Arcebispo de Braga manifesta “apreensão e surpresa” pelo encerramento da Rádio Sim e equaciona rádio de inspiração cristã

Por a 6 de Janeiro de 2020
D. Jorge Ortiga

D. Jorge Ortiga

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, recebeu com “apreensão e surpresa a decisão, por parte da gerência da Rádio Renascença”, de suspender as emissões da Rádio Sim. A Arquidiocese de Braga, que é proprietária do grupo Diário do Minho, que detém o jornal diário, a revista Minha e uma gráfica, poderá agora avançar com uma rádio própria de inspiração cristã.

Em comunicado, D. Jorge Ortiga considera que a “Rádio Sim era uma presença da Igreja na comunicação social com grande acolhimento por parte dos cristãos. Num tempo em que cresce o número de idosos em Portugal, a Igreja deveria ser-lhes próxima, produzindo conteúdos que lhes proporcionassem companhia e os ajudassem, muito concretamente, a viver, aprofundar e a celebrar a fé. Bem como a serem informados sobre a actualidade da Igreja”.

O mesmo responsável relembra que, para o projecto da rádio Sim, a arquidiocese “disponibilizou gratuitamente, para o efeito, espaços e motivou as pessoas para uma generosidade em prol de um projecto de abrangência nacional”. Aliás, D. Jorge Ortiga refere que, por apoiar o projecto da Renascença, “foi renunciando a diversas iniciativas de índole local”.

O arcebispo de Braga faz agora saber que a arquidiocese “repensará a sua presença na rádio — sem perder muito tempo — e garantirá aos cristãos mais simples e humildes a escuta da voz da Igreja”.

A Renascença Multimédia anunciou esta sexta-feira que se preparava para descontinuar a emissão da Rádio Sim, justificando a decisão com “motivos de sustentabilidade económica”. A estação, no ar desde 2008, detinha 10 frequências no espectro FM com emissão a nível nacional.

Foto: diocese-braga.pt

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