Estudo: É na comunicação digital e marketing de influência que marketeers mais valorizam contributo das agências

Por a 19 de Outubro de 2021

Nove em cada 10 profissionais de marketing consideram que a relevância da criatividade aumentou no último ano, sobretudo nas áreas da comunicação digital e marketing de influência (sete em cada dez), sendo também nestas áreas que o contributo das agências e parceiros externos é mais valorizado. Estas são algumas das conclusões do estudo Criatividade Transformadora para os Negócios, conduzido pela LLYC junto de mais de uma centena de marketeers de 12 mercados, entre eles o português. Os resultados mostram que 90% dos profissionais identifica um crescimento da relevância da criatividade e do seu impacto nos modelos de negócio e processos das empresas, com destaque para a comunicação digital e marketing de influência (70%), comunicação e imagem de marca (53%) e publicidade (41%).

“A importância da criatividade para os chief marketing officers está a crescer e está a tornar-se cada vez mais uma ferramenta-chave para o sucesso de todo o tipo de negócios. A contribuição da criatividade para as empresas saiu da esfera do marketing e da publicidade apenas: ela está em todo o lado na organização”, aponta Marlene Gaspar, directora sénior de engagement e digital da consultora de comunicação LLYC no mercado português.

“Temos de redefinir a criatividade. A criatividade é algo intrínseco nas pessoas, que nos permite abordar problemas e encontrar novas soluções para os problemas e as vicissitudes da vida quotidiana”, defende a responsável a propósito das conclusões do estudo, onde trabalho em equipa, diversidade, formação e investigação surgem como factores determinantes ao nível do output criativo das empresas, enquanto a pressão para os resultados a curto prazo e o medo do risco são identificados como os principais inimigos da criatividade.

Segundo os dados recolhidos pelo estudo, a pressão para os resultados a curto prazo é apontada como o maior obstáculo que os profissionais de marketing enfrentam diariamente na hora de serem criativos (75,8% dos votos), seguido de muito perto pelo medo do risco (74,7%). Falta de tempo (54%), falta de recursos (29,8%) e falta de confiança (27,5%) e falta de autenticidade (11,4%) são outros obstáculos identificados.

No que diz respeito aos parceiros, dois terços dos chief marketing officers inquiridos (67%) indicam as agências especializadas em criatividade como aqueles que ganharam mais relevância como aliados das marcas nos últimos tempos, seguidas pelas agências de meios e agências de relações públicas (ambos a rondar os 40%) e pelos profissionais ou equipas freelance (36,7%). Os influenciadores, o marketing digital e os parceiros de tecnologia como Google, Facebook ou Salesforce merecem igualmente referência.

Já ao nível das disciplinas, é também na comunicação digital e no marketing de influência que os profissionais de marketing consideram ser mais relevante o contributo criativo de agências e parceiros externos (83%), seguidos pela comunicação e imagem de marca (72,7%), a publicidade (66%), as relações públicas (47,7%) e a área dos estudos de mercado (44,3%).

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