Há cinco filmes de realizadoras portuguesas a caminho do Netflix

Por a 22 de Dezembro de 2021

Catarina Vasconcelos, Raquel Castro, Margarida Gil, Marta Ribeiro e Maria Clara Escobar são as cinco realizadoras portuguesas que terão filmes licenciados por um ano ao Netflix, integrando o catálogo da plataforma de streaming em 2022. “Este é apenas um primeiro passo no caminho de uma maior representatividade e igualdade de oportunidades de mulheres no sector do cinema e audiovisual”, salienta, em comunicado, a Academia Portuguesa de Cinema, que havia lançado este ano uma convocatória em parceria com o serviço de streaming com o objectivo trazer maior visibilidade a mulheres portuguesas, ou com residência permanente em Portugal, que tenham estado envolvidas na produção, realização ou escrita de argumento.

A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos, com Joana Gusmão na produção, Soa, de Raquel Castro, com argumento de Isabel Machado, produção de Joana Ferreira e Sara Simões, Mar, de Margarida Gil, com argumento de Rita Benis, Simon Chama, de Marta Sousa Ribeiro com produção de Joana Peralta, e Desterro, da realizadora luso-brasileira Maria Clara Escobar, foram os cinco filmes escolhidos pelo júri na sequência de um processo que contou com 31 candidaturas referentes a longas-metragens finalizadas em 2019 e 2020. De acordo com o regulamento da convocatória, as candidatas associadas a cada um dos filmes seleccionados vão receber 15 mil euros, sendo que, no caso de haver mais do que uma candidata por filme, os 15 mil euros serão repartidos entre todas.

A escolha coube a um júri composto por Carla Chambel (vice-presidente da Academia Portuguesa de Cinema), Fátima Ribeiro (argumentista), Isadora Laban (Netflix Portugal e Espanha) e Tota Alves (argumentista) e a parceria com o Netflix prevê o licenciamento das longas-metragens à plataforma pelo período de um ano, com exibição “em data a anunciar” durante o próximo ano.

A partir de 1 de Janeiro de 2022, recorde-se, está já em vigor em Portugal a legislação actualizada para a transposição da directiva europeia que estabelece obrigações de investimento na produção local por parte das plataformas de streaming. Essas obrigações, a par do investimento directo em produção nacional, podem assumir igualmente a forma de “promoção de obras cinematográficas e audiovisuais europeias e em língua portuguesa” através do catálogo dos serviços de streaming.

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