Marcelo ouve os grupos de media (em act.)

Por a 4 de Maio de 2020

marcelo“O que está em marcha, e muito bem, são os pacotes de estímulo ao sector da comunicação social, nomeadamente à imprensa, com critérios e com transparência, e a RTP não participa, não deve beneficiar desses estímulos, afirmou hoje Gonçalo Reis, presidente do conselho de administração da RTP, à saída da reunião com Marcelo Rebelo de Sousa, que está a ouvir durante a tarde os responsáveis dos maiores grupos de media do país. Questionado sobre se os 15 milhões de euros, de compra de publicidade institucional são suficientes, o presidente da RTP disse achar “perfeitamente razoável, equilibrado, expectável que o sector com a relevância que tem a comunicação social, com a relevância que tem a imprensa para uma sociedade livre, aberta, civilizada que seja alvo de programas muito transparentes, com critério e que no fundo valorizem o papel de imprensa livre, sustentável e plural”.

Luís Cabral, CEO da Media Capital, afirmou por seu turno que vivemos tempos de “navegação à vista”. “Não sabemos o que vai ser o mês de Maio, de Junho, se haverá segunda vaga do vírus. É necessário um controle muito grande de custos e uma gestão muito racional e equilibrada. Tenho um negócio que não pode parar, a comunicação social não pode parar”, disse à saída da reunião com Marcelo Rebelo de Sousa. Luís Cabral afirmou estar “Muito agradecido” pelos apoios que “vão chegar rapidamente”, sem adiantar comentários sobre os valores ou ajudas em causa. Sobre o recurso ao lay-off, admitiu estar a ser aplicado na Plural, onde a produção de novelas está parada.

Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo Impresa, recordou que “apesar de tanta audiência, a verdade é que como o país e o mundo pararam, há  quedas de 50 a 60% do investimento publicitário”.

Nicolau Santos, presidente do conselho de administração da Lusa, afirmou que a agência tem  “capacidade para acomodar eventuais perdas” geradas pela pandemia. No entanto, embora defendendo que  “15 milhões é uma indemnização generosa”, lembrou que  os media vivem “uma situação difícil” e esse montante “não resolve todos os problemas do sector”, que são uma “responsabilidade Estado, mas também do sector privado”.  Lembrando projectos como o Público e Observador, defendeu que outros grupos podem lançar projectos ou pensar em outras formas de apoio.

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De acordo com a agenda, Marcelo Rebelo de Sousa iniciou a tarde com uma audiência à RTP, seguida da Impresa, Media Capital, Cofina, Lusa e grupo Renascença Multimédia.

 

 

 

 

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