Como escolher uma plataforma de e-commerce para o seu negócio online

Por a 10 de Março de 2021
Márcio Miranda

Márcio Miranda

O ano de 2020 ficará marcado com o verdadeiro game changer no que ao e-commerce diz respeito. Os números são inquestionáveis, Segundo o CTT e-commerce Report 2020, os retalhistas estimam um crescimento entre 40% e 60%, quando em 2019 a estimativa “ficou” nos 20%.

Fortemente impulsionado pelas restrições impostas pela pandemia, assistimos nos últimos 10 meses alterações profundas nos hábitos de consumo por parte dos consumidores que começaram a olhar para o online, muitos deles pela primeira vez, como um canal válido para realizarem as suas compras e se manterem conectados às marcas.

Com esta mudança de paradigma, torna-se fundamental para as marcas que vendem online, tornarem os seus processos mais profissionais apostando numa solução de e-commerce que vise dar resposta por um lado aos objectivos de negócio ao nível da rentabilidade do canal e por outro à experiência do consumidor na loja online.

Questões a colocar antes de escolher a sua plataforma de e-commerce

Não comece pela pergunta clássica: Qual é a melhor? Na realidade depende dos seus objectivos bem como necessidades actuais e a forma como projecta o seu negócio nos próximos 6 meses, 2 anos e 5 anos. Assim, recomendo que arranque com uma resposta estruturada a estas 5 questões:

1. Qual é meu posicionamento?
2. Que produtos/serviços vou vender?
3. Como actuam os players do mercado onde me vou posicionar?
4. Que tipos de integrações preciso?
5. Quais os aspectos fundamentais para a minha loja online?

Ao responder a estas questões, cria uma base de arranque para um caderno de encargos, um documento-chave para a escolha da sua plataforma de e- commerce.

Factores-chave para a escolha de uma plataforma de e-commerce

Uma plataforma de e-commerce, é como um “ser vivo” que cresce com o seu negócio, pelo que existem factores que no meu entender são determinantes e que devem ser considerados na hora de analisar as opções existentes no
mercado.

1) Meios de pagamento. Se pensar internacionalizar, é importante que a sua plataforma aceite as principais Gateways de pagamento;

2) Extensão do catálogo de e-commerce.  Este é um ponto que por si só pode excluir algumas plataformas que não permitem catálogos de produtos elevados;

3) Integrações. Se pretende retirar o máximo da sua plataforma de e- commerce é fundamental que esta permita integrações com sistemas como: ERP, CRM, Middleware entre outros, assegurando assim que todo o ecossistema do seu negócio está devidamente ligado;

4) Abordagem multi-mercado. Se está presente em várias geografias, a sua plataforma de e-commerce deve permitir todo um conjunto de optimizações ao nível de SEO, traduções para vários idiomas entre outros.

5) Ferramentas de marketing digital. Para gerar tráfego qualificado, é importante que a sua plataforma permita integrar pixéis, eventos de conversão, não esquecendo opções robustas ao nível de reporting e dashboards de análise;

6) Custos. É fundamental perceber os custos associados à aquisição da plataforma, assim como os custos de manutenção não esquecendo custos implícitos ao nível de novos desenvolvimentos.

Plataformas de e-commerce

Na hora de olhar a uma plataforma de e-commerce existem algumas opções, no entanto, destaco 4 grandes blocos:

1) Soluções SaaS. A Jumpseller é um exemplo de uma plataforma que funciona neste registo. Com esta solução você paga pelo uso do software como um serviço;

2) Plataformas de código aberto. Desenvolvidas por empresas com experiência no mercado, e que servem para aplicar a vários tipos de e- commerce: PrestaShop ou Magento são dois exemplos. Existem ainda opções que lhe permitem a instalação de um módulo de e-commerce dentro de um website. O Woocommerce é um exemplo com um módulo de integração próprio para o WordPress;

3) Desenvolvimento próprio. Aqui tem um desenvolvimento à medida das suas necessidades por parte de uma equipa de programação ao nível de front-end e back-end;

4) Marketplaces e redes sociais. Forma de “validar” o sucesso de um produto, antes de investir numa plataforma. Criar uma loja dentro de uma rede social ou associar-se a um Marketplace, podem ser opções muito válidas para marcas que se encontram numa fase inicial do seu negócio, queiram complementar a sua loja online ou procurem um trampolim de lançamento beneficiando, no caso dos marketplaces, de um elevado volume de tráfego qualificado e equipas de suporte dedicadas.

Em suma, olhe sempre para a escolha da plataforma de e-commerce como um investimento e não um custo, por isso avalie o que é fundamental para a sua loja online tendo sempre por base o que foi pensado no seu plano de negócios.

Artigo de opinião de Márcio Miranda, e-commerce manager da Delta Cafés

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