que as variáveis terão muitas das vezes de ser lidas de forma diferente. Poderemos ter crescimento da economia principalmente baseado no turismo, e como tal um consumo a subir, mas não acompanhado pelo consumo das famílias, para quem a comunicação das marcas em Portugal se dirige. Poderemos ter aumentos salariais significativos, mas ao mesmo tempo esse ser também um elemento propulsionador da inflação, e, portanto, criando-se uma redução real do poder de compra, ou seja do rendimento disponível das famílias, o que provocará um arrefecimento nos volumes da procura e, portanto, da comunicação publicitária.

Short (never stoping) tweets:

Elon Musk vs Twitter – Never ending story, ou a arte de bem/mal negociar.

Twitter vs Elon Musk – Season 14.

Elon Musk vs Twitter – Did I said anything?

T vs EM – Short version.

Artigo de opinião assinado por Luís Mergulhão, CEO do Omnicom Media Group Portugal

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