Do Shopstreaming ao A-Commerce: 10 novas tendências de consumo a descobrir

Por a 27 de Outubro de 2020
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O mundo é dinâmico, um dinamismo que se faz observar em todas as dimensões da nossa vida quotidiana e o consumo, enquanto base da economia, não foge à regra. A pandemia e a adoção acelerada de padrões de consumo que privilegiam o e-commerce e os pagamentos contactless são algumas dessas novas tendências, mas não são as únicas nem tampouco as mais recentes.

As aprendizagens online, o shopstreaming (transmissões ao vivo para vender artigos) e as preocupações ambientais que levam os consumidores a, progressivamente, procurarem produtos e empresas comprometidos com a proteção do meio ambiente são alguns desses exemplos que nasceram antes da pandemia e que agora entram no seu período de maturidade e expansão.

10 novas tendências de consumo

1 – Comprar “verde”

A consciência global para as alterações climáticas está a despertar e isso tem implicações profundas nos hábitos de consumo. Os consumidores tenderão a procurar produtos e empresas comprometidas com a proteção do meio ambiente e isso já se está a refletir nos mais variados setores de atividade.

Vejam-se os exemplos da têxtil Adalberto (Santo Tirso) e da instituição financeira Unibanco.

A primeira substituiu todas as embalagens de plástico por papel FFC (papel proveniente de florestas com plantação controlada), utiliza fitas de tecidos provenientes do desperdício dos materiais e pretende, para 2021, acabar com as embalagens de plástico e passar a utilizar painéis solares para reduzir o consumo de energia.

Quanto ao Unibanco, especialista em cartões de crédito e soluções de crédito, lançou recentemente um novo cartão ecológico em PVC degradável para substituir o tradicional em plástico. Esta medida vem juntar-se à aposta na digitalização dos seus serviços que, por exemplo, já permitiam que a adesão a um crédito pessoal ou ao cartão Atitude Unibanco (cartão de crédito com cashback) se processasse de forma 100% digital poupando, deste modo, em papel e no combustível gasto pelos clientes em deslocações.

2 – Economia de experiência virtual

O confinamento de março e abril colocou em passa a vida social, mas trouxe para o primeiro plano as tecnologias que permitem experiências imersivas. Estas afirmaram-se como verdadeiras soluções para preencher o vazio deixado pelo cancelamento de espetáculos, concertos e provas desportivas, bem como pelo encerramento de museus, entre outros.

Apesar do regresso à “normalidade”, pelos menos a possível, a realidade virtual e as potencialidades que elas encerram na descoberta da cultura e do outro está para durar e desenvolver-se mesmo depois da pandemia acabar.

3 – Shopstreaming

Era também uma das tendências de consumo já detetadas há algum tempo, sobretudo em mercados como o asiático, mas a pandemia veio trazer esta realidade para um momento bem presente, encontrando-se já disseminada entre nós. Referimo-nos ao shopstreaming, ou seja, às transmissões ao vivo para vender artigos, que podem ir desde peças de roupa selecionadas pela dona de uma pequena loja de vestuário que assim pretende chegar às suas clientes habituais (e captar outras) ou um chef famoso que faz um live através do canal digital de um supermercado, levando a que a audiência adquira imediatamente os ingredientes por ele usados na confeção da receita.

4 – De volta ao básico

Desde o descobrir a cozinhar às limpezas, arrumações ou bricolage, estas e outras tarefas que muitos (re)descobriram durante o confinamento e que antes eram entregues a prestadores de serviços ou adquiridas no comércio, provavelmente irão transformar-se em rotina mesmo depois da crise passar.

Muitas pessoas descobriram que, afinal, até gostam (ou precisam) de fazer essas tarefas e vão continuar a assumi-las.

5 – Apoio à saúde mental

Em outubro celebra-se o mês da saúde mental, uma celebração revestida de enorme importância não só por causa dos medos e angústias trazidos pelo impacto físico e económico do coronavírus, mas também pela necessidade de eliminar estigmas e criar soluções que permitam combater este grave problema de saúde pública.

Os analistas estimam que qualquer organização, bem ou serviço que venha acrescentar mais-valias nesta área tem boas hipóteses de sucesso no futuro.

6 – A-Commerce

Ao e-commerce (comércio eletrónico) juntou-se o a-commerce. A inteligência artificial ligou-se ao comércio e ao mundo digital e fez crescer a procura de interação sem contacto, convergindo com os avanços da robótica.

Nos Estados Unidos, por exemplo, já existem cafeteiras como a Chinesa Tao Bao, onde os clientes utilizam os seus smartphones para entrar e fazerem os seus pedidos via um software específico. Depois de recebida a “encomenda”, os clientes efetuam o pagamento pela internet e recebem a nota fiscal da compra no próprio telemóvel.

7 – Higiene e segurança

À semelhança do que acontece com a maior consciencialização para o “comprar verde”, a importância que os consumidores dedicarão à higiene e segurança dos espaços comerciais que frequentam será decisivo no ato de consumir. Assim, comprar em ambientes saudáveis e seguros será uma das novas prioridades que, fruto da rotina e das vantagens para o serviço e cliente, passarão a fazer parte do quotidiano depois desta crise.

8 – M2P (ligação mentor-protégé)

Zoom, Skype, Facebook Chat, WhatsApp estes são apenas algumas das plataformas para a realização das videoconferências, que se tornaram moeda corrente durante o período de confinamento e continuam a ser de extrema importância na educação, trabalho e lazer de milhões de pessoas por todo o mundo. Sem elas estaríamos cegos para os outros e para o mundo que nos rodeia. Importantes para a manutenção de uma certa “normalidade”, prevê-se que a oferta seja aprimorada e vá ainda mais longe no domínio da apreensão de conhecimentos à distância e na ligação entre professores, especialistas e mentores.

9 – Símbolos virtuais de status

Com o mundo virtual a tomar paulatinamente conta da nossa vida (basta pensar no e-commerce e no advento das moedas virtuais) o estatuto social que antes era medido pelos bens materiais possuídos será, no futuro, avaliado na medida dos bens virtuais.

10 – Companheiros virtuais

Depois de estranharmos, os assistentes digitais e bots entranharam-se passando a ser uma parte importante da nossa vida quotidiana. A tendência é para que a procura por companhias virtuais personalizadas que nos possam entreter, educar, curar e até com quem possamos criar uma amizade se acentue nos próximos tempos.

 

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