Mário Ferreira lança OPA sobre a Media Capital

Por a 25 de Novembro de 2020
Mário Ferreira, presidente do CA da Media Capital

Mário Ferreira, presidente do CA da Media Capital

Mário Ferreira avançou esta noite com o anúncio preliminar da OPA sobre 69,78%  do capital da Media Capital, cumprindo assim o determinado pela CMVM na última quinta-feira, dia 19. O valor da oferta não pode ser inferior a 0,67 cêntimos por acção.

“Com esta decisão, a Pluris entende estar a agir contra a incerteza e a instabilidade que têm revestido o processo de recuperação da Média Capital, que ontem conheceu um importante marco. Com esta operação, transparente e aberta ao mercado, defendemos e protegemos da incerteza milhares de postos de trabalho e um projeto comunicacional da maior relevância para a sociedade portuguesa”, diz em comunicado enviado minutos depois aos jornalistas a Pluris.

“A contrapartida oferecida pelas Ações Objeto da Oferta, a pagar em numerário, será a que resultar da determinação do Auditor Independente acrescida de 2% (dois por cento), desde que não inferior a € 0,67 (sessenta e sete cêntimos) caso em que será este o valor da contrapartida, em conformidade com os termos da Deliberação e o disposto nos artigos 185.º, n.º 5, e 188.º, ambos do CdVM”, lê-se no documento enviado à CMVM, sendo que para o lançamento da OPA será necessária a autorização da AdC e da ERC, conforme previsto por lei.

“A Oferta é lançada por imposição regulatória, na sequência da Deliberação, sem prejuízo do que, em caso de aumento da participação atualmente detida pela Oferente na Sociedade Visada a Oferente dará continuidade à atividade daquela, ao seu objeto social e, bem assim, das sociedades que com a Sociedade Visada se encontrem em relação de domínio ou de grupo”, termina o comunicado enviado à CMVM.

E se o lançamento da OPA é obrigatório, a sua aceitação depende da vontade dos vário accionistas, desde ontem representados na sua grande maioria no conselho de administração do grupo.

“Esta Oferta irá permitir que outros acionistas minoritários da Média Capital possam por sua livre vontade optar permanecer ou alienar as suas participações, não se vendo forçados a acompanhar a Pluris neste caminho. Só assim será possível evitar-se mais especulação sobre um projeto que requer de forma urgente a reposição da normalidade para permitir novas perspetivas de futuro para a Média Capital”, prossegue no comunicado enviado a seguir ao anúncio da OPA Mário Ferreira.

“Com fidelidade aos princípios e valores do pluralismo, liberdade e qualidade de imprensa, que se encontram desde o seu nascimento na base deste projeto, procuramos, desta forma, contribuir para reforçar a posição deste Grupo no audiovisual nacional, na produção de conteúdos em língua portuguesa e na valorização do talento e profissionalismo de todos aqueles que diariamente fazem crescer este projeto”, termina o já presidente do conselho de administração do grupo.

“A Cofina, enquanto oferente na oferta pública de aquisição em curso, continua disponível para fazer parte de uma solução de viabilidade e crescimento para o Grupo Média Capital, no respeito pela Lei e pelo Estado de Direito Democrático”, dizia esta manhã a Cofina, em reação à conferência de imprensa da MC de ontem.

Entretanto, quando o lançamento da OPA da Pluris se concretizar, a Cofina pode revogar a oferta da sua OPA, pode ler-se nas perguntas e respostas sobre a imposição à Pluris do dever de lançamento de oferta pública de aquisição sobre a Media Capital divulgado pela CMVM na última semana.

 

 

 

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