Tempo de mudança, hora de agir! 

Por a 20 de Março de 2020
Alberto Rui Pereira,, CEO da IPG Mediabrands Portugal

Alberto Rui Pereira,, CEO da IPG Mediabrands Portugal

Estamos a viver um momento complexo. Um momento inesperado e incerto. Inesperado porque não expectável, novo, nunca vivido e incerto porque não sabemos quanto tempo poderá durar. Mas uma coisa hoje já sabemos: está a provocar uma profunda e brusca mudança de vivências, relacionamentos, hábitos e comportamentos. A todos os níveis e também a nível de consumo de bens e serviços e de media/conteúdos. Quando este ciclo terminar nada será como antes. É a esta mudança brusca que a nossa indústria em geral e as marcas em particular se vão ter de adaptar e de responder, explorando as oportunidades e agindo em função desta nova realidade. É factual e comprovado que em todos os ciclos de crise (mais ou menos prolongadas), as marcas que mantêm a sua comunicação e a sua presença viva e dinâmica são as que mais saem fortalecidas aquando da saída desses ciclos. Esta crise não é diferente. É curta mas é abrupta e muda radicalmente hábitos e comportamentos. É essencial as marcas estarem à altura do momento. Adaptarem o seu mix de investimento às alterações de consumo dos media (ao se fixarem em casa, o consumo de TV e digital vai naturalmente crescer), da sua tipologia de comunicação/campanhas (privilegiar o seu core, apostando em conteúdos e/ou produtos & serviços relevantes para o momento, inovar e cumprir o seu papel social que hoje tanto reivindicam) e acima de tudo manter o seu investimento e presença. Se em alguns segmentos muito específicos e fortemente atingidos se pode perceber a ausência de comunicação das marcas neste período (turismo, eventos, transporte aéreo, restauração etc), o mesmo não se pode dizer de todas as restantes. Têm e devem estar presentes… Com relevância, explorando as oportunidades e cumprindo o seu dever de responsabilidade social. É nestas alturas difíceis para todos que as marcas devem dizer ‘presente’, é isso que os seus consumidores esperam delas. É altura de provarem que o “brand purpose”, o “human first”, de que tanto falam (e bem) não são só chavões bonitos mas uma realidade que vai agora ser posta à prova. É nestes momentos que é necessário ir para além do ROI e das visões cegas de curtíssimo prazo. As marcas têm uma função social e uma responsabilidade no colectivo que vai muito para além de um simples bem ou serviço. As que assim agirem vão colher os frutos no futuro. A bem da nossa indústria mas acima de tudo a bem das marcas (e também do seu negócio) apelo a que cumpram o seu papel e aquilo que os consumidores esperam delas. Estou certo que não os vão decepcionar. Nós (agências e os grupos de media) estaremos cá para ajudar e cumprir a nossa parte

Por Alberto Rui Pereira, CEO da IPG Mediabrands Portugal

Um comentário

  1. Nuno Ricardo

    21 de Março de 2020 at 18:04

    …(ao se fixarem em casa, o consumo de TV e digital vai naturalmente crescer) … Mas para portugal…não virá nem 1 cêntimo de lucro….Porque aquilo que a ganancia e corrupção-digital portuguesa, privilegiou e subsidiou milhões e milhões de euros de FSE-via portugal 2020, startup, compete, bancos, etc….nestes últimos 5 anos foram tretas e buLlshit de marketing digital….agora peçam aos inúteis portugueses do marketing-digital para fazer em 5 semanas….aquilo que não fizeram e não aprenderam em 5 anos —-> hasta lá vista …baby ….NEM 1 CÊNTIMO PARA PORTUGAL …Vão à janela cantar…ou ao youtube dar o concerto…. …(ao se fixarem em casa, o consumo de TV e digital vai naturalmente crescer) … mais uma linha de crédito a fundo perdido para os inúteis e corruptos do costume … https://www.dinheirovivo.pt/empresas/entretenimento-digital-industria-milionaria-passa-ao-lado-de-portugal/?fbclid=IwAR0LtWe4jAoM9MVYkyM73qsLSSq4NJWfjqMHngl85Rid24G4W0xScwMeuqQ

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