APAN cria Observatório para “trazer alguma transparência” à publicidade online

Por a 28 de Maio de 2020
Manuela Botelho, secretária-geral da Associação Portuguesa de Anunciantes

Manuela Botelho, secretária-geral da Associação Portuguesa de Anunciantes

O número de campanhas activas no meio digital, quais os sectores de actividade com mais campanhas ou quais os formatos e posições mais utilizados são alguns dos dados que passarão a ser disponibilizados pelo Observatório da Publicidade Digital. A iniciativa, lançada pela Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) em colaboração com a Adjiin, apresenta-se como “uma ferramenta que vai permitir avaliar tendências de investimento neste meio, quer em termos globais quer em termos sectoriais”, sendo que “os investimentos publicitários no meio digital têm vindo a crescer significativamente e cada vez é mais difícil, mas também mais importante para as marcas, seguirem a sua actividade online e a dos seus concorrentes”.

“Numa altura em que o investimento no digital aumentou significativamente, a APAN pretende trazer alguma transparência sobre a actividade publicitária no meio online, permitindo também monitorizar o seu crescimento e o caminho que está a ser feito”, justifica Manuela Botelho, secretária-geral da associação, defendendo que, “para as marcas, ter um benchmark e um controlo permanente daquilo que que está a acontecer, também no meio online, é um importante indicador de gestão”.

Os primeiros dados do Observatório, relativos ao mês de Abril, dão conta de um total de 32.645 campanhas activas, sendo os sectores do entretenimento (8,8%), dos media (5,9%) e das instituições e Estado (3,8%) aqueles que surgem como maior share-of-voice, dados que, refere a associação, são “claramente reveladores da fase pandémica em que vivemos, já que estes não eram os sectores mais importantes há alguns meses”.

Entre outros dados, a análise mostra ainda que o formato mais utilizado neste período foi o MREC (20,8%) e que 58% das campanhas foram compradas de forma não programática, sendo que apenas 10% resultaram de compras 100% programáticas. A análise não inclui a publicidade no Facebook, Instagram e LinkedIn, que não é abrangida para tecnologia utilizada para a monitorização “porque estas plataformas não o permitem”.

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