Governo rectifica valores de apoio do Estado à comunicação social

Por a 28 de Maio de 2020

Nuno Artur SilvaFoi publicada hoje em Diário da República a rectificação dos valores de apoio aos meios de comunicação social, por forma a aumentar de 19,9 mil euros, como determinado no dia 19 de Maio, para 90 mil euros o montante a atribuir ao Observador.

Assim, a  Impresa , em vez de 3,491 milhões de euros vai receber 3,469 milhões de euros, e o Grupo Média Capital, em vez de 3,342 milhões de euros, passa a receber 3,321 milhões de euros. Nos restantes 11 grupos apoiados pelo Estado através da compra antecipada de publicidade também há ajustes em baixa.

A compra antecipada de publicidade institucional por parte do Estado, no montante de 15 milhões de euros, recorda a Lusa, foi anunciada em 17 de Abril, destinando a 13 órgãos de comunicação social de âmbito nacional 11,25 milhões de euros, ou 75% dos 15 milhões de euros (IVA incluído).

Os restantes 25% de apoios vão para os meios de comunicação regional e local, dos quais 2,019 milhões em aquisições a realizar a detentores de publicações periódicas de âmbito regional e 1,731 milhões em aquisições a realizar a detentores de serviços de programas radiofónicos de âmbito regional e/ou local.

“A presente pandemia aumentou significativamente as necessidades do Estado em fazer campanhas de publicidade institucional, designadamente sobre as medidas higiénicas e de confinamento que os cidadãos tiveram de tomar. Essa necessidade prolongar-se-á durante este ano, não só para as medidas directas de prevenção da pandemia, mas também, e sobretudo, para a retoma da actividade económica e cultural, bem como para endereçar problemas sociais que poderão agudizar-se face à crise económica e sanitária causada pela pandemia da doença covid-19”, explicou o Governo no diploma que, em 19 de maio, autorizou a compra excepcional de publicidade institucional do Estado.

Uma vez que que tanto o Observador como o Eco renunciaram ao apoio, os montantes devem ser novamente revistos.

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