Cofina/Media Capital: CMVM confirma registo da OPA

Por a 14 de Outubro de 2019
Octávio Ribeiro, Luís Santana e Paulo Fernandes (Cofina)

Octávio Ribeiro, Luís Santana e Paulo Fernandes (Cofina)

O registo da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Media Capital foi pedido na sexta-feira pelo grupo Cofina Media, cumprindo o prazo disponível para o fazer. O pedido de registo foi confirmado esta segunda-feira à agência Lusa por fonte oficial da CMVM, que diz “ter recebido da Cofina SGPS na sexta-feira, dia 11 de Outubro, o pedido de registo da Oferta Pública de Aquisição de acções representativas do capital social do grupo Media Capital SGPS, com isso se dando sequência, nos trâmites habituais, à análise da operação”.

Recorde-se que a Cofina anunciou no passado mês de Setembro ter chegado a acordo com a espanhola Prisa para a aquisição da totalidade das acções que detém na Media Capital. “O objecto da oferta é constituído pela totalidade das 84.513.180 acções ordinárias, escriturais e nominativas, com o valor nominal de 1,06 euros, representativas do capital social e dos direitos de voto da sociedade visada”, referia o grupo dono do Correio da Manhã e da CMTV no anúncio preliminar da oferta.

O negócio de compra da Media Capital pela Cofina está assim avaliado em 181 milhões de euros, tendo ficado acordado que a Cofina paga à Prisa 170,6 milhões de euros pelos 94,69 por cento que detém na Media Capital, enquanto o restante capital detido pelos restantes accionistas vale 10,5 milhões de euros. Assim, o preço global que o grupo liderado por Paulo Fernandes pagará pela totalidade da Media Capital será de 181 milhões de euros. No entanto, a operação valoriza o grupo Media Capital em 255 milhões, uma vez que os novos donos irão assumir a dívida.

A Cofina espera ver concluído o negócio de aquisição da Media Capital durante o primeiro trimestre de 2020, de acordo com uma apresentação que o grupo liderado por Paulo Fernandes enviou aos investidores. No documento, a que a agência Lusa teve acesso, antecipa-se que a aquisição do grupo dono da TVI deverá “ser concluída no primeiro trimestre de 2020”, embora se reconheça que “a transacção está sujeita a certas condições”. A concretização do movimento está agora dependente da aprovação da Autoridade da Concorrência e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, bem como da realização de um aumento de capital da Cofina.

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