Netflix atinge fasquia dos 200 milhões de subscritores

Por a 20 de Janeiro de 2021

NetflixImpulsionado por um ano marcado por períodos de confinamento que fizeram disparar o consumo de conteúdos, o Netflix somou 37 milhões de novos subscritores em 2020, superando pela primeira vez a fasquia dos 200 milhões de assinantes pagos. Também pela primeira vez, a plataforma de streaming, que apresentou os seus resultados esta terça-feira, assegura estar “muito perto” de alcançar o break-even ao nível do fluxo de caixa, antecipando um cash flow positivo já em 2021, o que permitirá continuar a investir na produção de conteúdo original e no desenvolvimento de novas funcionalidades sem necessidade de recorrer a financiamento externo.

“O ano de 2020 foi incrivelmente difícil, com perdas extraordinárias para tantas famílias, novas restrições que nenhum de nós alguma vez teve de enfrentar e grande incerteza”, começa por enquadrar a empresa numa carta dirigida aos accionistas, onde destaca que “neste momento único e desafiante, fomos capazes de proporcionar aos nossos assinantes em todo o mundo uma fonte de escape, ligação e alegria enquanto continuamos a fazer crescer o nosso negócio”.

Os resultados apresentados esta terça-feira são um reflexo do empurrão dado pela pandemia e pelos períodos de confinamento vividos um pouco por todo o mundo já que, dos 37 milhões de novos assinantes, a grande maioria está concentrada no primeiro semestre. Na primeira metade do ano, a plataforma conquistou 25,9 milhões de subscritores, registando um abrandamento no terceiro trimestre, período no qual somou apenas 2,2 milhões de novos assinantes. No último trimestre do ano, foram 8,5 milhões de novos subscritores a aderir à plataforma de streaming, que encerra o ano com um crescimento de 23% comparativamente à base de assinantes que registava no período homólogo.

No encerramento das contas de 2020, a facturação do Netflix atingiram os 25 mil milhões de dólares, valor que traduz um crescimento na ordem dos 24%, com os resultados operacionais a dispararem 76%, para os 4,6 mil milhões de dólares. Resultados que, a par da previsão de break-even do cash flow durante este ano, animou os investidores, com as acções da empresa a subirem 13% no “after hours” da bolsa norte-americana desta terça-feira.

Com os resultados financeiros alcançados, e numa altura em que a concorrência no mercado de streaming continua a aumentar com a chegada de novos serviços, o Netflix promete reforçar o investimento na produção de conteúdo original em 2021, a par do lançamento de novas funcionalidades para melhorar a experiência de utilizador e fidelizar os subscritores. Para este ano, os objectivos passam pela disponibilização de um filme original a cada semana, antecipou a empresa, que revelou ter actualmente mais de 500 títulos em fase de pós-produção ou já concluídos para integrar o portfólio de conteúdos da plataforma.

Ao nível das funcionalidades, após ter incluído secções como o “Top 10”, “Tendências Actuais” ou “Populares na Netflix”, cujo objectivo é ajudar os utilizadores a descobrir novas séries, a plataforma pretende reforçar a sugestão de conteúdos de acordo com o seu perfil de consumo e interesses de cada subscritor. Para isso, está previsto o lançamento de um modo aleatório, através do qual o algoritmo selecciona novos conteúdos em função das preferências do utilizador. A nova funcionalidade deverá chegar à plataforma até ao final do primeiro semestre.

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