Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos diz que medidas do governo para o sector são “claramente insuficientes”

Por a 25 de Março de 2020

festivalA Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos (APEFE) descreve como “claramente insuficientes” as medidas do governo anunciadas para o sector.

“Várias entidades e autarquias estão diariamente a cancelar eventos. Os espectáculos à venda para final do ano e início de 2021 não vendem. Temos que trabalhar em conjunto numa política de reembolso de espectáculos adiados e cancelados que ajude a minimizar os prejuízos catastróficos do sector cultural”, refere a associação em comunicado. “É importante frisar que o nosso sector foi o primeiro a ser impedido de trabalhar! Desta forma perdeu 100 por cento da sua facturação uma vez que todas as empresas estão inibidas de exercer a sua actividade”, referem.

A APEFE defende que é necessário garantir acesso imediato ao lay-off total ou parcial para trabalhadores de empresas do sector, adiar o pagamento das obrigações fiscais relativas ao pagamento IVA, TSU, IRC e pagamento por conta até 30 dias após o fim da proibição da realização espectáculos, mantendo as empresas declarações de não dívida, com plano de pagamento posterior em duodécimos isentos de juros.

A mesma entidade considera que é necessário “definir políticas de reembolso de bilhetes de espectáculos adiados e cancelados que protejam o sector” e que sejam criadas linhas de crédito e/ou microcrédito de acesso simplificado com spreads de 1 a 1,5 por cento.

A associação quer também a garantia de que “as autarquias mantêm o orçamento previsto para aquisição de espectáculos em 2020″, “mesmo que isso implique que todos aconteçam no último trimestre do ano”.

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