CEO da Wunderman Thompson: “O tempo gasto em cada pitch é maior”

Por a 5 de Novembro de 2019
Mel Edwards, CEO da Wunderman Thompson

Mel Edwards, CEO da Wunderman Thompson

O aumento do nível de complexidade dos grandes concursos globais é um dos aspectos notados por Mel Edwards, CEO da Wunderman Thompson, quando analisa a evolução recente da indústria publicitária. “Se olharmos para os três maiores pitches a nível global em que estamos envolvidos actualmente, todos são muito focados na marca, com um pouco de digital, mas são grandes concursos focados no desenvolvimento da marca. São processos complexos”, contou a responsável, afirmando notar que “o volume de trabalho que nos chega é o mesmo, gastamos é mais tempo em cada pitch, no desenvolvimento das propostas e soluções, porque há uma preocupação maior em perceber como vamos contribuir para o negócio”.

É nesse sentido que Mel Edwards vê com naturalidade o facto de as agências de publicidade competirem em muitos concursos com consultoras de negócio. “Começam a surgir cada vez mais conversas sobre plataformas, sobre tecnologia, plataformas que plataformas de comércio electrónico a marca deve ir, de que forma a tecnologia pode ajudar no desenvolvimento do negócio, e acabamos por estar a competir com consultoras em temas que, em última análise, dizem respeito à experiência do consumidor e à experiência de marca”, aponta a CEO da Wunderman Thompson.

“Vejo de facto o investimento a ser transferido para a tecnologia e para o digital, mas o foco mantém-se, continua a passar por utilizar a tecnologia na comunicação com o consumidor, em encontrar formas de chegar ao consumidor e estabelecer uma relação”, referiu ainda Mel Edwards, que falava numa conferência onde estava em análise o modelo de negócio das agências de publicidade e a consolidação das agências.

Sobre a evolução da agência que agora dirige, a CEO da Wunderman Thompson assegura que não foi uma imposição resultante da necessidade de reduzir estruturas. “Ninguém nos pediu para fundir. Mas começámos a perceber que a ligação entre brand experience e customer experience era cada vez maior e estão cada vez mais ligados à tecnologia, por isso fez sentido para nós”, explica, acrescentando que perceberam ainda que “o nosso top 30 de clientes globais acabavam por se sobrepor, pelo que além de fazer sentido não havia nenhum conflito”.

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