“Forte melhoria face aos resultados negativos de 2020” coloca EBITDA da Global Media em terreno positivo

Por a 19 de Janeiro de 2022

Marco Galinha, presidente do conselho de administração do Global Media Group

O Global Media Group terá saído do vermelho no último ano, alcançando um EBITDA “positivo em 2021, o que compara com um EBITDA consolidado negativo de mais de cinco milhões de euros no ano de 2020”. De acordo com números avançados pelo próprio grupo de media, que não se encontra cotado em bolsa, as vendas terão crescido 9% em 2021, uma evolução positiva que coloca as receitas operacionais nos 35 milhões de euros. Números que terão permitido, juntamente com o corte de custos decorrente do plano de reestruturação da empresa dona do Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF, tirar o grupo do vermelho.

A evolução positiva, salienta a empresa num comunicado emitido esta quarta-feira, é “fruto de um plano de reestruturação muito exigente com enfoque direcionado para o corte de custos e procura de sinergias internas”, tendo permitido encerrar 2021, quer ao nível do EBITDA quer ao nível dos resultados líquidos, com “uma forte melhoria face aos resultados negativos de 2020 (14,6 milhões de euros de EBITDA e 17,7 milhões de euros de resultado líquido) e dos anos anteriores”.

“Apesar de os resultados terem sido penalizados pelo aumento do custo do papel e dos custos de energia, no último semestre de 2021 o Global Media Group registou um EBITDA positivo superior a dois milhões de euros, o que representa um dos melhores semestres dos últimos anos e uma clara melhoria face a 2020”, avança, no mesmo comunicado, o grupo de media liderado por Marco Galinha, sem concretizar o valor do EBITDA e o resultado líquido do total do ano.

“Estes resultados, apesar de animadores, vão continuar a exigir do Conselho de Administração e da Comissão Executiva um contínuo e apertado controle de custos”, afirma Guilherme Pinheiro, administrador financeiro (CFO) do Global Media Group, citado pelo mesmo comunicado, onde sustenta que esse será o caminho “para que num futuro próximo possamos consolidar o ambicioso plano de crescimento, assente na sustentabilidade do negócio a longo prazo”. “O caminho faz-se caminhando, e temos agora que manter este rumo de rigor que a todos é exigido”, conclui o mesmo responsável.

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