Redacção do DN com 20 jornalistas

Por a 3 de Novembro de 2020

Global MediaQuatro dias após ser conhecido o despedimento colectivo que abrange 81 profissionais do Global Media Group, 17 dos  quais jornalistas, o conselho de redacção do Diário de Notícias e os delegados sindicais do grupo  emitiram uma nota na qual afirmam “lamentar e repudiar que, mais uma vez, uma administração do grupo não tenha sido capaz de encontrar medidas de gestão que tivessem evitado o recurso, pela terceira vez nos últimos 11 anos (2009, 2014 e 2020), a um despedimento coletivo que penaliza ainda mais o valor reputaccional dos diversos títulos do grupo e em especial do DN, de novo a redação mais atingida entre as principais marcas da GMG.

Salientando o “grande valor profissional e humano dos oito jornalistas do Diário de Notícias, bem como dos restantes profissionais de outras áreas do jornal, afetados por este gravoso despedimento colectivo”,  ” que acabaram injustamente penalizados por esta medida” e prestando “a todos eles, o nosso reconhecimento e solidariedade”, o conselho de redacção vem assim “manifestar a nossa preocupação em relação ao futuro do Diário de Notícias, que nos últimos três anos perdeu mais de 30 jornalistas na redacção e se vê agora ainda mais depauperado nos seus recursos humanos, ficando reduzido a 20 jornalistas (chefias incluídas), numa redação claramente subdimensionada face a qualquer título da concorrência e, sobretudo, face ao desafio de manter o jornal relevante no panorama nacional, respeitando condignamente a sua importância e legado históricos”.

Manifestando a sua disponibilidade para servir de interlocutor à administração, o Conselho de Redacção  apela a que “no seguimento da manifestação de intenções divulgada pelo novo acionista maioritário, Marco Galinha, em entrevista ao jornal Público (5/10/2020), sejam de facto feitas, desta vez, sérias apostas para relançar e revitalizar a marca DN, garantir a sua sustentabilidade, respeitar a sua identidade histórica como um título de referência no universo dos media e devolver-lhe o espírito de vanguarda que acompanhou grande parte da sua história”.

“É urgente dotar a redação de meios (humanos e tecnológicos) que permitam fazer face aos desafios exigentes do mercado e garantir um produto viável e de qualidade”, asseguram.

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