Pedro Adão e Silva: “As competências do anterior secretário de Estado [Nuno Artur Silva] ficaram com o próprio ministro”

Por a 12 de Maio de 2022

O ministro da Cultura defendeu esta quarta-feira que “é preciso revisitar” a discussão do contrato de concessão da RTP, envolvendo a empresa “na avaliação” do que são as necessidades e objetivos e a melhor forma de os alcançar, de acordo com a Lusa.

“É preciso mesmo revisitar a discussão do contrato de concessão da RTP nas suas várias dimensões”, afirmou Pedro Adão e Silva na comissão parlamentar conjunta de Orçamento e Finanças e de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2022.

“Porventura se tivéssemos aqui a ter esta mesma discussão há duas décadas, ocorrer-nos-ia outros motivos para justificar a importância fundamental do serviço público de rádio e televisão e ela é hoje bastante distinta e provavelmente há hoje um consenso mais alargado na sociedade portuguesa e também nesta câmara sobre essa centralidade”, referiu o ministro da Cultura, citado pela Lusa.

Pedro Adão e Silva acrescentou ainda na sua audição de que “aquilo que eram as competências do anterior secretário de Estado [Nuno Artur Silva] ficaram com o próprio ministro”, quando questionado sobre o assunto. Recorde-se que a  orgânica do novo governo liderado por António Costa não conta com uma Secretaria de Estado do Cinema, Audiovisual e Media. O Ministério da Cultura de Pedro Adão e Silva, que tutela esta área, fica agora apenas com uma Secretaria de Estado da Cultura. No anterior executivo, com a pasta da Cultura entregue a Graça Fonseca, o Ministério contava com duas secretarias de Estado: Adjunta e do Património Cultural (cargo ocupado por Ângela Ferreira) e do Cinema, Audiovisual e Media (Nuno Artur Silva).

Faz falta um secretário de Estado para os media?

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