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O avançado no futebol da América Latina

Por a 15 de Julho de 2021


Há vários anos que Afonso Cardoso está ligado à criação de marcas para os campeonatos da Confederação Sul-Americana de Futebol. A marca Copa América 2020 saiu da The Bakers

Devia ter decorrido na Argentina e na Colômbia, mas a organização passou para as mãos do Brasil, com a selecção do próprio país e alguns patrocinadores a mostrarem o seu desconforto dado o contexto pandémico. Certo é que avançou mais uma edição da Copa América e com branding made in Portugal. “São projectos de grande complexidade e este não foi excepção, não só pelo logo, como pela questão de que o torneio seria sediado em dois países que deveriam rever-se no logo, mas também pelas imensas materializações que necessitaram de ser desenvolvidas, desde o manual de normas, a mascote Pibe e a comunicação nos estádios, como bandeiras, coletes, emblemas, telas de centro de estádio, comunicação estática no estádio, túnel de entrada de jogadores, bancos da equipa e palco para o campeão”, enumera ao M&P Afonso Cardoso, fundador da agência The Bakers, que assina o projecto.

A ligação de Afonso Cardoso à Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), responsável pela competição, remonta aos tempos da extinta Brandia. Foi nessa agência que, em 2016, Afonso Cardoso geriu os projectos de rebranding da Copa Libertadores, da Copa Sudamericana e do logo da própria CONMEBOL, que a agência tinha ganho depois de assinar a marca Copa América 2015. “Passados uns anos, estava eu na Bold, a CONMEBOL entrou em contacto comigo e fomos convidados a concorrer ao concurso da marca da Copa América 2019. Felizmente ganhámos. Passado algum tempo, a CONMEBOL decidiu que a Copa América deveria passar a ser jogada no mesmo ano que o Euro e foi decidido que 2020 seria o ano em que se iria ‘casar’ os anos com a competição da UEFA. Nessa altura já tinha criado a The Bakers e fomos convidados a desenvolver a proposta”, recorda. Certo é que o trabalho agora visível para a Copa América representou um verdadeiro contra-relógio. “Não sei se houve concurso ou não, pois inicialmente a The Bakers não esteve nesse processo. O que sabemos é que a agência que estava a fazer o trabalho não estava a ir ao encontro do que a CONMEBOL pretendia. Ligaram-me para saber se poderíamos resolver o problema. Apresentámos três propostas distintas em duas semanas, além de ideias e nomes para a mascote do torneio. A CONMEBOL teve sempre a visão de reformular as marcas de forma a conseguir ter logos de torneios mais apelativos para o seu target, tanto os fãs como os patrocinadores. Essa visão foi alargada a praticamente todos os torneios que são coordenados pela CONMEBOL. Temos vindo a desenvolver e actualizar muitas das marcas dos seus torneios, desde praia a futsal, senior a sub, masculino a feminino. Além disso, também desenvolvemos as linhas de comunicação para as marcas Libertadores, Sudamericana e CONMEBOL”, aponta Afonso Cardoso.

A The Bakers foi lançada há quase dois anos e apresenta-se como uma rede de comunicação multidisciplinar. “Podemos ser uma equipa grande ou pequena, dependendo das áreas que sejam necessárias. É verdade que a maior parte do nosso portfólio está centrado em marcas, mas a The Bakers consegue responder a qualquer desafio, em qualquer área de comunicação”. Actualmente, além de projectos para os clientes Área Metropolitana de Lisboa e Medinfar, a agência continua a desenvolver as marcas para a CONMEBOL, como a Libertadores de Futsal, a Libertadores de Futebol de Praia ou o Torneio
Pré-Olímpico.

Afonso Cardoso admite que os projectos para a CONMEBOL trazem “mais visibilidade e notoriedade do que facturação. Também sabemos que não é somente por este trabalho que aparecerão mais desafios. Será por todo o portfólio que vamos desenvolvendo e apresentando”. Mesmo assim, destaca, “Portugal tem dado cartas no desenvolvimento dos logos das grandes competições europeias e mundiais. Não só no futebol, como noutras competições desportivas. Temos equipas criativas com uma excelente qualidade e capacidade multidisciplinar de interpretar o desafio e visão do cliente. Os clientes gostam de trabalhar connosco pois conseguimos gerir todos os momentos e desafios dos projectos, para além de interpretar todos os briefings e feedback dos clientes para conseguir dar uma resposta assertiva e criativa aos pedidos”, aponta. Recorde-se que a agência VMLY&R Branding de Lisboa foi a responsável pelo branding do Euro 2020.

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