Media Capital compara Impresa à Cofina na “tentativa de instrumentalização da ERC”

Por a 31 de Julho de 2020

media capitalA Media Capital acusa a Impresa de recorrer à “construção de um artifício legal” com o objectivo de “atacar um concorrente directo na área da televisão”. “Tudo isto numa altura em que a robustez e a sustentabilidade financeira dos grupos de media deviam ser a sua principal preocupação”, aponta a dona da Media Capital, em reacção às notícias que davam conta de um pedido de esclarecimentos endereçado pela Impresa e SIC à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). O pedido do grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão visará as mudanças na estrutura accionista da estação de Queluz e acumulação de cargos em várias empresas por parte do presidente executivo da Media Capital, situação que estaria já a ser alvo de uma análise do regulador, tendo levado o grupo a acusar a ERC de se deixar instrumentalizar e a Cofina de perseguir “uma estratégia de desvalorização do activo”.

“A Media Capital regista que esta iniciativa não difere de outras levadas a cabo recentemente pelo Grupo Cofina, numa tentativa de instrumentalização da ERC e com o objectivo de lançar sobre o grupo Media Capital suspeitas de irregularidades inexistente”, reforça agora a dona da TVI, em comunicado, reagindo à informação de que a Impresa teria avançado com um pedido de esclarecimentos sobre o mesmo assunto.

Mais uma vez, o grupo sublinha não ter sido notificado “da existência de qualquer procedimento administrativo desencadeado pelo regulador, nem chamada a prestar qualquer esclarecimento”, pelo que “não teve, por isso, oportunidade de se defender, em sede própria, dos ataques lançados indiscriminadamente na praça pública contra a TVI”. “O grupo Media Capital e a TVI comunicaram à ERC, num rigoroso respeito pelos prazos legais, as alterações ocorridas tanto na estrutura accionista como nos órgãos sociais”, reforça no mesmo comunicado, onde recorda que, uma vez cumpridos os trâmites legais a que se encontra obrigada, “é livre de escolher as pessoas que desempenham funções no âmbito da gestão da sua actividade”.

“Mesmo sem conhecer, em concreto, as questões suscitadas pela Impresa e pela SIC junto da ERC, a Media Capital sublinha que o referido administrador delegado desempenha aquelas funções no grupo Media Capital e é presidente da TVI em consonância com as regras da transparência da titularidade e da gestão, aplicáveis às entidades que prosseguem actividades de comunicação social”, prossegue a dona TVI, argumentando ainda que “nada impede que os administradores dos media possam desempenhar ou acumular funções no âmbito de diferentes actividades”. “É o que tradicionalmente acontece com os outros grupos de media, sem qualquer manifestação por parte da ERC”, conclui.

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