O Covid-19 e o Seu Impacto no E-commerce e no Futuro

Por a 14 de Julho de 2020

O Covid – 19 e o Seu Impacto no E-Commerce e no Futuro do Sector Mobiliário e Mais

As mudanças de Consumo Pós – Pandemia

O Covid-19 e o Seu Impacto no E-commerce e no Futuro Setor Mobiliário e Mais M&P

A pandemia da Covid-19 teve um grande impacto na forma como os portugueses vivem e, por conseguinte, consomem. Segundo um estudo da Group M realizado em meados de Abril e citado pelo jornal Observador, o e-commerce no nosso país cresceu entre 40% a 60% face ao mesmo período do ano transacto. Essa tendência registou-se sobretudo em alguns mercados, como o da venda de produtos alimentares, mas estendeu-se a outros como o mobiliário, por exemplo. O estudo, citado pela mesma publicação, refere ainda que o valor médio das compras online aumentou cerca de 18% ao longo do período da “quarentena”.

Mesmo que Portugal ainda não esteja na linha da frente dos países com empresas que privilegiam canais de e-commerce, este era um caminho que já se desenhava antes da pandemia e que foi acentuado por esta. Com as pessoas confinadas em casa durante largas semanas – mais de dois meses – o e-commerce acabou por ser a solução natural para que o consumo se continuasse a fazer. Significativo, aliás, foi o que se passou no mês de março, com um crescimento de 513% ao nível das pesquisas para compras online. Os setores em destaque foram o alimentar, mas também o da casa, decoração e mobiliário e de eletrónica. Com a Covid-19, e todas as suas vicissitudes, o meio online deixou de ser apenas uma opção, mas o caminho a seguir. Aliás, o e-commerce revelou-se como uma solução sólida, já depois do progressivo desconfinamento que temos vindo a experienciar aos poucos. O caminho está aberto. Já pensou como vai ser o futuro?

Bom, saiba que que o futuro já está a acontecer. Prova disso são já os números do pós-confinamento, que provam que o famoso “novo normal” vai ser mesmo novo. Vejamos, por exemplo, os números da Demand Sentinel da BCG, que monitoriza o tráfego online em Portugal por categorias. Beleza/Cosmética (+28%), Mobiliário (+39%) e Medicamentos (+19%) registaram tráfegos bastante superiores aos números no fim de janeiro, segundo revela o Observador. Isto deve-se não só ao facto das pessoas continuarem relutantes em sair de casa e a deslocarem-se às lojas físicas mas também porque, de facto, o e-commerce provou ser uma boa solução, conseguindo oferecer uma boa experiência ao consumidor e melhores preços. Disso são exemplo a Loja Viva, entre outros. Já lá iremos.


Mobiliário e não só: o desafio do e-commerce para as empresas

Naturalmente que as “mudanças em casa” foram dos tópicos mais discutidos da pandemia, visto que durante esse período tudo girou à volta da ideia de ficar em casa, pelo que é natural que melhorar o lar tenha estado “em cima da mesa”. Mas não é apenas para o setor do mobiliário que os desafios são grandes para encarar este novo normal. O e-commerce exige muito compromisso. É preciso ter a logística apurada, os inventários atualizados, capacidade de resposta e entrega, os parceiros certos e uma boa ligação com os canais físicos. Os desafios são grandes, mas as empresas estão a responder com afinco. Vejamos alguns exemplos.

El Corte Inglés

O El Corte Inglés lançou um mini-supermercado online para entrega de bens essenciais em todo o país;

Worten

A Worten criou o Drive Thru, que faz com que seja possível recolher encomendas feitas por telefone sem sair sequer do carro;

Makro

Uma das grandes novidades deste período foi a Makro, que passou a operar – temporariamente – como grossista e retalhista, passando também a ajudar os estabelecimentos no serviço de takeaway;

Loja Viva

Sabia que os artigos de mobiliário foram dos mais procurados pelos portugueses durante a quarentena? O teletrabalho acelerou a busca por mobiliário de escritório, tendo a procura registado um pico na semana de 10 a 16 de Maio, já quando o país estava prestes a desconfinar. Quer isto dizer que a tendência é para manter;

360 imprimir

A primeira gráfica portuguesa online criou o supermercado online 360hyper;

Glovo / Uber Eats

Passaram a fazer entrega em casa de compras de supermercado e de parafarmácia.

Mobiliário, eletrodomésticos, produtos de alimentação – muitos foram os setores que se adaptaram depois da Covid-19. Pela rapidez, funcionalidade e preços mais convenientes, o e-commerce já tinha conquistado os consumidores ao longo dos últimos anos. As empresas já seguiam essa tendência e quem não seguia teve que se adaptar com a pandemia Covid-19. Neste momento, este é um comboio que já não vai parar. À alta velocidade do digital, o comércio online segue imparável.

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