Como é a actuação dos jornalistas portugueses nas redes sociais?

Por a 19 de Novembro de 2019

MediaA maioria das publicações feitas pelos jornalistas portugueses nas redes sociais são de autopromoção ou de opinião/crítica. Esta é uma das conclusões do estudo “Jornalistas Em Acção: Análise da actividade e presença de profissionais do jornalismo nos media tradicionais e nas redes sociais”, conduzido por investigadores da Universidade Católica Portuguesa (CEPCEP), da Cision e do Omnicom Public Relations Group (OPRG). De acordo com o estudo, que teve por base uma amostra de 45 jornalistas portugueses considerados mais influentes no panorama português, 28% das publicações nas redes sociais são de autopromoção, 27% são de opinião/crítica e apenas 12% correspondem à partilhas de notícias e relatos em directo, enquanto a correcção de erros e reflexão sobre a prática jornalística dizem respeito a apenas 2% das publicações.

Destas, os jornalistas partilham não apenas notícias do meio em que trabalham (54%) mas também notícias de outros meios (17%), conclui o estudo, que dá ainda conta de que as mulheres tendem a fazer mais partilhas (53%), sobretudo de conteúdos não jornalísticos (57%), enquanto os homens fazem mais publicações originais (23%), e que o Facebook recebe mais publicações de autopromoção do que o Twitter.

O estudo destaca o facto de que “a performance dos jornalistas é diferente no espaço tradicional e digital”, descrevendo a actuação dos jornalistas nos meios tradicionais como “claramente mais profissional, com um estilo mais crítico e centrado em temas da agenda informativa, ao passo que “nos media digitais, destaca-se uma acção mais pessoal, focada em assuntos fora do jornalismo, com um estilo mais neutro”. “A acção é mais interventiva nos media tradicionais e passiva nos media sociais”, conclui o estudo, que pretendeu responder a questões como “há uma correspondência entre a acção dos jornalistas nos vários media”, “visibilidade e influência nos meios tradicionais corresponde ou fomenta o mesmo estatuto no plano digital e vice-versa?” ou “quais as sinergias entre conteúdos noticiosos e de opinião, entre autoria profissional e perfis pessoais nas redes sociais?”.

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