Sérgio Figueiredo de saída, Pedro Pinto assume direcção interina da informação da TVI

Por a 10 de Julho de 2020

SFSérgio Figueiredo, director de informação da TVI nos últimos cinco anos, deixa a estação com efeito imediato. O cargo será ocupado, até à nomeação de nova direcção, por Pedro Pinto, actual sub-director de informação. A saída do profissional foi comunicada esta sexta-feira pela Media Capital, numa nota em que “a TVI informa que Sérgio Figueiredo deixará de exercer as funções de director de informação da estação a partir de hoje”, desejando “o melhor sucesso pessoal e profissional no seu futuro”.

Sérgio Figueiredo assumiu a direcção de informação da TVI e da TVI24 a 1 de Janeiro de 2015, num movimento que marcou o seu regresso ao jornalismo após oito anos em funções na Fundação EDP e noutras empresas do grupo. Na altura, ocuparia o cargo deixado vago por José Alberto Carvalho, que passou a presidir ao Comité Editorial da estação de Queluz. “A criação deste Comité resulta da necessidade de reforçar as áreas de conteúdos de informação e opinião da TVI. Nesse sentido, ficará também na sua [de José Alberto Carvalho] incumbência a criação de programas informativos diferenciadores, que assegurem o reforço da linha editorial da TVI e da TVI24, bem como a sua continuidade nas funções de pivot”, justificava a estação em comunicado. Antes, Sérgio Figueiredo passou por títulos como Semanário Económico, Expresso e Jornal de Negócios, além de ter sido colunista e comentador em vários órgãos de comunicação social.

A continuidade de Sérgio Figueiredo na direcção de informação da TVI foi um dos temas abordados numa entrevista a Mário Ferreira, recentemente publicidade no M&P, em que o novo accionista da Media Capital afirmava ter “a melhor das impressões do Sérgio Figueiredo”, profissional que conhece “desde os tempos da EDP”. “É um homem integro, um homem inteligente, um bom pensador. Agora, se ele é a melhor escolha ou não, não dependerá de mim. Depende do resultado que apareça do estudo que está a ser feito, aquilo que será o melhor para a estratégia futura”, explicava então Mário Ferreira, assegurando que “sendo ele ou qualquer outro cargo de direcção, serão avaliados pelos resultados”.

“E isso é que falará mais alto e é uma situação obviamente a ver, sendo eu sempre defensor, e como já percebeu nesta entrevista, de continuidade, promoção e valorização dos quadros existentes, quando isso é possível”, argumentava, sublinhando que o objectivo é “criar valor” e não “criar e arranjar situações disruptivas, porque mudanças de cargos de direcção são sempre disruptivas, quer queiramos quer não”.

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