O futuro do digital: 3 caminhos para marcar no mapa

Por a 4 de Maio de 2021

Ricardo CarreiraNo digital, tudo pode (e deve) ser adaptado às naturais oscilações comportamentais do mercado. Tenho notado que, no geral, há actualmente três caminhos bem destacados nas estratégias digitais de todo o mundo: a publicidade digital, a influência e o conteúdo próprio. Vejo, nestas três áreas, vantagens e desafios:

A publicidade digital

68% dos marketeers avaliam a publicidade como “importante” ou “muito importante” para a estratégia digital (Hubspot); embora a publicidade digital não seja novidade em 2021, colocam-se agora novos cenários de implementação. Por um lado, o aumento do investimento fez crescer o uso de bloqueadores de anúncios (Statista), obrigando os anunciantes a repensar as campanhas; por outro, o crescimento de novos espaços publicitários abre a porta à optimização dos anúncios para diferentes plataformas e formatos.

Talvez porque ainda não existem respostas infalíveis para estes desafios – ou porque 70% dos profissionais continuam a encontrar melhores resultados no SEO do que no PPC (Databox) -, a publicidade digital continua a não dominar a estratégia digital global. Vejo-a, por isso, como um caminho não exclusivo para o futuro do digital.

A influência

Os influenciadores continuam a ser um elemento difícil de equilibrar nas estratégias digitais. É certo que 89% dos marketeers acreditam na eficácia da abordagem (Social Media Today), mas a fatiga de conteúdo promocional é, cada vez mais, uma realidade.

Para não sobrecarregarem a audiência, muitas marcas começam a privilegiar os micro e nano-influenciadores (Digital Business Lab), optando por apostar em nichos específicos de mercado: 88% dos profissionais já dão preferência a influenciadores com menos de 100 mil seguidores e 35% descem a fasquia máxima para os 10 mil (Social Media Today).

Não antevendo, de todo, a morte do marketing de influência num futuro próximo, vejo este caminho a tomar uma direção que me é familiar: não estamos nós a falar da boa e velha estratégia de conteúdo, mas assinada por uma entidade que não é a própria marca?

O conteúdo próprio

51% dos consumidores recorrem ao Google para estudar os produtos antes de os comprar online (Think With Google). O conteúdo continua a ser uma via larga para o sucesso estratégico: além dos resultados comprovados, tem a vantagem de ser versátil em termos de formatos.

Num contexto em que os orçamentos de Marketing apertam, entende-se que o conteúdo textual seja mais fácil de garantir; ainda assim, continuo a ver grande potencial no vídeo, sobretudo para os que chegarem primeiro.

Reconheço, nesta tríade de caminhos, uma complementaridade que pode trazer às marcas tudo o que elas precisam para vencer num mercado pós-pandémico e altamente competitivo: presença digital, reconhecimento dos consumidores e qualidade do conteúdo. A começar por algum lado, começaria 2021 por aqui – o resto o mercado ditará.

Artigo de opinião de Ricardo Carreira, CMO da Adclick

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