Guerra no streaming faz disparar até 30% custo das séries

Por a 17 de Outubro de 2019

netflixAs séries e programas mais procurados custam actualmente 30% mais em comparação com os valores praticados há um ano. Quem o diz é Ted Sarandos, chief content officer do Netflix, plataforma de streaming que este ano pagou 500 milhões de dólares pelos direitos de Seinfeld. O investimento de peso na sitcom popularizada entre 1989 e 1998 é ilustrativo da guerra instalada no mercado do streaming de filmes e séries numa altura em que a concorrência se acentua com a aposta da Apple e com a chegada, no próximo dia 12 de Novembro, do Disney+, plataforma OTT da Disney. Mais ainda porque estes 500 milhões de euros são apenas uma pequena parte dos 15 mil milhões que o Netflix prevê investir em conteúdos até ao final deste ano. Números que fazem com que Reed Hastings, CEO da plataforma, não hesite em afirmar que, por comparação, os 100 milhões de dólares gastos na produção House of Cards, há sete anos, pareça hoje “uma pechincha”.

O Netflix apresentou esta quarta-feira os resultados do terceiro trimestre, dando conta de ter alcançado mais 6,8 milhões de subscritores entre os meses de Julho a Setembro. No mercado norte-americano adicionou 520 mil assinantes, ficando abaixo das previsões de 800 mil (embora estancando aquela que foi a primeira quebra nos EUA, registada no segundo trimestre), mas no restantes mercados acabou por superar as estimativas que apontava para 6 milhões de novos subscritores depois de ter chegado aos 6,3 milhões. Para o fecho do ano, as previsões são conservadoras, antecipando a chegada de mais concorrência: o Netflix antecipa encerrar 2019 com 26,7 milhões de novos subscritores, valor abaixo dos 28,6 milhões assinantes adicionados à sua base de assinantes ao longo do último ano.

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