Lucros da Cofina em 2019 crescem 7,5% e aproximam-se dos 7,2 milhões

Por a 13 de Março de 2020
Octávio Ribeiro, Luís Santana e Paulo Fernandes (Cofina)

Octávio Ribeiro, Luís Santana e Paulo Fernandes (Cofina)

A Cofina encerrou as contas de 2019 com lucros próximos dos 7,2 milhões de euros, valor que traduz um crescimento na ordem dos 7,5% face aos resultados alcançados pelo grupo liderado por Paulo Fernandes em 2018. A contribuir para a evolução positiva dos lucros, de acordo com o relatório enviado esta sexta-feira ao final do dia à CMVM, esteve sobretudo o corte do lado dos custos operacionais do grupo, que desceram de aproximadamente 75,2 milhões de euros em 2018 para os 71,3 milhões de euros no último ano, o que representa um corte de 5,2%.
Números responsáveis por uma poupança na ordem dos 3,9 milhões de euros que ajuda a explicar o crescimento alcançado pelo grupo dono do Correio da Manhã e da CMTV num ano que fica marcado por quebras em todas as linhas de receita, com excepção dos produtos de marketing alternativo e outros, resultando numa diminuição de 1,4% nas receitas operacionais para os 88 milhões de euros.

O recuo nas receitas fica a dever-se às quebras de 2,5% (de 43,1 milhões de euros para cerca de 42 milhões de euros) nas receitas de circulação e de 2% (de 28,1 milhões de euros para 27,6 milhões) ao nível das receitas publicitárias. A evitar uma quebra mais significativa estiveram então os produtos de marketing alternativo, área onde o grupo regista um crescimento de 2,1% para os 18,5 milhões de euros.

Contando com o contributo destas receitas e da diminuição dos custos operacionais, a Cofina acabou por ser capaz de melhorar a sua performance financeira, fechando o exercício de 2019 com um EBITDA a rondar os 16,8 milhões de euros. Este resultado representa um crescimento na ordem dos 18,7% quando comparado com os 14,1 milhões de euros registados em 2018.

Encerradas as contas de 2019, a Cofina chega ao final do ano com uma dívida nominal líquida de 44,9 milhões de euros, valor que representa uma diminuição de 4,4 milhões de euros relativamente à dívida de 49,3 milhões de euros comunicada à CMVM no final do terceiro trimestre mas uma subida na ordem dos 5,2 milhões de euros se comparado com o endividamento de 39,7 milhões de euros reportado no encerramento do exercício de 2018.

O crescimento da dívida, justifica o grupo no relatório endereçado à CMVM, “está relacionado com o caucionamento de um montante de 10 milhões de euros no contexto do contrato de compra e venda celebrado em 20 de Setembro de 2019 com a Promotora de Informaciones, S.A. para a aquisição de 100% do capital social e direitos de voto da Vertix, SGPS, S.A. (e indirectamente de 94,69% do capital social e direitos de voto do grupo Média Capital, SGPS, S.A.)”.

“Em termos meramente operacionais (sem considerar este efeito decorrente da referida transacção), a dívida líquida nominal da Cofina seria de 34,9 milhões de euros, o que corresponde a uma redução de 4,8 milhões de euros face à dívida líquida nominal registada no final de 2018”, sublinha o grupo no mesmo comunicado.

Recorde-se que a Cofina desistiu esta semana de comprar a Media Capital após ter falhado a operação de aumento de capital por três milhões de euros. Na sequência deste recuo na aquisição da dona da TVI, o grupo liderado por Paulo Fernandes endereçou, também esta sexta-feira ao final do dia, um comunicado à CMVM onde declara que “no seu entendimento, o contrato não caducou por efeito do insucesso do aumento de capital da Cofina, cujo prospecto foi objecto de divulgação no passado dia 17 de Fevereiro, razão pela qual não são devidos os 10 milhões de euros”.

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