Direcção editorial e jornalistas da TVI enfrentam queixas da IURD

Por a 1 de Julho de 2019

TVIA Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) fez saber em comunicado que “vai requerer formalmente junto do Sindicato dos Jornalistas, da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e da ERC, que avaliem a idoneidade profissional da direcção editorial da TVI, bem como da jornalista responsável pelos programas Segredo dos Deuses”. Em causa estão as reportagens da estação de Queluz sobre o alegado esquema de adopções ilegais envolvendo a organização religiosa, alvo de um inquérito aberto no final de 2017. A intenção de avançar com as queixas surge na sequência de uma informação avançada no último fim-de-semana pelo semanário Expresso, segundo o qual o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa abriu processos-crime contra duas mães, testemunhas-chave da reportagem da TVI, por falsas declarações, depois de a perícia da PJ atestar que assinaram documentos que viabilizaram a adopção dos filhos. Uma das testemunhas, acrescenta o Expresso, terá mesmo testemunhado uma nova versão em que acusa a a TVI de a ter instruído a mentir.

Na queixa, refere a IURD em comunicado, “serão apresentados elementos de prova que demonstrarão de forma inequívoca que a TVI e os jornalistas responsáveis pelos programas violaram de forma grosseira os seus deveres deontológicos”. Além da direcção editorial da estação de Queluz, a IURD pretende avançar com uma queixa-crime contra a jornalista Alexandra Borges, que acusa de “denuncia caluniosa” pela participação que desencadeou junto do Ministério Público sobre a existência de uma rede de tráfico de crianças e de adopções ilegais no Lar Universal.

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