Valor passou dos 20 para os 90 mil euros e Observador mantém recusa

Por a 21 de Maio de 2020
Rudolf Gruner site

“Fazem falta, não tenho muitas ordem de compra de 90 mil euros a entrar neste momento, mas não. Vamos recusar”. A afirmação é de Rudolf Gruner, director-geral do Observador, título que na terça-feira soube que dos 15 milhões de compra antecipada de publicidade do estado lhe tinhas “saído em rifa” cerca de 20 mil euros, valor que passou para os 90 mil ontem. Em conversa com o M&P, Gruner diz que o valor agora atribuído já se aproxima das estimativas, até mais altas, que tinham previsto, e que efectivamente pediram apoio. Mas, “pedimos apoio, não subsídios. Achamos mal o Estado subsidiar os media”. O apoio previsto, recorda, passava sobretudo pela redução do IVA nas assinaturas, pela majoração do investimento dos anunciantes, e por uma linha de crédito especifica para os media, no valor de 25 mil euros por funcionário.  “O mais importante é serem mantidos os postos de trabalho, o empréstimo estaria indexado aos postos de trabalhos e as empresas teriam de se comprometer a não despedir. O sector não deve encolher”, diz.
“O erro foi de cerca de 70 mil euros, o que num valor global de 11,25 milhões, distribuído por 13 grupos de comunicação social nacionais, não vai ter um impacto muito significativo. Mas vai ter de se mexer no valor dos outros”, explica o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media em entrevista ao Expresso. Também o jornal Eco recusou os cerca de 19 mil euros que lhe foram atribuídos. Na mesma entrevista, Nuno Artur Silva diz que se estes dois títulos mantiverem a recusa, o valor será repartido pelos restantes 11 projectos/grupos.
Para o calculo dos valores a atribuir a cada título, o governo terá tido em conta as receitas de publicidade e de circulação do segundo trimestre do último ano.

 

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