Cofina mais próxima de comprar Media Capital

Por a 15 de Setembro de 2019
Octávio Ribeiro, Luís Santana e Paulo Fernandes (Cofina)

Octávio Ribeiro, Luís Santana e Paulo Fernandes (Cofina)

“Na sequência dos comunicados divulgados nos dias 14 e 16 de agosto de 2019 e das notícias veiculadas na presente data em alguns órgãos de comunicação social, a Cofina – SGPS, S.A. (“Cofina”), em resposta a uma solicitação dirigida pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, informa que continuam a decorrer negociações com a Promotora de Informaciones, S.A. (“Prisa”), sem que exista qualquer acordo, relativas à potencial aquisição da participação da Prisa na Grupo Media Capital SGPS, S.A. (“Media Capital”), detida através da Vertix, SGPS, S.A. (“Vertix”). A Cofina prestará ao mercado os esclarecimentos adicionais que se justifiquem face a quaisquer desenvolvimentos nas negociações com a Prisa”.

Foi assim que a Cofina, em nota enviada à CMVM na noite de sexta-feira, reagiu às notícias que davam como fechado o acordo do grupo liderado por Paulo Fernandes para a compra da Media Capital. De acordo com o Expresso, a Cofina vai pagar pela Media Capital cerca de 255 milhões de euros menos dívida. A operação será financiada pelo banco Santander e Société Générale, mas também através de um aumento de capital de cerca de 80 milhões de euros, subscrito pelo banco espanhol Abanca e pelo empresário Mário Ferreira. Paulo Fernandes, continua o Expresso, também irá aumentar a sua participação no grupo, investindo mais de 20 milhões de euros neste aumento de capital, um montante semelhante com que irá avançar Mário Ferreira, prossegue o título da Impresa. O restante núcleo duro de accionistas da Cofina também deverão participar no aumento de capital mas não na totalidade, diminuindo assim a sua participação. Ainda de acordo com o Expresso, o negócio deve ser anunciado esta semana.

Ao contrário do que aconteceu quando a Altice tentou comprar a Media Capital, neste caso a Cofina acredita que a concretização do negócio não deve ser sujeito a uma investigação aprofundada por parte da Autoridade da Concorrência e que também receberá luz verde da ERC.

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