Visapress apela aos portugueses para acabarem com prática ilegal que custa 3,5 milhões de euros por mês à imprensa

Por a 8 de Outubro de 2021

A Visapress estima que a partilha de jornais e revistas em grupos de redes sociais tenha custado à imprensa portuguesa, em Setembro e à semelhança dos meses anteriores, cerca de 3,5 milhões de euros. É para combater este problema que arranca agora uma nova campanha em que a entidade responsável pela gestão colectiva dos direitos de autor imanentes dos jornais, revistas e jornalistas apela aos portugueses para não partilharem publicações através das redes sociais.

“A partilha de jornais e revistas de forma ilegal é um crime que a Visapress está comprometida em combater. Ainda assim, a velocidade do digital e do modelo jurídico vigente tardam em estar adequados”, aponta Carlos Eugénio, director executivo da Visapress, relembrando que “foi interposta uma Providência Cautelar contra o Telegram em Novembro de 2020” e defendendo que “é imprescindível que o Projeto-Lei 706, para combate à pirataria, que está neste momento a ser discutido na especialidade na Assembleia da República, suba a plenário para votação final”.

“Não tendo sido dados passos relevantes no sentido de chegar a uma solução que permita salvaguardar os interesses dos meios de comunicação social, a Visapress desafia o Governo a rapidamente assumir um compromisso pela liberdade de imprensa através da criação de leis que permitam o combate à pirataria e partilha de conteúdos editoriais, em particular nas redes sociais”, exulta a entidade em comunicado sobre a nova campanha, que será veiculada em televisão, jornais, rádio e meios digitais a nível nacional.

A Visapress tem levado a cabo uma análise aos principais grupos de partilha de conteúdos editoriais nas redes sociais, com destaque para os grupos de Telegram, concluindo que em média, por dia, são partilhadas 88 publicações, correspondendo a uma perda mensal potencial, para os meios de comunicação social em Portugal, superior a 3,5 milhões de euros.

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