Marcas contornam restrições nas lojas físicas e passam saldos para online

Por a 27 de Dezembro de 2021

É mais um exemplo de como a pandemia da covid-19 está a levar os portugueses a optarem pelas compras através dos meios digitais. Várias marcas estão a realizar acções de descontos ou de saldos no digital, num momento em que as lojas físicas estão impedidas de o realizarem como medida de evitar a propagação do novo coronavírus, depois de o Conselho de Ministros ter deliberado, na passada terça-feira, que entre os dias 25 de Dezembro de 2021 e 9 de Janeiro de 2022 são proibidas, “em estabelecimento, práticas comerciais com redução de preço”. De acordo com o governo, esta é uma forma de evitar os ajuntamentos de pessoas nos habituais saldos a seguir ao Natal.

A Sport Zone, por exemplo, avançou no dia 25 de Dezembro com descontos até 50 por cento em produtos seleccionados na sua loja online. “Os primeiros dias são sempre os mais procurados pela variedade e stock disponível, pelo que não convém deixar escapar as melhores oportunidades nem aqueles artigos tão desejados”, avisa a marca, a propósito dos saldos que se prolongam até 28 de Janeiro. “De acordo com as novas medidas do governo, os saldos arrancam assim num formato inicial exclusivamente online, permitindo aos portugueses usufruir dos preços mais especiais do ano no conforto e segurança das suas casas”, destaca a marca em comunicado.

O El Corte Inglés também arrancou com os saldos online, nas diferentes áreas onde actua, como moda, sapataria e acessórios, artigos para a casa e decoração, electrónica, electrodomésticos ou desporto e lazer.  A Worten tem a decorrer até 1 de Janeiro uma campanha online com descontos até 50 por cento em alguns produtos e entrega gratuita de compras a partir dos 50 euros. Já a Fnac lançou a campanha online Boxing Days Fnac, com promoções exclusivas online até 3 de Janeiro. Outra insígnia da Sonae, a MO, tem a decorrer os saldos online até  18 de Fevereiro, promovendo descontos até 60 por cento.

Nesta fase de medidas de contenção do novo coronavírus, que implica a obrigatoriedade do teletrabalho, existe uma limitação de lotação nos centros comerciais e nas lojas de uma pessoa por cada cinco metros quadrados.

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