Lucros da Impresa duplicam para os 2,9 milhões de euros

Por a 28 de Outubro de 2019
Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa

Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa

Com um resultado líquido na ordem dos 2,9 milhões de euros, a Impresa chega ao final dos primeiros nove meses do ano com os lucros a subirem 101,9% face ao resultado líquido alcançado no período homólogo em 2018. Os resultados agora obtidos pelo grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão foram impulsionados por um crescimento de 4% nas receitas, que se traduz num encaixe a rondar os cinco milhões de euros acima do volume de receitas em igual período do último ano, alavancado sobretudo pela subida das receitas do segmento de televisão. A performance financeira do grupo traduz-se igualmente numa melhoria EBITDA, que se aproxima agora dos 14,8 milhões de euros, valor que representa um crescimento de 17,7% em comparação com os 12,5 milhões de euros registados nos primeiros nove meses de 2018.

“A liderança da SIC e do Expresso contribuiu para um crescimento nas receitas, incluindo as publicitárias, bem como para um aumento de 17,7% no EBITDA. Conseguimos duplicar os resultados líquidos, alcançando assim os melhores nove meses do ano desde 2014”, destaca Francisco Pedro Balsemão, reforçando que “2019 tem sido um ano marcante para o grupo Impresa, e no terceiro trimestre mantivemos o ritmo e a dinâmica dos anteriores”. “Por tudo isto, estamos convictos de que vamos melhorar os nossos resultados em 2019, aumentando não só o EBITDA como ainda os resultados líquidos, e mantendo igualmente a tónica na redução da dívida, que caiu 10,5 milhões de euros neste período”, comenta ainda o CEO da Impresa sobre os resultados agora apresentados.

O principal contributo para os resultados alcançados foi, de acordo com o relatório enviado esta segunda-feira pelo grupo à CMVM, o crescimento das receitas consolidadas para um valor próximo dos 130 milhões de euros, uma subida de 4% relativamente aos 125 milhões registados nos primeiros nove meses de 2018. Crescimento esse que foi alanvacado, por um lado, por uma subida de 5,3% nas receitas publicitárias, que passaram dos 77,7 milhões de euros para 81,9 milhões, e, por outro lado, pelo incremento no item Outras Receitas, onde estão incluídas as receitas de IVR do segmento de televisão, cujo encaixe disparou 36,2%, passando de perto de 11 milhões de euros nos primeiros nove meses do último ano para uma verba próxima dos 15 milhões de euros em igual período deste ano. Regista-se ainda uma subida de 4,5% nas receitas de circulação, agora fixadas nos 7,3 milhões de euros.

O contributo destas três linhas de receita garantiu um saldo positivo, contrariando a quebra de 11,8% sofrida ao nível das receitas de subscrição de canais, que desceram dos 29,3 milhões de euros para os 25,9 milhões. Do lado dos custos operacionais, o grupo regista um aumento para os 115,2 milhões de euros (+2,5%) nos primeiros nove meses deste ano, que comparam com 112,5 milhões de euros no período homólogo em 2019.

Analisando por segmento, o negócio da televisão atinge um EBITDA de 16,1 milhões de euros entre Janeiro e Setembro deste ano, valor que corresponde a uma subida de 15,3% face aos cerca de 14 milhões de euros registados no período homólogo em 2018. As receitas da SIC totalizaram 110,5 milhões de euros, valor que traduz um crescimento de 4,9% relativamente aos 105,3 milhões de euros alcançados no último ano. Em destaque esteve o crescimento das receitas publicitárias, que subiram 6,2%, passando de 68,6 milhões de euros para 72,9 milhões, tal como as receitas de IVR, que dispararam 94,2%, passando de 4,6 milhões de euros para 8,9 milhões. Também o item Outras Receitas regista uma subida para os 2,8 milhões de euros (+1,2%). Em sentido contrário, as receitas de subscrição de canais, como já referido, desceram 11,8%, para os 25,9 milhões de euros, quebra que o grupo diz ter ficado “a dever-se principalmente à negociação de contratos com operadores internacionais”. Os custos operacionais subiram 3,3%, para os 94,4 milhões de euros, justifica o grupo, “como consequência, essencialmente, do reforço da competitividade da grelha da SIC e do aumento das receitas de IVR”.

Do lado do segmento de publishing, os resultados não são tão positivos, com esta área de negócio a reportar um EBITDA a rondar os 175 mil euros, uma quebra de 61,4% em comparação com o EBITDA próximo dos 454 mil euros que apresentava nos primeiros nove meses de 2019. No entanto, o grupo ressalva que, analisando a evolução das receitas e custos operacionais sem registo de custos de reestruturação, o EBITDA seria de 617 mil euros, uma melhoria de 14,2% face aos 541 mil euros registados nas contas acumuladas de 2018. Neste segmento, as receitas totais desceram 1%, passando de 17,8 milhões de euros para 17,6 milhões, apesar de uma subida nas receitas de circulação, que se fixaram nos 7,3 milhões de euros (+4,5%). As restantes linhas de receita registam quebras: as receitas publicitárias desceram para os 8,9 milhões de euros (-1,4%), as receitas de produtos alternativos sofrem uma quebra para os 250 mil euros (-44,8%) e as outras receita descem para 1,1 milhões de euros (-12,9%).

No que diz respeito à dívida, a Impresa chega ao final dos primeiros nove meses de 2019 reportando uma dívida remunerada líquida de 179,1 milhões de euros, valor que, embora represente uma redução de 10,5 milhões de euros em termos homólogos, traduz um aumento de 11,6 milhões de euros face à dívida de 167,5 milhões de euros com que o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão encerrou as contas do primeiro semestre deste ano.

De acordo com o relatório enviado pelo grupo à CMVM, “a Impresa conta melhorar os resultados até ao final do ano, tanto no que respeita ao crescimento das receitas como através de uma melhoria da eficiência operacional, com vista a aumentar o EBITDA e os resultados líquidos, mantendo-se igualmente a tónica na redução da dívida, para diminuir o rácio dívida líquida/EBITDA do grupo”.

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