Profissionais dos eventos com “uma mão cheia de nada” após reunião com governo. Nova manifestação no Porto

Por a 18 de Agosto de 2020

manif APSE“Foi com enorme esperança que nos deslocámos ao Ministério da Economia para sermos recebidos pelo Secretário do Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor. E foi com uma mão cheia de nada, e um enorme sentimento de frustração, que de lá saímos. Continuamos a não existir para este Governo”. É desta forma que Pedro Magalhães, presidente da APSTE (Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos) descreve a reunião que os representantes da associação tiveram com o secretário do Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, no passado dia 13.

Após este reunião, a APSTE decidiu marcar uma nova acção de protesto para 8 de Setembro no Porto. Tal como na manifestação que decorreu a 11 de Agosto no Terreiro do Paço, o objectivo é chamar a atenção do governo para as dificuldades trazidas ao sector pela pandemia da covid-19, que está a pôr em causa 170 empresas responsáveis por 1500 postos de trabalho directos e três mil indirectos. Em 2019, as 170 empresas associadas representaram uma facturação superior a 130 milhões de euros. Agora, 56 por cento destas empresas asseguram que não têm liquidez para pagar os salários nos meses de Agosto e Setembro.

A APSTE assegura que, do lado do governo, “existe um total desconhecimento em relação aos actuais problemas de uma área de actividade que necessita urgentemente de medidas especificas para mitigar os impactos da falta de trabalho que marca o presente das empresas do sector”.

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