😍😌😎✍🏻👥🌱☀️💦*

Por a 10 de Janeiro de 2020
Vitor Cunha, administrador da JLM & Associados

Vítor Cunha, administrador da JLM & Associados

1 – O paradoxo da crescente infantilização dos humanos nesta sociedade da informação e da tecnologia e do espectáculo poderia levar-nos a pensar se não estamos perante uma vitória tardia, e porventura injusta, da tão apreciada sabedoria popular. Esse tipo de sabedoria é muitas vezes traduzido em provérbios. Por exemplo: “casa de ferreiro, espeto de pau”. Ou: quanto mais informação e formação, mais elementares nos tornamos.
A Era da Imagem e do Símbolo, ou seja, aquela em que vivemos, é o tempo da simplificação. 😢

Comunicar por símbolos básicos (✌🏻 ou 👎🏻), a substituição da escrita e do seu formalismo pela linguagem da caverna 😱 num exercício de arqueologia antropológica, a impressão fácil, o reino do óbvio: tudo isto é ambiente de jardim infantil, ou, se se quiser, uma homenagem à Pré-História, talvez ao neolítico, e à pintura rupestre, que merece cuidado e, imagine-se, 🤫 🤓🧐. Há um Foz Côa dentro de cada um de nós, os contemporâneos.

A verdade é que a aparente sofisticação do Homo Gadget não tem sido acompanhada por outras melhorias civilizacionais 😠. Esta contradição devia preocupar homens públicos, mulheres públicas, treinadores de ⚽️⚽️, políticos, comunicadores em geral e dançarinas de cabaret 💄💃🏻.

Pode perguntar o desinteressado e bonacheirão leitor: mas por que razão é que “este” tinha que trazer para aqui alusões, ainda que ligeiras porque esta é uma publicação familiar, a luxúria e sexo?

Resposta: porque luxúria e sexo, mesmo em tempos de simplificação ou de contenção, continuam a gerar receita e entusiasmo.

Pergunta – Mas esse argumento é pateta, não é?

Resposta – É, mas acham – mesmo? – que essa preocupação é relevante num tempo em que ninguém tem ⌚︎, ou vontade, para ler mais do que um cabeçalho, ou as duas linhas do “push”?

Pergunta – mas porque está a responder a uma pergunta com outra pergunta? Para atestado de menoridade não bastaria recorrer a um exemplo, essa ilustração vivíssima da incapacidade de estabelecer um pensamento abstracto?

Resposta – 🖕🏻

[Pois é. Há um Sócrates entre nós, e não é o “alegadamente” criminoso. É também nesta altura que a direcção do M&P se passa e começa a duvidar da sua capacidade de prognose: será que “ele” é doido? Ficou doido? – Porque antes parecia um homem sensato, sério, com ar de Luís Marques Mendes após o debate semanal com Clara de Sousa, na SIC, e agora quer imitar os Clássicos, já invoca Sócrates, está aqui está a citar Ricardo Araújo Pereira ou Cristina Ferreira (a Cristina da SIC, não a do Público). E Paulo Portas? Fica de fora?].

Tentando focar: os accionistas, directores, consultores e todos os envolvidos no sector da comunicação (“comunicação”, aqui, é tudo: de media a publicidade, de relações públicas a vendedores de Bimby e Rainbow) deviam reflectir sobre as técnicas predominantes; deviam pensar na evolução da fotografia (que agora pode ser animada); deviam pensar se o caminho sinuoso do futuro passa pelo vídeo; deviam estudar a capacidade da mente humana para aguentar um anúncio de 25 segundos antes do arranque do filme procurado no YouTube; deviam perguntar-se mais e procurar novas respostas. E novas perguntas.

No fundo, no fundo, tudo isto será salvo por Sócrates (o bom), pela filosofia da Dúvida, num caminho cartesiano, incerto e desafiante, que nos levará do empirismo de Locke a Kant, num trajecto sinuoso, um Paris-Dakar da mente e do intelecto, que só terminará naquela praia enorme do Senegal.  Bela imagem. 😎🔆😉😉

2 – Segundo tema, mas que é o primeiro. A dominância da imagem não preclude a exigência da contextualização e da boa informação – nem que seja pela via da legenda adequada. A legenda é um elemento essencial e devia ser alvo de mais e melhor cuidado. Uma legenda que repete o óbvio, o título, ou a entrada, ou a descrição parva da imagem é uma legenda vã.

Por outras palavras, uma boa edição de imagem não substitui – nunca – uma boa edição de texto. E o texto é tudo: é o código da razão, a mais segura forma de preservação da humanidade que nos resta face à crescente neandertalização do Sapiens.

🥠 (Estou com fome).

*O meu amor por ti só me dá vontade de sair e escrever poemas lindos enquanto fumo marijuana ilegal ao sol (enquanto não chove)

*Por Vítor Cunha, administrador da JLM & Associados

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