Catarina Carvalho e Ferreira Fernandes preparam novo projecto dedicado a Lisboa

Por a 5 de Janeiro de 2021

FerreiraFernandesCatarinaCarvalhoCatarina Carvalho e Ferreira Fernandes são os fundadores de um novo projecto jornalístico a arrancar ainda no primeiro trimestre de 2021 que terá como foco a cidade de Lisboa. Contactada pelo M&P, Catarina Carvalho, que deverá assumir a direcção do título, recusou fazer qualquer comentário sobre o tema.

O M&P sabe que o projecto avança com o apoio do grupo O Valor do Tempo, dono da fábrica de conservas Comur e de espaços comerciais e de restauração como O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, o Museu da Cerveja, a Silva & Feijóo e A Brasileira. Foi aliás, no icónico café do Chiado, que Catarina Carvalho organizou no Verão passado uma série de conversas, com transmissão online no Sapo e na página de Facebook d’A Brasileira, por onde passaram protagonistas como Fernando Medina, Carlos Moedas ou Rui Tavares.

O novo título, que já conta com um pequeno grupo de jornalistas jovens, seguirá o modelo do jornalismo comunitário, prevendo, para isso, encontros e a colaboração dos leitores. Nos Estados Unidos e em Inglaterra são comuns os projectos de jornalismo comunitário hiperlocal, que envolvem a população na produção de um jornal, site, rádio ou televisão local.

Ferreira Fernandes e Catarina Carvalho deixaram, respectivamente, a direcção e direcção-executiva do DN em Abril de 2020. Catarina Carvalho esteve nos últimos meses no Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford, a investigar a temática do jornalismo empreendedor e das startups de jornalismo. Já Ferreira Fernandes, que pouco tempo depois de sair do DN passou a assinar uma crónica semanal no Público, despediu-se recentemente dos leitores do diário da Sonae, deixando algumas pistas sobre a nova etapa. “Decidi que esta é a minha última crónica no melhor jornal português. O Público recebeu-me bem e tratou-me bem. Mas quero dedicar-me a fazer cartas de achamento por Lisboa fora e, se o souber ver, sobre um ou outro assombro”, podia ler-se na crónica publicada a 20 de Dezembro.

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