Chegada do Disney+ ao mercado português apontada ao Verão

Por a 21 de Janeiro de 2020

Disney+A chegada do serviço de streaming da Disney ao mercado português continua sem uma data concreta mas o grupo assegura agora, em comunicado oficial, que o lançamento está agendado para este Verão. A data para a disponibilização do Disney+ em Portugal era esperada para breve desde que foi anunciado o dia 31 de Março para a chegada da plataforma à Europa (a data foi agora antecipada para o dia 24), com uma primeira vaga de países onde não estava incluído o mercado português. Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha, Itália, Espanha, Áustria e Suíça serão então os primeiros a ter acesso ao serviço, seguindo-se no decorrer do Verão uma segunda vaga que incluirá o lançamento em Portugal, que, segundo o mesmo comunicado, incluirá a disponibilização do Disney+ em todas as principais plataformas, desde os dispositivos móveis às Smart TV e consolas. Sobre a presença do serviço na oferta de operadores de telecomunicações, como acontece actualmente com o Netflix, HBO ou Amazon Prime, não é ainda conhecida a intenção da Disney.

Além da janela temporal para a chegada do Disney+, sabe-se agora também quanto irá custar a o acesso ao serviço de streaming que junta conteúdos da Disney, Pixar, Star Wars ou Marvel. A subscrição mensal terá um custo de 6,99 euros, com a possibilidade de adquirir uma assinatura anual por 69,99 euros. Valores que colocam o Disney+ a meio da tabela de preços dos players concorrentes disponíveis actualmente no mercado português já que as subscrições da HBO e Apple TV têm um custo de 4,99 euro e o Amazon Prime de 5,99 euros (após um período de seis meses por 2,99 euros mensais), enquanto o Netflix disponibiliza vários pacotes de subscrição a começar nos 7,99 euros.

O Disney+ foi lançado no passado mês de Novembro nos Estados Unidos, tendo chegado também à Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Holanda antes da anunciada expansão à Europa, onde prevê chegar a todos os principais mercados no espaço de dois anos. O serviço junta filmes e produções clássicas aos catálogos da Pixar, Marvel ou Star Wars, portfólio que foi alargado novamente com a aquisição da 21st Century Fox, passando a Disney a deter também os direitos de outros produtos audiovisuais populares, como X-Men ou The Simpsons.

Disney+Com os direitos sobre um catálogo vasto, a plataforma de streaming própria da Walt Disney Company prometia apontar de imediato aos fãs das sagas mais icónicas das suas propriedades intelectuais, tendo o arranque contado desde logo com uma série original integrada no universo Star Wars, The Mandalorian. Na calha estão ainda séries originais sob a chancela da Marvel, como Loki, protagonizada por Tom Hiddleston, o mesmo actor que dá vida ao vilão no cinema em todos os filmes da saga Vingadores, tal como The Falcon and The Winter Soldier, com Sebastian Stan e Anthony Mackie, ou WandaVision, com Elizabeth Olsen e Paul Bettany.

O catálogo será reforçado ao nível do cinema com “blockbusters de 2019 em diante” e com a promessa de lançamento de mais de 25 séries originais e 10 filmes, documentários e especiais produzidos em exclusivo para a plataforma durante o primeiro ano. É o caso de um documentário sobre a produção de Frozen 2, um dos blockbusters que chegou aos cinemas em 2019, bem como novas séries da Pixar, caso de uma produzida com base no universo de Toy Story. Da saga Star Wars está também prevista uma série sobre Cassian Andor, baseada na era de Rogue One e protagonizada por Diego Luna, actor que integrou o elenco de Star Wars: Rogue One nas salas de cinema vestindo a pele do mesmo personagem, além de uma nova temporada exclusiva da série de animação Star Wars: The Clone Wars (actualmente exibida pelo Disney Channel).

Aquando do lançamento, a Disney anunciou que o seu serviço de streaming terá atingido a fasquia dos 10 milhões de subscritores só no dia de estreia. Os dados foram avançados pela própria empresa, que não esclarece se estão em causa assinaturas pagas mensal ou anualmente, gratuitas ou com desconto para subscrição prolongada, sendo que em todas as subscrições há um período experimental gratuito de sete dias. Ainda assim, os números superaram as expectativas dos analistas, que apontavam um prazo de um ano como necessário para que o novo player do mercado OTT alcançasse a fasquia dos 10 milhões de subscritores. O objectivo está traçado: alcançar entre 60 e 90 milhões de assinantes até 2024.

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