“Seria inútil uma mão cheia de nada” diz a PMP

Por a 19 de Abril de 2020
Luís Nazaré, director-executivo da Plataforma dos Media Privados

Luís Nazaré, director-executivo da Plataforma dos Media Privados

“O valor avançado pelo Governo fica muito aquém do justo e necessário, pouco ou nada acrescentando às verbas tradicionalmente inscritas em sede orçamental para os mesmos fins”, afirmou, ao início da noite de sexta-feira em comunicado, a Plataforma dos Media Privados (PMP), em reacção ao pacote de medidas para os media anunciados pelo governo, lembrando que a aquisição de espaço publicitário foi uma das medidas propostas pela PMP.

“A modalidade de atribuição da verba anunciada está ainda por clarificar. Esperamos que os critérios de repartição sejam os mais correctos, como vimos defendendo, e que os mecanismos burocráticos do Estado não dificultem a sua fluidez. Pressupomos igualmente que os preços de contratação serão, no mínimo, equivalentes aos médios de mercado. Preocupa-nos, por fim, o número e a natureza das entidades que serão chamadas a regular este processo”, prossegue a associação dirigida por Luís Nazaré.

“O “dia seguinte”, conforme referido pelo Governo, onde todo o cenário da indústria dos media e da sua relação com o Estado será reavaliado, é imperativo e representa uma oportunidade para a qual a PMP manifesta a sua disponibilidade. Para isso, será necessário ultrapassar as dificuldades do presente e encarar o futuro próximo numa perspectiva de progresso e reparação das injustiças a que nos vemos sujeitos. Seria inútil uma mão cheia de nada”, termina a PMP.

Recorde-se que o Jornal Económico e o desportivo A Bola já entraram em lay-off no início do mês. Na sexta-feira, dia em que foi anunciado o “pacote” de medidas de apoio à comunicação social, os jornalistas do Global Media Group também foram informados que, a partir de segunda-feira, entrariam em regime de trabalho parcial.

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