Cofina concentra direcção editorial do Correio da Manhã/CMTV e da Sábado nas mãos de Carlos Rodrigues

Por a 12 de Novembro de 2021

Cinco meses após ter extinto a direcção-geral editorial criada em 2017, na sequência da saída de Octávio Ribeiro do grupo, a Cofina volta a contar com uma estrutura similar, embora focada agora em apenas três marcas: Correio da Manhã, CMTV e Sábado. Carlos Rodrigues, que assumiu a direcção editorial do diário generalista e do canal de informação do grupo no passado mês de Junho, passa a director-geral editorial a partir da próxima segunda-feira, dia 15 de Novembro, acumulando também responsabilidades sobre a newsmagazine Sábado. A nova estrutura, esclarece o grupo em comunicado, terá a seu cargo “a coordenação e gestão de toda a actividade editorial das três marcas”.

“A criação desta direcção-geral editorial resulta da aposta continuada e de elevada exigência que o grupo tem colocado em matérias relacionadas com processos de investigação”, justifica a Cofina, explicando ainda que “a forma como esse modelo rigoroso e independente de escrutinar a sociedade vinca, cada vez mais, o ADN das marcas Correio da Manhã, CMTV e da Sábado, é um forte estímulo para continuarmos a construir modelos que garantam a solidez dos processos, uniformidade nas abordagens e formas integradas de partilha”.

A anterior direcção-geral editorial encabeçada por Octávio Ribeiro, recorde-se, concentrava responsabilidades editoriais sobre todos os títulos da Cofina. Ao contrário da estrutura agora apresentada, que fica restrita a três marcas, a anterior direcção-geral abrangia igualmente títulos como o Jornal de Negócios, Record, Máxima e Flash. Esta direcção, que contava ainda com Armando Esteves Pereira e Alfredo Leite como adjuntos, acabaria por ser extinta no passado mês de Junho com a saída do fundador da CMTV, decisão justificada pela Cofina com a intenção de “agilizar a sua estrutura organizativa”.

“Tendo em conta o contexto que os media atravessam, a Cofina passará a contar com responsáveis editoriais por marcas, televisão e Correio da Manhã por um lado, e os restantes títulos por outro. No entender da empresa, esta reorganização optimiza o seu segmento de televisão, tendo agregado o principal título do grupo, e por outro reforça a identidade própria dos restantes segmentos de media, sem contudo deixar de obter as sinergias de grupo”, sustentava então o grupo em comunicado.

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