Trabalhadores da TSF ameaçam avançar para greve

Por a 18 de Novembro de 2019

TSF 30 AnosOs trabalhadores da rádio TSF ameaçaram recorrer à greve se a administração da Global Media não esclarecer dentro de dez dias questões relacionadas com a anunciada reestruturação do grupo.

“Os trabalhadores da TSF decidiram conceder um prazo de dez dias para obter uma resposta – por escrito – por parte dos destinatários, findo o qual se reservam o direito de utilizar todas as formas de luta ao seu dispor, incluindo o recurso à greve”, lê-se num comunicado citado pela Lusa.

Reunidos em plenário na sexta-feira, os trabalhadores da TSF decidiram, com o apoio do Sindicato dos Jornalistas e do Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações e Comunicação Audiovisual, exigir ao presidente do Global Media Group, Daniel Proença de Carvalho, e aos accionistas Kevin Ho, José Pedro Soeiro e Rolando Oliveira um esclarecimento, por escrito e no prazo de dez dias, a várias questões que querem ver clarificadas.

Segundo o comunicado, “desde o anúncio da nova reestruturação [do Global Media Group], a instabilidade na TSF tem sido grande, agravada por atrasos no pagamento de salários a trabalhadores efectivos e colaboradores”. Os trabalhadores da TSF querem “um esclarecimento claro e cabal de quem tem poder de decisão dentro da empresa sobre a reestruturação anunciada, incluindo rescisões por mútuo acordo e um eventual despedimento colectivo, número de trabalhadores a dispensar, critérios para esses despedimentos e datas para que esta reestruturação avance”, refere a Lusa.

Os trabalhadores da rádio exigem também a divulgação imediata das contas de 2018 e explicações sobre a demissão do director da TSF, Arsénio Reis.  A direcção da estação foi assumida interinamente por Pedro Pinheiro, até aqui director-adjunto na estrutura liderada por Arsénio Reis, apoiado pelos restantes membros da actual equipa directiva, Ricardo Alexandre e Anselmo Crespo. Até ao momento ainda não foi anunciado oficialmente o sucessor de Arsénio Reis mas ao que tudo indica a escolha recairá sobre o nome de Rosália Amorim, actualmente directora do Dinheiro Vivo, título ao qual poderá manter-se ligada.

Contactada pelo M&P, fonte oficial do grupo não comenta.

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