Criatividade 101 no pós-covid-19

Por a 22 de Junho de 2020
Tânia Almeida, senior creative designer da White Way

Tânia Almeida, senior creative designer da White Way

Depois do período de lockdown, o trabalho remoto continuou a ser uma realidade para muitas agências – uma realidade que chegou para ficar. O mercado adaptou-se com metodologias de trabalho mais ágeis. Dos brainstormings virtuais ao repensar o papel do design num mundo pós-covid19 – como estão as equipas criativas a gerir esta mudança?

A criatividade não tem descanso no que é um desafio duplo para designers, redactores e estrategas: criar marcas, campanhas e experiências digitais à distância. Os espaços físicos deram lugar a espaços virtuais para brainstorming, a inspiração vem com hora marcada em calls semanais, criamos novas narrativa para esta era post-touch e ainda há tempo para pensar no papel do design e das agências. Quatro reflexões sobre esta nova realidade.
 

Brainstorming à distância: como tornar os processos mais ágeis e produtivos?

As nossas metodologias não mudaram muito; tornaram-se apenas mais digitais. As ideias passaram a ser discutidas em calls via Zoom, com muitos share screens, apoiadas em ferramentas mais colaborativas como o Dropmark, o Evernote e o Miro. Depois, a equipa criativa tem reuniões semanais de partilha de progresso dos projectos em curso, com design critiques onde todos podem contribuir com inputs para qualquer projecto.

 

O hábito faz o criativo: best practices para despertar a criatividade da equipa.

Criámos as Hello Meetings, reuniões diárias matinais, descontraídas, para começarmos o dia sentindo o lado mais humano da agência. Muitas vezes falamos sobre novidades da indústria, de arte e design. Nas Hello Meetings aconselhamos e partilhamos também sugestões de exercício, leitura, cultura, família, férias. Cada dia é nomeado um elemento responsável para liderar este momento de partilha.

 

Storytelling em 2020: que histórias devem as marcas contar?

Temos de ir ao encontro do consumidor esteja ele onde este estiver. As marcas vão ter de comunicar as mudanças nesta era esterilizada, post-touch, redefinindo o espaço de contacto. Devem estar atentas aos comportamentos dos consumidores e tomar decisões assentes nas tecnologias que os escutam de forma ativa. As marcas que melhor conseguirem escutar e responder às novas necessidades dos consumidores serão as love brands do futuro.

 

O futuro do design: qual o papel das agências no mundo pós-COVID19?

Mais do que um exercício estético ou conceptual devemos pensar qual o papel social do design na sua capacidade de mudança de comportamentos e atitudes. Para isso é essencial uma relação colaborativa entre agência e cliente na criação de estratégias de marca com propósito. Inovando e reinventando as marcas através do digital, criando novos touchpoints integrados em ecossistemas de comunicação com um objectivo: aproximarmo-nos em tempo de distanciamento social.

 

*Por Tânia Almeida, senior creative designer da White Way

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